Artigo: Antunes Filho é grande perda par ao teatro e deixa discípulos espalhados pelo Brasil

 

ANTUNES FILHO E LUIZA LEMMERTZ no 2º Prêmio Aplauso Brasil de Teatro 

SÃO PAULO – Na quinta-feira (2) perdemos Antunes Filho. Grande mestre do teatro brasileiro. Fez parte do TBC (Teatro Brasileiro de Comédia), onde aprendeu com grandes mestres disciplina e técnica pela qual ficou conhecido. Com 69 anos de carreira é um importante nome que revolucionou e mudou o jeito de se fazer teatro brasileiro a partir da montagem de Macuníma, de Mario de Andrade, em 1978. Desde de 1982 mantinha em parceria com o SESC Consolação o seu Centro de Pesquisa Teatral (CPT), por onde passaram grandes nomes da atuação nacional. Antunes trabalhou até o final da sua vida e estreou seu último trabalho no ano Passado: o espetáculo Eu Estava em minha Casa e Esperava que a Chuva Chegasse.

Nós do Aplauso Brasil agradecemos e faremos que seu legado será reverberado. Todos os Aplauso a uma vida pela arte! Estamos de luto por aqui e no teatro.

Para finalizar, deixamos nossos leitores com a força de Antunes e influencia que o diretor teve sobre nosso editor, Michel Fernandes:

“Quem conhece minha trajetória sabe o quanto a figura de Antunes Filho é emblemática na minha formação como artista, apaixonado por teatro, curioso estudante das artes cênicas, jornalista e crítico de teatro. desde que li uma matéria na revista Capricho, quando eu tinha apenas 14 anos, fiquei fascinado com a forma ritual e respeitosa como ele tratava o teatro. Formado pelo teatro escola Célia Helena, em 1994, fui atrás do CPT – centro de pesquisa teatral dirigido por Antunes atrás de orientação para começar me aprofundar nos ensinamentos filosóficos, princípios orientais, a psicologia junguiana além de todos ensinamentos sobre história da arte e o pai de minha formação metodológica O Poder do Mito. A alavanca principal que me tornou mas reflexivo na vida e na arte devo ao meu mestre soberano Antunes filho”.

E a dor do Adeus:
“É difícil digerir essa notícia: meu mestre soberano morreu!
Eu agradeço a você ter me inspirado quando li aquela matéria na revista capricho e decidi: quero amar o teatro na mesma intensidade que esse diretor. Você me deu a chave da porta pra eu entrar nesse universo artístico com seriedade, respeito e sabendo que todo o trabalho empreendido no teatro é um alimento para nossa alma. Obrigado mestre pela permissão em ser colega de profissão, ser artista e saber que, mesmo estando por trás da cena, é o amor, a dedicação e sobretudo a incessante pesquisa que nos faz inteiramente artistas.
Por último, eu agradeço seu carinhoso abraço e peço desculpas por não saber o que dizer, por que só consigo chorar. Antunes Filho eu te amo tanto e sempre você será meu mestre, vá com Deus!”.

Texto escrito por Michel Fernandes e Kyra Piscitelli

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