Crítica: O Fabuloso Paulo Gustavo

Luís Francisco Wasilewski, do Aplauso Brasil (lfw@aplausobrasil.com.br)

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RIO DE JANEIRO – Paulo Gustavo já transcendeu a categoria de grande comediante. Ele é, como a crítica teatral define, um one man show. Seu espetáculo atual, 220 Volts, em cartaz no Oi Casagrande traz todo o seu talento na criação de personagens femininas. Além disso, sua atual montagem se destaca no panorama teatral atual por oferecer à plateia uma super produção, digna das grandes estrelas da música pop e das majestosas produções dos grandes musicais.

Desta vez Paulo Gustavo não está só em cena, como aconteceu nas encenações de Minha Mãe é Uma Peça e Hiperativo. Há excelentes bailarinos que o acompanham no palco. Lindos e talentosos, o conjunto de dançarinos traz para a produção de 220 Volts uma estética que remete aos shows de ícones musicais como Madonna.

Outro predicado do espetáculo é a participação do excelente Marcus Majella. Atuando na função de assistente, que ao mesmo tempo avacalha a estrela, ele comenta para a plateia sobre as recentes polêmicas nas quais Paulo Gustavo foi envolvido. Celeumas estas que, na maior parte das vezes, foi causada pela imprensa invejosa e deletéria.

No entanto, o melhor de 220 Volts está, é claro, em seu ator e criador. Além de possuir um talento raro na caracterização dos mais diversos tipos femininos, os textos dos esquetes são inteligentes. Sua personagem “Senhora dos Absurdos” absurdamente politicamente incorreta, é uma bela crítica ao comportamento de parte da Classe A Brasileira. Também é hilária a sua criação da apresentadora de TV desbocada, bem como da “periguete” que tenta conquistar um homem em uma festa.

Não posso deixar de comentar sobre a reação da plateia com o espetáculo. Se a produção, como já mencionei, é de um grande show pop, a idolatria que Paulo Gustavo conquistou do seu público é algo que raras vezes vi em meus vinte e cinco anos como espectador teatral. Ele provoca reações de uma paixão desenfreada por parte de seus fãs. E ele merece isso.

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Michel Fernandes

Michel Fernandes, graduado em Jornalismo e pós graduado em Direção Teatral., escreveu de 2000 a 2012 críticas de teatro e reportagens para o iG. Em 2002 criou o Aplauso Brasil - www.aplausobrasil.com.br -, site voltado à noticias, resenhas e críticas teatrais, até hoje no ar. Integrante da APCA desde 2004, Michel Fernandes já esteve nas comissões do Prêmio Miriam Muniz, ProAC, Programa de Fomento ao Teatro de São Paulo, emtre outros Em 2012 criou o Prêmio Aplauso Brasil de Teatro. Em 2014 realiza Residência do Aplauso Brasil na SP Escola de Teatro. Em 2015 é crítico convidado da MITsp (Mostra Internacional de Teatro de São Paulo). Em 2016 é membro de comissão julgadora do Proac. Em 2017 faz parte do Conselho Consultivo do CCSP.

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