Danilo Santos de Miranda homenageia Leon Cakoff

Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (aplauso@gmail.com)

Danilo Santos Miranda, diretor regional do SESC SP, por Isabel D'Elia

O encenador russo, Meierhold, do início do século 20, apontava a multiplicidade artística do teatro, o que no espetáculo Os Náufragos da Louca Esperança (Auroras), que o TS apresenta até domingo no SESC Belenzinho, coloca dezenas de camadas de leituras que tornam a máxima evidenciada. Danilo Santos de Miranda, diretor regional do SESC São Paulo, chamou ao foco a homenagem que o espetáculo, dirigido por Ariane Mnouchkine, faz ao teatro e ao cinema e dedicou a sessão de ontem à Leon Cakoff, crítico de cinema e criador da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, cuja 35ª edição começa hoje, morto sexta passada.

N’ Os Náufragos da Louca Esperança, que teve impulso criativo em um romance, póstumo e desconhecido, de Julio Verne, encontrado perdido em um sebo de livros em Paris, segundo a dramaturga Hélène Cixous, quem assina, com a trupe, a dramaturgia da peça, narra a história do Louca Esperança, espécie de cabaré artístico, em que o proprietário do local, Félix Courage, apaixonado pelo cinematógrafo – arte recém-descoberta pelos irmãos Lummiére –, abriga os irmãos Jean e Gabrielle para rodar a história dum naufrágio, enquanto fora do Louca Esperança transcorrem fatos que culminarão na I Guerra Mundial.

Creio que Cakoff ficou lisonjeado com a póstuma homenagem, já que Os Náufragos da Louca Esperança é um espetáculo cuja grandiosidade e genialidade estão eternizadas na alma dos privilegiados que o assistiram.

AOS QUE NÃO CONSEGUIRAM COMPRAR ENTREM NA “FILA DA ESPERANÇA”, MAS NÃO DESISTAM.

SERVIÇO DO ESPETÁCULO:

Juliana Carneiro da Cunha em "Os Náufragos da Louca Esperança" foto de Michèle Laurent

OS NÁUFRAGOS DA LOUCA ESPERANÇA (AURORAS)

O novo espetáculo da companhia dirigida por Ariane Mnouchkine.

Livremente inspirado no romance “Os Náufragos do Jonathan”, de Júlio Verne.

Dramaturgia: Hélène Cixous

Música: Jean-Jacques Lemêtre

Duração do espetáculo: 4h

Intervalo de 15 minutos

Ingressos para o espetáculo: Esgotados

Temporada:

De 05 a 23 de outubro de 2011

15 apresentações

Quarta a domingo, às 19h.

585 lugares

Indicação de faixa etária – 12 anos

Site: www.sescsp.org.br

SESC Belenzinho

Rua Padre Adelino, 1.000 – Belenzinho – Telefone: 11 2076-9700
e-mail: email@belenzinho.sescsp.org.br
Horário de Funcionamento da Unidade:
Terça a sábado, das 9h às 22h. Domingos e feriados, das 9h às 20h
Central de Atendimento, Bilheteria e Loja SESC:
Terça a sexta, das 9h às 21h30. Sábados, domingos e feriados, das 9h às 19h30
Acessibilidade universal

Realização: SESC SP

Apoios: Consulado Geral da França em São Paulo, Instituto Francês, Prefeitura de Paris e Région Ile de France

Parcerias: Festival Porto Alegre em Cena, Metropolis e Realejo Produções Culturais (RJ)
e Fundação Internacional Teatro a Mil (Santiago – Chile)

Apoio Cultural: Hotel Transamérica Prime – International Plaza e TAM Linhas Aéreas

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Michel Fernandes

Michel Fernandes, graduado em Jornalismo e pós graduado em Direção Teatral., escreveu de 2000 a 2012 críticas de teatro e reportagens para o iG. Em 2002 criou o Aplauso Brasil - www.aplausobrasil.com.br -, site voltado à noticias, resenhas e críticas teatrais, até hoje no ar. Integrante da APCA desde 2004, Michel Fernandes já esteve nas comissões do Prêmio Miriam Muniz, ProAC, Programa de Fomento ao Teatro de São Paulo, emtre outros Em 2012 criou o Prêmio Aplauso Brasil de Teatro. Em 2014 realiza Residência do Aplauso Brasil na SP Escola de Teatro. Em 2015 é crítico convidado da MITsp (Mostra Internacional de Teatro de São Paulo). Em 2016 é membro de comissão julgadora do Proac. Em 2017 faz parte do Conselho Consultivo do CCSP.

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