COM DIREÇÃO DE ERIC LENATE, “O TESTE DE TURING” É A SEGUNDA PEÇA DA MOSTRA DE DRAMATURGIA DO CCSP

Redação Aplauso Brasil  (redação@aplausobrasil.com.br) 

SÃO PAULO – O espetáculo, escrito em 2004, marca o reencontro de dois parceiros do CPT de Antunes Filho, agora como dramaturgo e diretor,  e discute a mente humana. A montagem estreia dia 15 de julho.

Uma pergunta filosófica – será que a inteligência artificial evoluirá tanto a ponto de não distinguirmos mais um computador de um ser humano? – move O Teste de Turing, texto de Paulo Santoro com direção de Eric Lenate, que estreia no dia 15 de julho na Mostra de Dramaturgia em Pequenos Formatos Cênicos do CCSP.Turingh

Escrito em 2004 e ganhando forma nos palcos pela primeira vez agora, o objeto parte da premissa tecnológica para falar da mente humana. “Essa é uma obra de ficção científica que se passa em um futuro indeterminado. Eu utilizo o conceito de inteligência artificial como espelho para revelar as limitações da própria consciência humana. Minha ideia é que o público reflita como o desenvolvimento da inteligência artificial pode, em um certo futuro, significar um desafio ao modo como o homem se vê e às suas crenças mais profundas”, afirma Santoro.

A história se passa em uma empresa de tecnologia que afirma ter construído uma máquina capaz de simular por completo a consciência e o comportamento dos seres humanos. Para comprovar essa proeza, a empresa precisa fazer com que seu equipamento seja aprovado no famoso teste de Turing – que testa a capacidade de uma máquina exibir comportamento inteligente equivalente a um ser humano, ou indistinguível deste. Assim, três profissionais de diferentes áreas (um linguista, um programador e um matemático) são chamados para pôr o teste em prática – sem desconfiar de que, , como se fossem eles as verdadeiras máquinas, todas as suas atitudes já foram previstas bem antes.

Para o diretor Eric Lenate, outro ponto focal do espetáculo é a discussão sobre tecnologia e vigilância. “Essa foi uma das questões que mais me chamaram atenção. Há tempos venho pensando que somos constantemente vigiados e observados. Isso já foi tratado por George Orwell há algum tempo, mas sempre me interessei pela questão do poder relacionado a isso. Quem diz para essas pessoas que elas podem nos observar e o que de nossa rotina pode ser observado? Quem dá a esses observadores o poder e autorização para tal? Paulo traz um pouco dessa reflexão e esse texto acaba mostrando que esse tipo de questionamento pode ser levantado imediatamente”, reflete.

 

O TESTE DE TURING
Dramaturgia: Paulo Santoro
Direção, cenografia e adereços: Eric Lenate
Elenco: Jorge Emil, Rodrigo Fregnan, Felipe Ramos e Maria Manoella
Participação em vozes: Hélio Cícero, Martina Gallarza e Fernando Gimenes

Serviço
De 17 de julho a 7 de agosto. Sextas e sábados, às 21h e domingos, às 20h
Ingressos: R$ 10,00
Centro Cultural São Paulo – Sala Jardel Filho – Rua Vergueiro, 1000 –Estação de metrô Vergueiro.