Em cartaz em Buenos Aires há quatro anos, peça que traz o mito bíblico de Caim e Abel aos dias atuais, reestreia em no Centro Cultural

Em cartaz em Buenos Aires há quatro anos, peça que traz o mito bíblico de Caim e Abel aos dias atuais, reestreia em no Centro Cultural

SÃO PAULO – Baseado na história bíblica de Caim e Abel, dois irmãos que vivem às brigas competindo tanto pela atenção do “pai” quanto pela propriedade, é o argumento de Terrenal – Pequeno Mistério Ácrata, sucesso de público e críticas, que voltou a São Paulo, na sala Jardel Filho, no Centro Cultural São Paulo e fica em cartaz até 24 de fevereiro, depois de sucesso no SESC. A direção é de Marco Antonio Rodrigues, com tradução de Cecília Boal e um elenco composto por Celso Frateschi, Danilo Grangheia, Dagoberto Feliz e Demian Pinto, que faz a trilha ao vivo no espetáculo.

Por meio de uma linguagem cênica que prioriza a comicidade, a tragicomédia e a metateatralidade, Terrenal poetiza sobre a história de ódio entre dois irmãos, e aponta, em um pano de fundo, conflitos sociais. O texto bíblico do livro de Gênesis narra o que é considerado o primeiro assassinato do mundo, mas Kartun aproveita este mito e vai além – usa esta potência do conflito para falar de assuntos contemporâneos que envolvem justiça, riquezas e visão de mundo. Aliás, com muito merecimento, a questão tem aparecido em outras searas artísticas, como o emblemático livro Caim, de José Saramago, da Companhia das Letras, que nas palavras de Juan Arias, jornalista e escritor, “(…) é também um grito contra todos os deuses falsos e ditadores criados para amordaçar o homem, impedindo-o de viver, em total liberdade, sua vida e seu destino”.

O texto original é de Mauricio Kartun – considerado um dos mais importantes dramaturgos da Argentina e uma referência no teatro latino-americano. Com mais de quatro décadas de carreira, desde sua estreia, com Civilización… ¿o barbarie? (1973), o artista tem realizado trabalhos marcados pelo compromisso com a atualidade política de seu país, além de um texto que flerta com a mitologia clássica. Terrenal foi traduzido para o português por Cecília Boal, viúva de Augusto Boal, principal liderança do Teatro de Arena (SP) na década de 1960, criador do teatro do oprimido, metodologia internacionalmente conhecida que alia teatro e ação social.

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FICHA TÉCNICA
Texto | Mauricio Kartun

Tradução | Cecília Boal

Direção | Marco Antonio Rodrigues

Elenco | Celso Frateschi, Danilo Grangheia, Dagoberto Feliz e Demian Pinto

Direção musical | Demian Pinto

Assistente de direção | Thiago Cruz

Direção de produção | Ricardo Grasson

Cenário, figurinos e adereços | Sylvia Moreira
Preparação musical | Marcelo Zurawski

Preparação Corporal | Esio Magalhães

Assessoria de mágicas | Rudifran Pompeu

Visagismo | Kleber Montanheiro

Design de luz e operação| Túlio Pezzoni

Design de Som |Gabriel Hernardes

Operadora de som | Monique Carvalho

Fotografias | Leekyung Kim

Assessoria de imprensa | Márcia Marques

Mídias Sociais | Menu da Música

Design Gráfico | Zeca Rodrigues

Cenotécnicos | Zé Valdir e Marcelo Andrade

Gestão de Projetos | DCARTE e Corpo Rastreado

Administração | Corpo Rastreado e DCARTE

Produção executiva | Corpo Rastreado

Idealização | Instituto Boal


SERVIÇO
Quando: 11/01 a 24/02
Horário: Sexta e sábado, 21h. Domingos, 20h.

Centro Cultural São Paulo – Sala Jardel Filho

R. Vergueiro, 1000 – Vergueiro/ SP
Local: Sala Jardel Filho | Capacidade: 321 lugares
Classificação: 16 anos | Duração: 100 min 
Ingressos: R$ 20,00 (inteira). R$ 10,00 (meia)

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