Carolina Bianchi estreia “Lobo” no Teatro  de Contêiner

SÃO PAULO – Lobo é o novo trabalho da diretora, atriz e autora Carolina Bianchi e se desvincula do teatro em moldes tradicionais e busca a tentativa de materialização do símbolo através de uma sequência de imagens não lineares que afloram fricções entre instinto e civilização.  Lobo estreia no Teatro de Contêiner no dia 24 de maio e cumpre uma curta temporada até 15 de junho, sempre quintas e sextas, 21 horas.

Os ensaios iniciaram em março deste ano, em São Paulo,  com um grupo de 15 performers homens, dentre eles atores, bailarinos, músicos e uma equipe técnica majoritariamente feminina.

Lobo surgiu na imaginação de Carolina ainda quando ela criava Mata-me de prazer (2015) sua primeira obra depois de ficar 10 anos em parceria com a Cia. dos Outros com quem criou inúmeros trabalhos.

Lobo é uma sequência de imagens, textos, experiências que misturam passado e presente,desenrolam- se imagens que evocam o barroco italiano do século XIX, filmes de terror dos anos 70, natureza morta e natureza viva bem viva no corpo dos dezesseis performers que transpiram a cena . Carolina assina a dramaturgia episódica e mistura coreografias, práticas performativas e textos que irrompem da sua boca, uma narradora que evoca a presença de outras artistas mulheres de diferentes eras para lançar um olhar sobre a criação, sobre a paixão e a morte que inspiram a criação artística, e os poderes que a imaginação e o corpo podem transbordar num momento de completo fracasso dos sistemas tradicionais.

Sequência

Em Mata-me de prazer, Carolina dividia a cena com o músico Lucas Vasconcellos e em um formato de palestra, narrava a história de um país fictício onde seus habitantes passavam a fazer sexo a maior parte do tempo e por conta disso mudavam completamente sua linguagem. Em 2017 Carolina iniciou uma nova criação, dessa vez fora da sala de teatro, em uma performance que chamou de Quiero hacer el amor ( experiência sexual #1) em que convocou dez artistas mulheres para junto com ela, transarem com a arquitetura de edifícios da cidade. O trabalho ainda acontece e Carolina pretende lançar um documentário sobre a experiência.  Em agosto de 2017 ela parte para Buenos Aires, aonde faz uma residência de dramaturgia, Panorama Sur, e escreve a primeira versão dos textos de LOBO. Em novembro realizou uma convocatória para uma residência na Oswald de Andrade em São Paulo, em que selecionou performers do sexo masculino para experiências cênicas, práticas em torno do universo de LOBO.  Selecionou 30 pessoas dentre mais de 60 inscritos.

 O espetáculo está com uma campanha virtual para arrecadar verba para a temporada independente.  (www.catarse.me/lobo)

Serviço:

LOBO

de 24 de maio a 15 de junho

quintas & sextas, 21 horas no Teatro de Contêiner (Rua dos Gusmões 43, Santa Ifigênia- São Paulo SP)

Telefone: (11) 97632-7852

 

ingressos: 30,00 (inteira) 15,00 ( meia entrada)

bilheteria aberta a partir de 20 horas.

duração aprox 120 min

classificação: 18 anos

 

No local haverá bar aberto com bebidas e comidinhas.

Ficha Técnica:

Concepção, direção e dramaturgia: Carolina Bianchi

Performers: Antonio Miano, Felipe Marcondes, Tomás Decina, Tomás de Souza, Kelner Macêdo, Alysson Mendes, Maico Silveira, Chico Lima, Gabriel Bodstein, Giuli Lacorte, Gustavo Saulle, José Artur Campos, Rafael Limongelli, João Victor Cavalcanti, Murillo Basso e Carolina Bianchi

Assistência de direção: Debora Rebecchi
Treinamentos e atravessamentos afetivos fundamentais: Rodrigo Andreolli, Henrique Lima, Fernanda Vinhas, Jaya Batista, Mayara Baptista
Luz: Alessandra Domingues
Som: Joana Flor
Pesquisa de trilha sonora: Carolina Bianchi
Fotos: Mayra Azzi
Vídeos: Fernanda Vinhas
Produção executiva: AnaCris Medina

Produção geral: Luciana Mugayar

Confecção de objetos de cena: Tomás Decina e Nelson Feitosa

Efeitos especiais terror: Gustavo Saulle

Figurinos: Carolina Bianchi, Tomás Decina e Antonio Vanfill

Apoios: Pequeno Ato, Capital 35, CASA PALCO e Teatro de Contêiner SP e todas as pessoas que contribuíram no Catarse.

 

 

 

Kyra Piscitelli

Kyra Piscitelli é jornalista formada pela Universidade Metodista de São Paulo e fez pós-graduação em Globalização e Cultura pela Faculdade de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP). Escreve sobre teatro e arte desde de 2009. Integra os Juris da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) e do Prêmio Aplauso Brasil. Ávida por conhecimento, se não está em viagem ou estudo, só há um lugar para achá-la: o teatro!