Etty na minha vida

Luís Francisco Wasilewski, especial para o Aplauso Brasil

Eu tinha doze anos e fui assistir a montagem de Os Pequenos Burgueses, que Jorge Takla dirigiu reunindo alguns atores que participaram da histórica encenação do Teatro Oficina. Ela colocava em cena, novamente juntos, Célia Helena, Miriam Mehler, Renato Borghi e Etty Fraser. Foi meu primeiro contato com Etty.

Nos anos seguintes tive uma relação com ela por outra intermediação, que não a de atriz e espectador. Explico: Etty chefiou uma valorosa campanha para ajudar os artistas que precisavam pagar o caro tratamento do vírus HIV. Foram confeccionados lindos broches com as máscaras do teatro, que eram vendidos na saída de alguns espetáculos. Devo ter comprado no mínimo sete naquela época.

Além disso, acompanhei suas atuações em espetáculos como Oeste, A Importância de ser Fiel e A Última Sessão, sua derradeira peça. Também ri muito com sua interpretação na novela Torre de Babel, na qual estava em um hilário núcleo com os não menos geniais Cleyde Yáconis, Carvalhinho e Claudia Jimenez.

Etty Fraser em Durval Discos

Porém, se é necessário escolher o grande momento da carreira de Etty, segundo meu ponto de vista, considero que isso aconteceu em Durval Discos, dirigido por Anna Muylaert, em 2002. Suas cenas pilotando uma carroça nas agitadas avenidas paulistanas já são parte do que melhor se fez no cinema brasileiro. Obrigado, Fraser.

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