FIT – BH: Aderbal Freire Filho volta a atuar

Nanda Rovere, do www.mondobhz.com.br/fit-bh-2012, parceiro do Aplauso Brasil na cobertura do FIT- BH

Em "Depois do Filme", Aderbal Freire Filho volta a atuar depois de anos dedicados somente à direção de espetáculos

BELO HORIZONTE – O espetáculo Depois do Filme começa com uma película projetada numa tela em que amigos estão conversando sobre as mulheres e o passado. Um deles, Ulisses, sai da tela para o palco e narra momentos inusitados do seu dia-a-dia.

Aliás, não é possível decifrar se Ulisses sai do filme, ou se tudo o que é mostrado pelo personagem é uma filmagem, visto que em diversos momentos o texto sugere que uma câmara registra todos os episódios que estão sendo contados para o público.

Quem lê a sinopse, ou alguma entrevista com Aderbal Freire Filho, é informado que Depois do Filme é uma continuação do filme Juventude, dirigido por Domingos de Oliveira e que contou com a participação do ator. A peça conta o que supostamente aconteceu com o seu personagem após o final do longa, com uma estrutura que lembra um roteiro cinematográfico.

"Depois do Filme"

Doente e com medo de morrer sem realizar os seus sonhos, tenta o suicídio várias vezes. O público acompanha o cotidiano atribulado do personagem, o seu relacionamento com os amigos e os seus amores. No passado tinha boas condições financeiras, mas no momento está sem dinheiro e busca aventuras.

Aderbal Freire Filho é um diretor teatral de renome e volta aos palcos como ator após um longo tempo de ausência. Na peça, ele interpreta diversos personagens, além de narrar as histórias. A montagem intimista tem a direção do próprio Aderbal e apresenta a inconstância da vida e da alma de um homem comum, que considera a o seu cotidiano medíocre.

O cenário é formado por inúmeras cadeiras dispostas de modo irregular por todo o palco e representa a alma aflita do personagem. Ulisses não sabe muito bem que rumo seguir, mas situações inusitadas acontecem e o intrigam quanto às coincidências que a vida prega. Luz e trilha delimitam as mudanças de espaço em que ocorre a ação dramática e realçam o espírito inquieto e temeroso de Ulisses.

Apesar de Ulisses estar a todo momento à beira do suicídio, o texto tem humor, e é nítido que Aderbal se diverte em cena. Apesar do monólogo ter a duração de uma hora e meia, o tempo da encenação está na medida exata.
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Michel Fernandes

Michel Fernandes, graduado em Jornalismo e pós graduado em Direção Teatral., escreveu de 2000 a 2012 críticas de teatro e reportagens para o iG. Em 2002 criou o Aplauso Brasil - www.aplausobrasil.com.br -, site voltado à noticias, resenhas e críticas teatrais, até hoje no ar. Integrante da APCA desde 2004, Michel Fernandes já esteve nas comissões do Prêmio Miriam Muniz, ProAC, Programa de Fomento ao Teatro de São Paulo, emtre outros Em 2012 criou o Prêmio Aplauso Brasil de Teatro. Em 2014 realiza Residência do Aplauso Brasil na SP Escola de Teatro. Em 2015 é crítico convidado da MITsp (Mostra Internacional de Teatro de São Paulo). Em 2016 é membro de comissão julgadora do Proac. Em 2017 faz parte do Conselho Consultivo do CCSP.

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