EM CARTAZ: “UMA VIDA BOA” ESTREIA NO TEATRO EVA HERZ

Cassiano Leonardo especial para Aplauso Brasil (Cassiano@aplausobrasil.com.br )

SÃO PAULO- Baseado em uma história real ocorrida nos Estados Unidos em dezembro de 1993, Uma Vida Boa apresenta a história de B., um homem nascido num corpo de mulher, que enfrenta as consequências de sua decisão e acaba sendo assassinado por isso. O fato que deu origem ao espetáculo inspirou também o documentário The Brandon Teen a Story(1998) e o filme Meninos não choram (1999).

Uma Vida Boa propõe uma discussão ampla que vai além da questão da sexualidade e da transexualidade. É peça sobre amor e também sobre a intolerância humana. “Estava em busca de um trabalho que pudesse ter um forte impacto sobre o público e, quando cheguei a esse acontecimento real, eu mesma fiquei impactada com a beleza e a violência dele. Interpretar um transexual me exigiu uma composição muito delicada e um estudo muito longo e aprofundado”, lembra Amanda.

Para compor o personagem B., Amanda assistiu a diversos documentários e filmes como Tomboy (2011), além de estudar o livro Viagem solitária (2011) de João Nery, o primeiro trans homem a ser operado no Brasil. “Pude perceber como esse assunto ainda é desconhecido para muitas pessoas. Escutamos coisas como ‘aquela menina que se veste de menino’ ou ‘aquele menino que finge que é menina’, porém, não é nada disso. É um dilema humano e profundo, sobre uma pessoa que, de fato, sente e acredita ter nascido no corpo errado”, conta a atriz.

Para a criação da dramaturgia, Rafael Primot se baseou naquilo que foi publicado na imprensa na época da tragédia. No entanto, mais do que tentar ser fiel aos fatos, o dramaturgo informa: “aproveitei situações reais, mas busquei criar uma nova narrativa a partir do real”. Assim, em Uma vida boa, o que se apresenta é a mesma história, porém, através de uma cronologia descontinuada, que visa oferecer ao público deslocamentos entre o tempo presente e o fato ocorrido no passado.

É nesse universo que o diretor Diogo Liberano propõe o seguinte jogo de cena: “na memória, encenamos o fato tal como ele aconteceu, logo, as personagens vivem aquela história sem possibilidade de modificá-la. Já no espaço da atualidade, flagramos estas personagens no tempo presente, reféns de alguma consciência crítica sobre os fatos do passado que, hoje, podem apenas ser lembrados. O espaço da memória só está vivo porque as personagens se lembram dessa história hoje, no mesmo tempo em que o público que vai ao teatro”, explica o diretor.

Uma Vida Boa estreou em março de 2014 ja recebeu três indicações ao prêmio Cesgranrio 2015(melhor texto para Rafael Primot, melhor atriz para Amanda Mirásci e melhor iluminação para Daniela Sanchez) e duas indicações ao prêmio APTR 2015 (melhor atriz para Mirásci e melhor iluminação para Sanchez, tendo sido vencedor nessa última categoria).

Ficha Técnica

Texto: Rafael Primot
Direção: Diogo Liberano
Diretora assistente: Dominique Arantes
Elenco: Amanda Mirásci, Daniel Chagas e Julianne Trevisol
Trilha sonora original: Diogo Ahmed Pereira
Iluminação: Daniela Sanchez
Figurinos: Bruno Perlatto
Cenário: Brunella Provvidente
Assistente de cenografia: Ana Machado
Direção de movimento: João Pedro Madureira
Preparação vocal: Verônica Machado
Projeto gráfico: Daniel Vides Veras
Design gráfico: Ale Pessôa
Diretor de Palco: Fernando Queiroz
Operadora de luz:
Operadora de som:
Mídias sociais: Teo Pasquini
Assessoria de imprensa: Pombo Correio
Foto de cena: Renato Mangolin
Foto de divulgação: Sérgio Baia
Produção geral: Ana Lelis
Produtoras associadas: Amanda Mirásci e Ana Lelis
Idealização: Pablo Sanábio
Realização: Arrakasta Produções Artísticas

Serviços

UMA VIDA BOA – São Paulo
Av. Paulista, 2073 – Bela Vista – São Paulo/SP
De 6 de abril a 26 de maio de 2017
Quintas e Sextas, às 21h
No feriado dos dias, 14 e 21 de abril à sessão será às 18h
Duração: 60 minutos
Faixa etária: 16 anos
IngressoR$40