ENTREVISTA: PEÇA ESTREIA EM CURITIBA E VAI AO RIO DE JANEIRO COM HISTÓRIA REAL E MENSAGEM DE TOLERÂNCIA E AMOR

Kyra Piscitelli*, do Aplauso Brasil (kyra@aplausobrasil.com)

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Atriz Clarissa Kahane (foto) estreia solo com direção de Daniel Herz em Curitiba. Foto:divulgação

 

CURITIBA – O espetáculo Meu Saba – Em Nome da Dor e da Esperança é uma das estreias do Festival de Curitiba, já tem temporada garantida no teatro Sérgio Porto (no Rio de Janeiro) e pretende ir a São Paulo. O solo feito pela atriz Clarissa Kahane com direção de Daniel Herz traz a história de Noa Ben-Artzi-Pelossof e seu avô, o ex-primeiro-ministro de Israel Yitzhak Rabin. Ganhador do Nobel da Paz, ele foi morto em 1995, em um comício de paz, pelas mãos de um israelense.

Com exclusividade para o Aplauso Brasil, diretor e atriz falam do espetáculo que além de história trabalha, principalmente, a emoção de uma relação de neta e avô, em um país regido pela guerra e pela intolerância.

A atriz Clarissa Kahane fala que poder trabalhar no palco “uma neta que é apaixonada por um avô que lutou pela paz e acreditar e querer passar essa história é muito bonito”.

Daniel Herz complementa que “na insegurança de uma jovem em enfrentar o mundo com a palavra, ela precisa enfrentar os fragmentos de uma convivência intensa e amorosa com seu avô. Num momento de tantas incertezas e radicalismos macabros”.

O diretor afirma que essa é a maior questão da peça, que trabalha o universal, pois “vivemos um momento do país e no mundo de muita intolerância, muita radicalidade. Nossa intolerância está forte, nossas opiniões radicais. É (uma montagem) universal”.

Essa é a primeira montagem teatral livremente inspirada na obra homônima de Noa.

Projeto com Marco Nanini
Herz aproveitou para adiantar um pouco sobre o seu próximo projeto no teatro. O ator Marco Nanini, contou para o Aplauso Brasil, em entrevista aqui no Festival de Curitiba, que ele vai dirigi-lo: “ é o Ubu Rei, a peça que inaugurou o teatro do absurdo. Fala do caos que vivemos. Tem tudo a ver com o momento”.

A peça vai acontecer com a Companhia Atores de Laura, dirigida por Herz. “É um barato, estou apaixonado pelo projeto”.

A ideia é estrear em setembro de 2016, depois da Olimpíada. “Não sei se vamos primeiro para Rio ou São Paulo, ainda está no comecinho do processo”.

O espetáculo faz mais uma apresentação hoje, às 21h, no Sesc da Esquina.

Acompanhe o Festival de Teatro de Curitiba, vai até domingo (5): www.festivaldecuritiba.com.br

FICHA TÉCNICA

Autor:   Noa Ben Artzi-Pelossof

Elenco: Clarissa Kahane

Direção: Daniel Herz

Assistente de direção:  Wendell Bendelack

Adaptação: Clarissa Kahane, Daniel Herz e Evelyn Dizitzer

Consultoria dramatúrgica: Evelyn Disitzer

Iluminação: Aurélio de Simoni

Design: Luisa Henke

Programação visual: Frito Studio

Assistente de administração: Marcelo Bento

Produção executiva: Rodrigo Wodraschka

Produção: Henrique Botkay

Coprodução: Albert Saadia

Direção de produção: Miguel Colker

Idealização: Clarissa Kahane e Miguel Colker

*Kyra Piscitelli, editora assistente do Aplauso Brasil, viajou para Curitiba a convite do Festival.

Kyra Piscitelli

Kyra Piscitelli é jornalista formada pela Universidade Metodista de São Paulo e fez pós-graduação em Globalização e Cultura pela Faculdade de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP). Escreve sobre teatro e arte desde de 2009. Integra os Juris da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) e do Prêmio Aplauso Brasil. Ávida por conhecimento, se não está em viagem ou estudo, só há um lugar para achá-la: o teatro!

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