Crítica: “A verdadeira história do Barão” e a importância dos artistas realizarem seus sonhos

SÃO PAULO – Com roteiro e direção do premiado Marcelo Romagnoli, A verdadeira história do Barão comemora os 27 anos de trajetória da Cia. Cênica Nau de Ícaros, que apresenta um espetáculo inédito para toda a família.

Marco Vettore e seu grupo de circo levam ao palco as inacreditáveis aventuras do Barão de Munchausen (1720-1797), que transitam entre a verdade e a mentira, o sonho e a realidade, o absurdo e o delírio, para narrar as fugas incríveis, os fatos extraordinários, os perigos assombrosos e os encontros improváveis desse barão — considerado um dos maiores contadores de aventuras absurdas de todos os tempos.

Vettore fala sobre a montagem como um sonho realizado pelo grupo, que se cerca de ótimos profissionais para levar essa fantasia ao palco.

O ponto alto do espetáculo é a direção artística do talentoso cenógrafo Márcio Medina, que cria um cenário e elementos manuseados o tempo todo pelos atores da peça, construindo imagens grandiosas, como um telão formado por diversas paisagens e uma grua que alcança seis metros de altura.

Composições originais formam a trilha sonora assinada por Marcelo Pellegrini. Aliadas, a iluminação de Wagner Freire e as projeções de imagens de Raimo Benedetti provocam encantamento e sonho apropriados para uma grande viagem visual.

Leo Pacheco assina o visagismo dos atores acrescentando ainda mais beleza ao espetáculo. Temos de destacar a participação da experiente Lu Grimaldi, que se integra com sua trajetória aos artistas circenses.

Como um sonho realizado, a peça é exemplo de experiência, de sucesso e também de persistência da companhia por meio do patrocínio do Sesi, que acerta na escolha desse grupo com sua ótima trajetória.

Longa vida ao circo! Longa vida a seus integrantes!

Teatro Do Sesi

EndereçoAv. Paulista, 1313 – Jardins, São Paulo – SP, 01310-100

Telefone(11) 3528-2000

Sab e dom 14 horas

Kyra Piscitelli

Kyra Piscitelli é jornalista formada pela Universidade Metodista de São Paulo e fez pós-graduação em Globalização e Cultura pela Faculdade de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP). Escreve sobre teatro e arte desde de 2009. Integra os Juris da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) e do Prêmio Aplauso Brasil. Ávida por conhecimento, se não está em viagem ou estudo, só há um lugar para achá-la: o teatro!

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