Exposição traz obras de grandes criadores brasileiros

Luís Francisco Wasilewski, especial para o Aplauso Brasil (lfw@aplausobrasil.com)

"BR 3", do Teatro da Vertigem

SÃO PAULO – Inédita no Brasil, a exposição Personagens e Fronteiras: Território Cenográfico Brasileiro que está na sede da Funarte com entrada gratuita traz de produções cênicas e televisivas a instalações artísticas. A mostra coletiva exibe trabalhos de dezenas de artistas e coletivos criativos, entre os quais, João Irênio, Lia Renha, Bia Lessa, Antonio Araújo, Samuel Abrantes, Gabriel Villela.

Elaborada para participar da Mostra de Países e Regiões da 12ª Quadrienal de Praga – Design e Espaço da Performance 2011(PQ’11), a coletiva de trabalhos de artistas nacionais foi a grande vencedora da Triga de Ouro, prêmio dado pelo evento.

O prêmio foi concedido por um júri internacional formado por reconhecidos profissionais do teatro contemporâneo, como o teórico em Teatro e Performance Marvin Carlson , a cenógrafa e designer estoniana Monika Pormale, a iluminadora israelense Felice Ross, a diretora do festival de Teatro de Santiago, Carmem Romero e o diretor, dramaturgo, cenógrafo e figurinista da África do Sul, ganhador da Medalha de Ouro na PQ’07 e presidente deste júri, Brett Bailey. A exibição, realizada em junho deste ano, reuniu mostras de 62 países.

A representação brasileira teve curadoria geral de Antonio Grassi e a autoria do tema da Mostra Nacional é dos cenógrafos Aby Cohen e Ronald Teixeira.

Outra láurea recebida pelo Brasil na 12ª Quadrienal de Praga foi o de Melhor Realização de uma Produção conferido ao trabalho BR-3, do Teatro da Vertigem, apresentado na Mostra Nacional e que estará também na montagem de São Paulo, no espaço expositivo da Funarte.

Composição da mostra

A exposição reúne trabalhos de reconhecidos cenógrafos e figurinistas nacionais expostos em diferentes suportes – instalações, vídeos, croquis, objetos, fotografias. Há uma organização de quatro blocos (Memória, Lugares, Ação e Transposição) que dialogam entre si:

Memória:

Encenação: As Centenárias (Cenografia: Fernando Mello da Costa e Rostand Albuquerque/ Figurino: Samuel Abrantes);

Encenação: Memória da Cana, da Cia Os Fofos Encenam  (Cenografia: Marcelo Andrade e Newton Moreno);

Encenação: A farsa da boa preguiça (Cenografia: Ney Madeira/ Figurino: Rodrigo Cohen);

Encenação: A chegada de Lampião no inferno, da Cia PeQuod Teatro de Animação (Cenógrafo: Carlos Alberto Nunes/ Figurino: Daniele Geammal/ Diretor Artístico: Miguel Vellinho);

Cenário-instalação: Sonhos para vestir (Cenografia: Analu Prestes);

Solo de dança contemporânea para crianças Fábulas dançadas de Leonardo da Vinci (Cenografia: Doris Rollemberg/ Figurino: Mauro Leite);

foto-pinturas Retratos pintados (Artistas anônimos);

Minissérie televisiva: Hoje é dia de Maria (Cenografia: João Irênio/ Direção de Arte: Lia Renha/ Figurino: Luciana Buarque).

Lugares:

Encenação: BR-3(Diretor Artístico: Antonio Araújo/ Criação Artística: Teatro da Vertigem);

Encenação: O santo guerreiro e o herói desajustado (Diretores de Arte: Julio Dojcsar, Sato, Silvana Marcondes/ Criação Artística: Cia São Jorge de Variedades);

·Encenação: Arrufos (Diretor de Arte: Renato Bolelli Rebouças/ Criação Artística: Grupo XIX de Teatro);

·Encenação: O perfeito cozinheiro das almas deste mundo (Diretor de Arte e Figurinista: Flávio Graff); a intervenção teatral Projeto Barafonda(Criação Artística: Cia São Jorge de Variedades).

Ação:

Encenação: Projeto Coleções (Artistas plásticos: Guga Ferraz, Marta Jourdan, Pedro Bernardes, Raul Mourão/ Diretora Artística: Valéria Martins – Intrépida Trupe);

Encenação: Exercício nº 2 : formas breves(Cenógrafas: Bia Lessa e Camila Toledo);

Encenação: Mistério-Bufo (Cenografia: Sérgio Marimba);

Performance: Vale 1 Real (Figurinista: Cris Bierrenbach);

Intervenção urbana: Enquadro (Criação artística: Coletivo Casadalapa).

Transposição:

Duas obras da série de portas pintadas pelos grafiteiros OSGEMEOS, utilizadas como cenografia (Artistas plásticos:osgemeos);

Encenação em miniatura Romeu e Julieta(Artista plástico e performer: Hélio Leite);

cenografia do grupo Clowns de Shakespeare (Criação Artística: Clowns de Shakespeare/ Figurino e direção: Gabriel Villela);

Intervenção teatral do grupo de performance Caixa de Imagens;

Videoarte e projeção Coletivo Laborg, a obra Lux (Artista plástico: Jorge Fonseca).

Figurinos Radicais

Em paralelo à Personagens e Fronteiras: Território Cenográfico Brasileiro serão exibidos os figurinos brasileiros escolhidos pela curadoria internacional para a exposição ‘Figurinos Radicais’. A mostra traz uma reflexão sobre modos não convencionais de trabalhar o figurino em cena, com experimentações de materiais. A curadora adjunta Rosane Muniz, salienta que ‘’Muitas vezes restringido por fronteiras de tempo e/ou recursos, o figurinista brasileiro se reinventa constantemente. Experiências com materiais inusitados já são feitas por aqui há muitos anos e nossa produção recebeu destaque na PQ’11, sendo o país com o maior número de trajes selecionados’’.

Para compor Figurinos Radicais, trajes criados para as seguintes obras:

Espetáculo de dança ‘PFDSRFI’ (Figurino: Karin Serafin e Hedra Rockenbach);

Pesquisa cênica: A menina e o outono (Direção, cenografia e figurino: Leo Fressato);

Pesquisa cênica:Cena para um figurino I (Figurino e criação artística: Desirée Bastos);

Performance: Mulher e homem refluxo(Figurino: Marina Reis).

A realização das exposições Personagens e Fronteiras: Território Cenográfico Brasileiro e Figurinos Radicais é da Funarte.

Serviço

Exposições:Personagens e Fronteiras: Território Cenográfico Brasileiro e Figurinos Radicais

Visitação do público:13 de dezembro de 2011 a 04 de março de 2012

Horário de funcionamento: de segunda a segunda, das 14hs às 22hs

Local:Funarte São Paulo (Rua Alameda Nothmann, 1058, bairro Santa Cecília)

Entrada franca

Mais informações:(11) 3662-5177 (Funarte São Paulo)

Site oficial das exposições:www.pq11.com.br

Michel Fernandes

Michel Fernandes, graduado em Jornalismo e pós graduado em Direção Teatral., escreveu de 2000 a 2012 críticas de teatro e reportagens para o iG. Em 2002 criou o Aplauso Brasil - www.aplausobrasil.com.br -, site voltado à noticias, resenhas e críticas teatrais, até hoje no ar. Integrante da APCA desde 2004, Michel Fernandes já esteve nas comissões do Prêmio Miriam Muniz, ProAC, Programa de Fomento ao Teatro de São Paulo, emtre outros Em 2012 criou o Prêmio Aplauso Brasil de Teatro. Em 2014 realiza Residência do Aplauso Brasil na SP Escola de Teatro. Em 2015 é crítico convidado da MITsp (Mostra Internacional de Teatro de São Paulo). Em 2016 é membro de comissão julgadora do Proac. Em 2017 faz parte do Conselho Consultivo do CCSP.

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