EM CARTAZ: CENTRO CULTURAL SÃO PAULO REALIZA “3ª MOSTRA DE DRAMATURGIA EM PEQUENOS FORMATOS CÊNICOS”

SÃO PAULO – Depois de duas edições de sucesso, o Centro Cultural São Paulo (CCSP) apresenta as montagens dos textos vencedores do terceiro edital da MOSTRA DE DRAMATURGIA EM PEQUENOS FORMATOS CÊNICOS a partir de amanhã com a estreia de Boi Ronceiro – Uma Fábula de Horror, texto de Ricardo Inhan e direção de Mariana Vaz.

O segundo espetáculo da mostra que sobe aos palcos em 7 de julho é ANTIdeus (dramaturgia e direção de Carlos Canhameiro); e, em 4 de agosto, A Mulher que Digita encerra o evento com texto de Carla Kinzo e direção de Isabel Teixeira.

As comunidades rurais brasileiras comportam em seu seio, contradições e desigualdades que são históricas, o monopólio da terra e os conflitos agrários são os principais problemas socioespaciais do país. Partindo desta problemática, emoldurada a dilemas enraizados pela tríade – família, latifúndio e poder – o espetáculo Boi Ronceiro – Uma Fábula de Horror, de Ricardo Inhan, deriva de um drama comum para implodir questões sociais ainda latentes.

Em decorrência da morte de seu pai, um homem retorna à sua terra natal, acompanhado de sua esposa grávida. A vastidão vista pela janela da casa, provoca um estado de pasmaceira na mulher, ao mesmo tempo em que um efeito curioso a desperta de uma catatonia, até então, imposta a ela, desfiguradas pela visita fantasmagórica de um morador local. É através da presença do “estranho” que ambos são assombrados por um passado violento e sujo, que os leva a ruína atual.

O dramaturgo Ricardo Inhan, nascido em Guaxupé, sul de Minas Gerais, diz que o texto a princípio era um argumento para cinema, mas devido ao pulsante caráter teatral resolveu levá-lo aos palcos em vez das telas.

“A ação de Boi Ronceiro – Uma Fábula de Horror acontece em uma única noite e apesar de buscar inspiração na estrutura clássica dos filmes de terror americanos e na literatura de John Steinbeck, o que se discute, a questão fundiária e um desmistificar da tradicional família mineira, é amargamente nosso. Aqui, o gênero terror serve para tratar de temas caros ao universo tipicamente brasileiro, sangrados à faca da memória e a desarticulação provocada pela incapacidade de se estabelecer vínculos sociais”, conta o dramaturgo.

O edital da quarta edição já está com inscrições abertas.

Ficha Técnica

Dramaturgia – Ricardo Inhan.
Direção – Mariana Vaz.
Diretora colaboradora – Juliana Jardim
Elenco – Luciana Lyra, Paulo de Pontes e Pedro Stempnievski.
Cenografia – Mariana Vaz e Laura Andreato.
Figurino – Laura Andreato.
Desenho de Luz – Melissa Guimarães.
Trilha Sonora – Alessandra Leão e Missionário José.
Produção – Ariane Cuminale.
Fotos – Cacá Bernardes – Bruta Flor Filmes.
Vídeo – Bruta Flor Filmes.

Serviço

CENTRO CULTURAL SÃO PAULO
Sala Jardel Filho
Rua Vergueiro, 1000 –Estação de metrôô Vergueiro.
Telefone (11) 3397-4002.
Recomendação etária – 16 anos.
Duração – 70 minutos.
Ingressos – R$ 10,00.
Temporada – Até 2 de julho. Sexta-feira e sábado às 21 horas e domingo às 20 horas.
Realização – Centro Cultural São Paulo
Bilheteria – de terça a sábado, das 13h às 21h30; e domingos, das 13h às 20h30.
Ingressos vendidos online pela www.ingressorapido.com.br ou pelo telefone 4003-1212.
Capacidade – 321 lugares. A
cesso para deficientes físicos.
www.centrocultural.sp.gov.br

Redação Aplauso Brasil (redacao@aplausobrasil.com.br)

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