“ESTÚPIDO CUPIDO” ESTREIA EM SÃO PAULO

Luís Francisco Wasilewski, do Aplauso Brasil (lfw@aplausobrasil.com)

ESTÚPIDO CUPIDO
ESTÚPIDO CUPIDO

SÃO PAULO – Após exitosa carreira no Rio de Janeiro, o musical Estúpido Cupido estreia amanhã (27) no Teatro Gazeta.

A novela Estúpido Cupido marcou minha vida. Tenho um carinho muito grande pela personagem. A Tetê da peça não é a mesma da teledramaturgia, tem o mesmo apelido, mas não é a mesma história. Em todas as festas que vou, o DJ toca Estúpido Cupido e alguém sempre fala da Maria Tereza”, conta Françoise Forton.

O elenco de 11 atores interpreta as personagens na década de 1960, em flashback, na fase atual em 2016. “Tenho como referência os filmes que assistia na Sessão da Tarde, o clima histórico antes da Ditadura Militar”, conta o autor Flávio Marinho.

ESTÚPIDO CUPIDO
ESTÚPIDO CUPIDO

Estúpido Cupido brinca com a relação do tempo, o ontem e o hoje. Uma peça que se passa na atualidade, resgatando a ingenuidade, num descompromisso que tínhamos. O compromisso maior dos anos 1960 era de se apaixonar, aí entra a figura e ideia do Cupido”, detalha o diretor Gilberto Gawronski, que com esse espetáculo faz sua estreia como diretor de musicais. Sua única experiência com o gênero aconteceu em 1987, quando ele foi assistente de direção de Luís Antônio Martinez Corrêa no espetáculo Theatro Musical Brazileiro.

Na comédia musical, Tetê (Françoise Forton), vencedora de um concurso de beleza, hoje atriz famosa e apresentadora do programa “Sossega” é convencida por sua melhor amiga desde os tempos de escola, Ana Maria (Clarisse Derzié Luz), através do Facebook, a ir num reencontro da turma de colégio, uma festa com músicas e figurinos dos anos 1960 e 70.

No evento, Tetê reencontra não só a rival Wanda (Sheila Matos), como também o ex-marido Frankie (Renato Rabelo) e uma antiga paixão, Teddy (Luciano Szafir) – um namorico do colegial. Wanda, durante a comemoração, mostra que os anos não conseguiram domá-la, e chega com o mesmo objetivo de Tetê: laçar Tadeu – ou Teddy, para os íntimos. Só que elas não esperavam que Teddy trouxesse na lambreta sua nova namorada, uma jovem de 21 anos, estilo 2016. Danielly (Carla Diaz) está completamente por fora da história e do clima da festa. É aí que o conflito entre o passado e presente se torna mais denso. “A encenação está baseada no espelhamento, que propõe um jogo teatral, onde saímos do realismo e o espetáculo ganha um tom mais poético”, explica Gawronski.

ESTÚPIDO CUPIDO
ESTÚPIDO CUPIDO

Estúpido Cupido é pontuado por 20 músicas integradas a ação dramática. Hits que atravessam décadas de sucesso, dos anos 1960 e 70 até os dias de hoje. As músicas são tocadas por uma banda ao vivo, composta por guitarra, bateria e baixo, que dá o clima do espetáculo. O palco e a plateia são remetidos à época através de canções como “Banho de Lua”, “Lacinhos cor de rosa”, “Tetê”, “Juntinhos”, “Broto Legal”, “Frankie”, “Teddy”, “I’ve got under my skin”, “Biquíni de bolinha amarelinha”, “Filme Triste”, “Alguém na multidão”, “Erva venenosa”, “O bom”, além da música-título do espetáculo, “Estúpido Cupido”, e mais duas versões: “Nosso amor”, a partir da música “I’ll follow the sun”, dos Beatles e “Estou aqui”, a partir da música “I’m still here”, do musical “Follies”.

“Quem nunca cantou, nem que seja o refrão destes que foram os maiores hits dos anos 1970, 80 e 90 e embalam festas até hoje? Quem não se lembra do universo cultural e romântico que a novela abordou e que tornou popular e eterna a canção Estúpido Cupido, na versão de Celly Campelo?”, recorda Eduardo Barata, produtor do espetáculo.

“São músicas emblemáticas. Os arranjos são baseados nos originais e o público se identifica rapidamente com eles. O diferencial é que em “Tetê” e “Juntinhos” fizemos uma transformação em bolero. Os arranjos vocais, com 11 atores cantando, e a formação instrumental dão o tom do espetáculo”, comenta a diretora musical Liliane Secco.

Há canções de Frank Sinatra, Trio Esperança, Golden Boys, The Fevers, Eduardo Araújo, Beatles, Stephen Sondheim, entre outros. São 16 coreografias. Todas referendadas nos anos 60. “Demos uma misturada nas danças e ritmos, como, por exemplo, bossa nova, twist e passos de samba”, revela a coreógrafa Mabel Tude.

No flashback das personagens jovens, o figurino tem espaço de destaque em todo espetáculo. “Mostrando a lembrança, a juventude das personagens e definindo a identidade de um tempo que passou, utilizei o mesmo figurino para a época atual, com o detalhe das cores mais desbotadas, mais esmaecidas, como antigos mesmo. A referência para o figurino é a personalidade de cada personagem, nada mais do que isso”, explica a figurinista e cenógrafa Clívia Cohen.

Estúpido Cupido alcançou mais de 20 mil espectadores, durante os 5 meses de temporada no Rio de Janeiro .“Dançamos e cantamos juntos. A comunicação do espetáculo é muito rápida e também surpreendente. Realizar o Estúpido Cupido no teatro é um presente, um prazer imenso”, conclui Forton. Para o autor foi um mergulho no tempo. “Como não tínhamos uma trilha sonora composta para a peça, revisitei todo o repertório da pré-jovem guarda para ver quais as músicas me ajudariam a contar a história”, afirma Flávio Marinho. “A peça é uma alegria, uma peça que faz uma festa. Tem sido uma felicidade constante, a beleza de ver o público se entregar e dançar até no final do nosso musical”, finaliza o diretor Gilberto Gawronski.

No saguão do Teatro Gazeta acontece a exposição FRANÇOISE FORTON – A INCANSÁVEL GUERREIRA DA ARTE, com curadoria de Marcelo Del Cima. Nela há registros dos momentos da atriz no teatro, televisão e cinema.

Ficha Técnica:
Texto: Flávio Marinho

Direção: Gilberto Gawronski
Elenco: Françoise Forton, Luciano Szafir, Clarisse Derzié Luz, Renato Rabelo, Sheila Matos, Carla Diaz, Luísa Viotti, Julia Guerra, Ryene Chermont, Ricardo Knupp e Mateus Penna Firme

Músicos: Guilherme Viotti, guitarra e baixo
Direção musical: Liliane Secco

Coreografia: Mabel Tude
Cenário e figurinos: Clívia Cohen
Iluminação: Paulo César Medeiros
Direção de produção: Elaine Moreira
Produção: Barata Comunicação

Assessoria de Imprensa- São Paulo: Morente Forte

Produtora Local – São Paulo: Criola – Rosi Fer

 

ESTÚPIDO CUPIDO

 Teatro Gazeta (650 lugares)

Avenida Paulista, 900 – Térreo

Informações: 3253.4102

Bilheteria: de terça a quinta, das 14h às 20h. Sexta a domingo das 14h até o horário do espetáculo.

Aceita cartões de débito e dinheiro. Cartão de crédito somente pelo site ou telefone.

Estacionamento: convênio com MultiPark (Rua São Carlos do Pinhal, 303 – subsolo do teatro). R$ 20 por 3h.

Vendas: www.teatrogazeta.com.br e 4003.1527

 

Sábados às 21h | Domingos às 18h

 

Ingressos: R$ 100

 

Duração: 90 minutos

Recomendação: 12 anos

 

Estreia dia 27 de Fevereiro de 2016

 

Temporada: até 20 de Março

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Exposição: Françoise Forton – A Incansável Guerreira da Arte

Foyer do Teatro Gazeta

 

Entrada franca

Classificação indicativa: Livre

 

Duração: 20 de fevereiro a 20 de março de 2016

 

 

 

 

 

 

 

Michel Fernandes

Michel Fernandes, graduado em Jornalismo e pós graduado em Direção Teatral., escreveu de 2000 a 2012 críticas de teatro e reportagens para o iG. Em 2002 criou o Aplauso Brasil - www.aplausobrasil.com.br -, site voltado à noticias, resenhas e críticas teatrais, até hoje no ar. Integrante da APCA desde 2004, Michel Fernandes já esteve nas comissões do Prêmio Miriam Muniz, ProAC, Programa de Fomento ao Teatro de São Paulo, emtre outros Em 2012 criou o Prêmio Aplauso Brasil de Teatro. Em 2014 realiza Residência do Aplauso Brasil na SP Escola de Teatro. Em 2015 é crítico convidado da MITsp (Mostra Internacional de Teatro de São Paulo). Em 2016 é membro de comissão julgadora do Proac. Em 2017 faz parte do Conselho Consultivo do CCSP.

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