FILO 2010: Marta Carrasco traduz em cena dia de ira contra a igreja do poder

Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (Michel@aplausobrasil.com) – a convite do FILO – Festival Internacional de Londrina

Cia. Marta Carrasco, da Espanha

“Há cinco anos Dies Irae (último trecho que Mozart concluiu de seu Réquiem) me persegue feito obsessão”, disse a coreógrafa espanhola Marta Carrasco que assina a direção do espetáculo Dies Irae; em El Réquiem de Mozart, estreia de amanhã no FILO – Festival Internacional de Londrina 2010.

Dies Irae é uma música tão furiosa, tão colérica e anticlerical, apesar de ser uma missa fúnebre, que posso falar com ela sobre a fraude da igreja. Não da relação espiritual das pessoas, mas da política, do poder e da manipulação feita pela igreja”, disse a coreógrafa e bailarina Marta Carrasco que, apesar de não estar em cena, assiste o espetáculo da primeira fila participando assim do “ritual” que é a concretização de Dies Irae, en el Réquiem para Mozart.

Bailarinos, atores e cantores, o elenco de Dies Irae é formado por artistas de Barcelona e Madri, antigo desejo de Marta que, segundo disse, os vê como “intérpretes”, independente das suas especificidades formativas.

Alegre, inteligente e dona de simpatia e vivacidade impares, Marta Carrasco disse que deseja que o público saia da sessão “sabendo que não está só”.
<a href="[youtube http://www.youtube.com/watch?v=ShNpo56aJos&hl=pt_BR&fs=1&]”>

Data: 

18/Jun 20:30

Data: 

19/Jun 20:30

Data: 

20/Jun 20:30

TEATRO OURO VERDE

Sobre o Espetáculo

Companhia: 

Companhia Marta Carrasco

Local de origem: 

Espanha

Diretor: 

Marta Carrasco

Duração: 

80 minutos

Classificação: 

Dança-teatro, com texto em espanhol

Faixa Etária: 

Adulto

Sinopse: 

O Réquiem de Mozart é a essência de um espetáculo construído a partir da pluralidade cênica. Treze intérpretes – entre bailarinos, atores e cantores -, desnudam a liturgia, irrompem os limites de uma missa fúnebre, mostram a debilidade da verdade, o aroma do profano. Nesta montagem, a fúria resiste como retrato da impotência diante da morte e da perversão da vida.

Ficha Técnica: 

Elenco: Marta Carrasco (ocasional), Alberto Velasco, Montse Rodríguez, Carmen Ângulo, Anna Coll, Joan Valldeperas, Maria José Cordonet, Adolfo Simón, Noemi Padró, Raquel Sánchez, Frantxa Arraiza, Asu Rivero, Manuella Marra e Robert González
Cenografia: Marta Carrasco e Pau Fernández
Assistente de direção: Tays Sampablo
Iluminação: Quico Gutiérrez
Trilha sonora: José Antonio Gutiérrez
Figurino e maquiagem: Pau Fernández e Rui Alvez
Inspiração absoluta: Salomé
Fotografia: David Ruano
Design gráfico: Fernando Fernadéz
Construção de cenário: Darío Aguilar
Técnico de luz: Toño Vladimir
Técnico de som: Yuri Plana
Regente: Joan Valldeperas
Produção técnica: Toño Vladimir
Produção executiva: Noemi Garcia

Contato: 

http://www.martacarrasco.com/

Michel Fernandes

Michel Fernandes, graduado em Jornalismo e pós graduado em Direção Teatral., escreveu de 2000 a 2012 críticas de teatro e reportagens para o iG. Em 2002 criou o Aplauso Brasil - www.aplausobrasil.com.br -, site voltado à noticias, resenhas e críticas teatrais, até hoje no ar. Integrante da APCA desde 2004, Michel Fernandes já esteve nas comissões do Prêmio Miriam Muniz, ProAC, Programa de Fomento ao Teatro de São Paulo, emtre outros Em 2012 criou o Prêmio Aplauso Brasil de Teatro. Em 2014 realiza Residência do Aplauso Brasil na SP Escola de Teatro. Em 2015 é crítico convidado da MITsp (Mostra Internacional de Teatro de São Paulo). Em 2016 é membro de comissão julgadora do Proac. Em 2017 faz parte do Conselho Consultivo do CCSP.

No Comments Yet

Leave a Reply

Seu email não será publicado

*