Espetáculo “Odara – Tradição, Cultura e Costumes de um Povo” faz última sessão no Teatro Oficina

 

SÃO PAULO – Com elenco numeroso e grande destaque à diversidade de linguagens artísticas, trabalhadas com cuidado para equilibrar a grandiosidade de figurinos com o trabalho corporal orgânico, Odara – Tradição, Cultura e Costumes de um Povo conquistou o público em duas exitosas temporadas no lendário Teatro Oficina. Foi esse sucesso que gerou uma movimentação para que fossem organizadas sessões extras do espetáculo, que terá última apresentação 3/11 –  domingo às 19h.

 

Odara reverencia a matriz africana de forma potente em seus 120 minutos de duração. A partir de uma atmosfera musical viva – feita por parte do elenco – adornada por hipnotizantes jogos de luzes, são retratadas, paralelamente, a realidade atual das populações negras e uma viagem por suas crenças e costumes ancestrais. Desta forma a peça reúne diversas manifestações importantes para a manutenção e a resistência de narrativas Yorubás. De acordo com o diretor Marcio Telles, “Odara tem um conceito de narrativa e uma visão estética que lhe são muito peculiares. Caminho nesse chão há muito tempo e recolhi dentro de todo o período de pesquisa aquilo que me tocava de forma muito profunda dentro do nosso território negro”, diz Telles.

Com comunicação multifacetada e atuação aguerrida, “Odara” propõe um novo grito, uma nova revolução, uma retomada dos territórios e das ruas, uma chamada de alegria e afeto, aguerridos, contra qualquer tipo de escravidão, violência e intolerância.

 

SINOPSE

 

Odara – Tradição, Cultura e Costumes de um Povo traz a narrativa da criação do mundo segundo referências da mitologia yorubá.  Olorun, o Senhor Supremo do Universo, resolveu acabar com o ócio reinante no Orun e decidiu criar um mundo habitado por seres semelhantes a Ele. Para tanto, convocou todos os Orixás e, sob o comando de Obatalá, ordenou que partissem para criar o Ayê, a terra.

A peça segue com o surgimento de novos povos, desde a vida livre do negro na África, passando pelo tráfico de escravos até o período contemporâneo, mostrando que, além do sofrimento, houve resistência que manteve vivos os costumes, a tradição e a cultura, apresentando ao longo de 120 minutos uma dramaturgia enriquecida com manifestações populares como dança dos Orixás, capoeira, samba-reggae, puxada de rede e samba de roda, ilustrando um patrimônio cultural inestimável e preservado.

 

 (serviço)

Local: Teatro Oficina, Rua Jaceguai, 520 – Bixiga

Data: 3 de novembro –domingo às 19h

Duração: 120 minutos

Elenco: Lena Silva, Raquel Tobias, Rafaela Romam, Ito Alves Cristina Matamba, Cibele Souza e grande elenco

Direção: Márcio Telles

Classificação indicativa: 12 anos

Ingressos: R$ 40 (inteira), R$ 20 (estudantes, maiores de 60 anos, professores de rede pública, classe artística mediante comprovação, moradores do bairro mediante comprovante de residência), R$ 5 (estudantes secundaristas de escola pública, imigrantes, refugiados, moradores de movimentos sociais de luta por moradia mediante a comprovante)– limitados a 10% da lotação diária.

Ingressos antecipados pelo link: https://www.clubedoingresso.com/evento/espetaculoodara-teatrooficina

A bilheteria do teatro abre com uma hora de antecedência nos dias de espetáculo

 

Redes

Instagram: https://www.instagram.com/odara.telles/

Facebook: https://www.facebook.com/Projetoodara/

Twitter : https://twitter.com/OdaraProjeto?s=09

 

 

FICHA TÉCNICA:

Texto e Direção: Márcio Telles

Assistente de Direção: Cibele Souza

Direção Musical:Ito Alves

Preparação Vocal: Rafaela Romam

Produção Executiva: Marcio Telles

Direção de Cena: Elisete Jeremias ,Angeli Cristiê e Mayara Durães

Fotografia: Coletivo Huma (Biu Xá, Gui GrieblerFerreira)

Coreografia: Cristina Matamba e Marcio Telles

Criação de Luz: Filipe Sampaio

Operador de luz: Filipe Sampaio e Jota

VJ: Lucas Mendes

Operador de Áudio: Clevinho Ferreira e Otávio Silvares

Cabelo e Maquiagem: Jhonny Bráz

Concepção de Figurino: Marcio Telles

Direção de Figurino: Cibele Souza e Francisco Bispo

Camareiras: Lorrayne e Samantha

Atrizes: Lena Silva, Mare Black, Vera Afrikana e Vera Luz

Cantoras: Raquel Tobias e Rafaela Romam

Arranjos: Amanda Ferraresi, Ito Alves, Rafaela Romam e Rod Jubeline

Banda: Amanda Ferraresi (violoncelo), ,Ito Alves (percussão), Rod Jubelini (piano e guitarra)Denis Oliveira ,Cosme, Diogo(presuntinho )e Teko (percussão)

Elenco Dança: Alex Rodrigues, Alexandra Souza, Alexandre Índio, Brandon Diciri, Carlos Vitor, Cristina Matamba, Cibele Souza, Debora Zum, Ellen Vieira, Gabi Santos, Gislaine Roshelly, Jaque Barbosa, Priscilla Alves, Jeniffer Cristiny

Samantha Santos, Teka Peteca e Ysmael Ribeiro.

Elenco Capoeira: Chocolate, Kleber da Silva, Magnata, Mestre Tijolo, Milton Quilombola , Biribinha, Surikatte,Perninha,Costela e Webert Rodrigues

Produção Geral: Odara Produções (Cibele Souza, Marcio Telles e Tati Rommel)

Design gráfico: Francisco Bispo

Comunicação: Baobá Comunicação, Cultura e Conteúdo

Agradecimentos: Zé Celso, Allan Vivacqua, Mãe Linda, Anderson Puchetti, Otto Barros, Gugu Quilombola, Maria Gal, Vanessa Pimentinha, Beto Silva e Allan Vivaqua .

Apoio: Quilombolas de Luz, Casa Florescer, Via Brasil transportes aéreos, Griffe do Samba, G.R.E.S Nenê de Vila Matilde, ADESP, Ojubayê, Zuhry, LR imóveis, Yumi  Paper Print, Moksa, Teatro Oficina.

Kyra Piscitelli

Kyra Piscitelli é jornalista formada pela Universidade Metodista de São Paulo e fez pós-graduação em Globalização e Cultura pela Faculdade de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP). Escreve sobre teatro e arte desde de 2009. Integra os Juris da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) e do Prêmio Aplauso Brasil. Ávida por conhecimento, se não está em viagem ou estudo, só há um lugar para achá-la: o teatro!

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