Crônica: o Vírus Eleitoral


EM Rede – 15 de novembro de 2020. Eis aí mais uma grave pandemia se não estivermos todos vacinados contra o vírus eleitoral. Candidatos espúrios em busca de uma gente ainda mais espúria para legitimar os seus atos criminosos contra a população.

O voto é uma lógica que, infelizmente, nos precede. Efeito “tostines” de um eleitorado que se acha imune aos efeitos da urna.

De um lado o eleitor domina. Tem o poder do voto. Do outro, ele não consegue justificar o seu domínio porque é manipulado por um sistema preexistente.

O que acontece? Por que temos sempre a sensação de cometermos um erro ao depositar nosso voto na urna?

Será que existe um colapso nessa busca? Será que toda a informação que chega até nós não é suficientemente verdadeira ou será que a informação que temos não se transforma em um conhecimento autêntico e capaz de uma transformação genuína da nossa sociedade?

Quem são esses homens?

Quem são esses políticos que se apresentam com nome e sobrenome tão simples, entre o jornal das oito e a novela das nove?

Teremos, depois do dia 15 de novembro deste ano, os mesmos sintomas das eleições anteriores, numa acepção mais intensa, e curada com os mesmos engodos de sempre?

Não! Precisamos acreditar que não.

Essas práticas políticas, esses truques amadores de mágicas, promovidos pelas redes sociais, pela grande mídia e pelas agências publicitárias não podem mais funcionar conosco.

Somos um povo livre, de pensamento livre, e exigimos respeito aos nossos parcos neurônios.

Em tempos de crise, nunca é demais lembrarmos quais são as causas do nosso padecimento. Apesar de termos um país afortunado, pode ser que não cuidemos dele tão bem quanto imaginamos, por isso, o ideal é evitarmos qualquer forma de contágio por esse vírus eleitoral para o qual ainda não conhecemos nenhum remédio eficaz, tampouco vacina.

Por enquanto amelhor coisa ainda é um voto consciente. Resta saber como adquirir consciência em um mundo que sequestrou o conhecimento de nós.
Fique atento à fala!

Fique atento aos feitos!

E fique ainda mais atento ao senso comum.

Daqui por diante, basta virar uma esquina e um “santinho” pode estar lhe esperando.