FILO 2010 – Plínio Marcos, mestre de cerimônias do Boca de Baco

Michel Fernandes*, do Aplauso Brasil (michel@aplausobrasil.com)

"Navalha na Carne" - Crédito Milton Dória/ Divulgação

Um texto já clássico da dramaturgia nacional, Navalha na Carne, de Plínio Marcos, é o mestre de cerimônias – e que mestre! – da celebração do vigésimo aniversário do grupo londrinense Boca de Baco que estreia hoje no FILO – Festival de Londrina 2010.

Quem assina a direção é Luiz Valcazaras (do premiadíssimo Abra as Asas Sobre Nós) que, segundo nos contou Jackeline Seglin, uma das fundadoras do grupo, é o primeiro diretor convidado pela trupe – em 2001 dirige Fando e Lis, de Fernando Arrabal – e marca o novo norte, mais profissional, que o Boca de Baco passa a seguir em suas produções.

“Conheci o Luiz Valcazaras quando ele veio para o FILO em 1998 e trouxe o monólogo Anjo Duro (com Bertha Zemmel), então o convidei para dirigir o Boca de Baco”, conta Jackeline Seglin.

A história com Plínio Marcos é mais antiga, data de 1996 quando o grupo encenou O Abajur Lilás, do autor, sob direção de André Luiz Lopes.

Juntar Luiz Valcazaras e Plínio Marcos é um início de comemorações de duas décadas do Boca de Baco bastante significativo.

“O Plínio e o Valcazaras são muito importantes para a trajetória do grupo”, diz a atriz.

 O Boca de Baco

“O grupo surgiu de uma oficina de teatro com um grupo de bancários da Caixa, proposta por Luciano Bitencourt e Beto Passini em 1990. Além dos bancários, alguns universitários também foram convidados a participar da oficina. Ao final, um núcleo de 16 pessoas selecionadas montou Amores de Moraes, criação coletiva baseada na vida e obra de Vinícius de Moraes. Nascia aí o Boca de Baco”,conta Jackeline.

Dos fundadores do grupo, somente ela e Nivaldo Lino, permanecem no elenco do grupo.

“Beto Passini e Luciano Bitencourt acompanham o grupo, mas na produção”.

Há quase dez anos, o Boca de Baco realiza oficinas e workshops de teatro como uma espécie de sucursal do N.i.T.e., núcleo de investigação teatral, de São Paulo, criado por Valcazaras.

Uma característica que conjuga os atores do grupo é a divisão de seus tempos entre o teatro e outras profissões: “um é jornalista, outro funcionário público…”.

Dias: 19 e 20 de junho
Local: Teatro Usina Cultural
Horário: 22 horas
Duração: 55 minutos
Faixa etária: 16 anos
Patrocínio: Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic)
Apoio: Vila Usina Cultural, Londrina Norte – Editora, Comunicação e Marketing, Studio Milton Dória, Trade Comunicação e Marketing e Gráfica Capital
 
Ficha Técnica:
Elenco: Jackeline Seglin, Nivaldo Lino e Poka Marques
Direção: Luiz Valcazaras
Assistência de direção: Carina Corte
Segunda assistência e operação de luz: Renato Forin Jr.
Iluminação: Luiz Valcazaras
Cenário: Yara Balboni e Luiz Valcazaras
Figurino: Nélio Pinheiro
Operação de som: Paula Sandreschi
Trilha sonora original: Marco Scolari
Direção de Produção: Luciano Bitencourt
Produção Executiva: Beto Passini
Patrocínio: Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic)
Apoio: Vila Usina Cultural, Londrina Norte – Editora, Comunicação e Marketing, Studio Milton Dória, Trade Comunicação e Marketing e Gráfica Capital
 
Serviço:
FILO 2010 – Festival Internacional de Londrina – De 10 a 27 de junho.
Realização: Àmen (Associação dos Amigos da Educação e Cultura Norte do Paraná) e Universidade Estadual de Londrina (UEL). Patrocínio: Petrobras, Prefeitura de Londrina, FUNARTE, Caixa Econômica Federal, Copel/Governo do Estado do Paraná, Governo Federal – Ministério do Turismo, Ministério da Cultura / Lei de Incentivo à Cultura. Ingressos: À venda no Royal Plaza Shopping (Rua Mato Grosso, 310) – ponto exclusivo. Bilheteria: (43) 3344-6197
Informações: (43) 3324-9202

Michel Fernandes viajou a convite do FILO

 

Michel Fernandes

Michel Fernandes, graduado em Jornalismo e pós graduado em Direção Teatral., escreveu de 2000 a 2012 críticas de teatro e reportagens para o iG. Em 2002 criou o Aplauso Brasil - www.aplausobrasil.com.br -, site voltado à noticias, resenhas e críticas teatrais, até hoje no ar. Integrante da APCA desde 2004, Michel Fernandes já esteve nas comissões do Prêmio Miriam Muniz, ProAC, Programa de Fomento ao Teatro de São Paulo, emtre outros Em 2012 criou o Prêmio Aplauso Brasil de Teatro. Em 2014 realiza Residência do Aplauso Brasil na SP Escola de Teatro. Em 2015 é crítico convidado da MITsp (Mostra Internacional de Teatro de São Paulo). Em 2016 é membro de comissão julgadora do Proac. Em 2017 faz parte do Conselho Consultivo do CCSP.