Ednei Giovenazzi só até hoje

Maurício Mellone, para o site Favo do Mellone, parceiro do Aplauso Brasil(aplausobrasil@aplausobrasil.com)

Ednei Giovenazzi comemora 80 anos de vida e 50 de carreira

Com A Agonia do Rei, de Ionesco, o ator celebra 50 anos de carreira.

O público de São Paulo merecia mais. No entanto, A Agonia do Rei, de Eugène Ionesco, fica em cartaz na cidade até hoje, 19h, Teatro Anchieta, (SESC Consolação). Com direção de Dudu Sandroni, a montagem comemora os 80 anos — 50 de carreira— do ator Ednei Giovenazzi que vive o protagonista da trama, o Rei Bérenger. Mestre e criador do teatro do absurdo ao lado de Samuel Beckett, Ionesco com essa peça discute a finitude humana, já que como anuncia o título, o rei está agonizante. O autor mostra como é a reação, tanto do rei como dos demais membros da corte, diante da morte iminente.

A montagem de Sandroni para A Agonia do Rei gira em torno de três fases distintas sobre a morte: a negação, a revolta e por fim a aceitação. Depois de constatada a decadência do reino de Bérenger e que a rainha comunica o fim próximo do soberano, todos passam a lutar contra o inevitável, ou seja, a morte.

A reação do próprio rei assim como dos súditos diante desse fato é o que passa a mover a trama.

A Agonia do Rei (Le roi se meurt/ 1962) é um dos últimos textos de Ionesco, autor de clássicos como A Cantora CarecaA LiçãoO Rinoceronte entre outros.

"A Agonia do Rei', de Ionesco

No Brasil, essa peça foi pouco montada: “Quando li esse texto, percebi que estava diante de um dos melhores da dramaturgia mundial! Até hoje fico pensando como não se montou esse texto mais vezes. É uma obra-prima”, argumenta o diretor Dudu Sandroni.

Fico na torcida para que a montagem permaneça em São Paulo, depois dessas quatro únicas apresentações.

Roteiro:
A Agonia do Rei
. Texto: Eugène Ionesco.Tradução: Luis de Lima. Direção: Dudu Sandroni.Elenco: Ednei Giovenazzi, Paula Sandroni, Viviana Rocha, Alexandre Mofati, Thaís Tedesco, Gustavo Arthiddoro. Direção de produção: Dudu Sandroni e Alexandre Mofati. Direção de arte e cenografia: Lídia Kosovski.Figurinos: Natália Lana. Iluminação: Paulo César Medeiros

Serviço: Teatro Anchieta do SESC Consolação (320 lugares), Rua Dr. Vila Nova, 245, Tel: 3234-3000. Quinta a sábado, às 21h, domingo, às 19h. Preços: R$ 32,00 (inteira); R$ 16,00 (usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino). R$ 8,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes). Duração: 90 minutos. Recomendação etária: 12 anos. Temporada: Somente nesse final de semana.

Michel Fernandes

Michel Fernandes, graduado em Jornalismo e pós graduado em Direção Teatral., escreveu de 2000 a 2012 críticas de teatro e reportagens para o iG. Em 2002 criou o Aplauso Brasil - www.aplausobrasil.com.br -, site voltado à noticias, resenhas e críticas teatrais, até hoje no ar. Integrante da APCA desde 2004, Michel Fernandes já esteve nas comissões do Prêmio Miriam Muniz, ProAC, Programa de Fomento ao Teatro de São Paulo, emtre outros Em 2012 criou o Prêmio Aplauso Brasil de Teatro. Em 2014 realiza Residência do Aplauso Brasil na SP Escola de Teatro. Em 2015 é crítico convidado da MITsp (Mostra Internacional de Teatro de São Paulo). Em 2016 é membro de comissão julgadora do Proac. Em 2017 faz parte do Conselho Consultivo do CCSP.

No Comments Yet

Leave a Reply

Seu email não será publicado

*