Crônica: Aos Poucos



EM REDE – Acordei na madrugada. O céu transparente e estrelado. Milhares de estrelas acima de minha cabeça. Olho no espelho, eu nem sequer posso ser chamado de um grão de areia diante dessa grandeza. É possível que o universo seja o lar de zilhões de coisas gigantescas, assim como é possível que eu também seja um lar de zilhões de coisas minúsculas.

Aos poucos aprendo que o mundo (ou o planeta, como preferir) é um lar com poderes incomensuráveis e que eupreciso respeitá-lo ecaminhar nele assim como se caminha entre as estrelas.
Ou seja…
Assim como o homem procura entre as constelações um planeta habitável, assim heide sondar a vastidão domeu ser, até descobrir algo que me fortaleça e que me ajude a crescer; até descobrir algum lugar na eternidade onde eu esteja, literalmente, em casa.
Se é que existe algum lugar assim para se descobrir.
Qualquer lugar, porém, onde seja este espaço, a verdade é que sempreignorei minha jornada, — eismeu pecado natural — vi chegar a vida, cresci, me multipliquei através de meus filhos e, por fim, começo a desaparecer aos poucos, e mais depressa, e totalmente…
Percebo agora que não é a ambição de possuir mais vidao que meaproxima da morte — razão em si misteriosa, mas menos real — e sim a minha convicção de não fazer parte de uma existência verdadeira.

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