FOLIAS CONTA A SAGA DE JOANA D’ARC

Redação do Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

"Folias D’arc ". Foto/crédito: divulgação
“Folias D’arc “. Foto/crédito: divulgação

SÃO PAULO– Folias D’arc  mostra a trajetória da camponesa francesa Joana A’arc, uma mulher donzela e guerreira que contribuiu para o seu país vencer a Guerra dos Cem Anos (1337-1453), travada contra a Inglaterra. A peça é inspirada no texto As Vozes da Agonia — ou Santa Joana D’Arc ou Santa Joaninha e Sua Cruel Peleja Contra os Homens de Guerra, Contra os Homens d’Igreja, de Timochenko Wehbi. A direção é de Dagoberto Feliz. A estreia é sábado, 6, às 17h00, no Galpão do Folias.

O foco da trama está na ousadia de Joana em discutir  com as grandes Instituições da sua época e a sua condenação a uma das fogueiras da “Santa” Inquisição.  A montagem também aborda o arrependimento da Igreja, que pede desculpas e a proclama Santa Padroeira da França.

No palco, o diretor Dagoberto Feliz recria uma ambientação de feiras medievais que culmina com uma alegórica procissão pelas ruas  até o local em que a Santa foi alçada. 

"Folias D’arc ". Foto/crédito: divulgação
“Folias D’arc “. Foto/crédito: divulgação

A história é contada através de atores, narradores e ensemble. Três atrizes interpretam Joana, Cel Oliveira, Katia Naiane e Gisele Valeri.

A primeira vive Joana menina, a segunda atriz faz a Joana histórica e a terceira mostra a Joana consagrada pela Igreja e pela opinião pública.

Sobre a concepção de sua direção, Dagoberto Feliz declara: “Gosto de pensar sempre na encenação a partir da relação que é criada geograficamente com o público. No Folias D`arc  quero experimentar a relação de semi-arena, mas em que o público assiste ao espetáculo como se estivesse em uma praça pública, diz.

 

¨A plateia assiste de cima, no mezanino, numa tentativa de lembrança de praças europeias conhecidas historicamente por execuções. Existe também a necessidade de sair do Galpão para as ruas e isso é um fato que também vai ocorrer. Não para ensinar nada. Apenas para mostrar e sentir o que as ruas acham de um cortejo silencioso“. conta Dagoberto Feliz.

 

O diretor destaca a parte musical do espetáculo, salientando que  o elenco faz a música acontecer durante a cena: ela é feita ao vivo, com piano e percussão. “É uma vontade que eu sempre tenho que os atores façam a sua própria música. Isso me lembra também alguns grupos que vi na minha adolescência. Sem a pretensão de ir muito além desta discussão, mas numa tentativa de repassar sobre formas consideradas datadas”.  comenta o diretor.

 

Ficha Técnica:

Concepção cênica: Dagoberto Feliz.

Direção musical: Dagoberto Feliz.

Figurino e adereços: Humberto Vieira.

Assistente  Figurino: Elizabeth Chagas Costa e Camila Spinella Vaz.

Cenografia: Dagoberto Feliz e Flávio Tolezani.

Criação de luz: Lui Seixas.

Preparação corporal: Daniela Biancardi

Preparação vocal: Alejandro López.

Elenco: Alex Rocha, Cel Oliveira, Debora Raquel, Gisele Valeri, Helder Mariani, Katia Naiane, Laruama Alves, Marcella Vicentini, Marcellus Beghelle, Paloma Rocha, Rafaela Penteado, Rafael Passos, Rodrigo Scarpelli, Saryda Andara, Silmara Deon, Suzana Aragão, Tarcila Tanhã.

Produção: Paloma Rocha.

Arte gráfica: Humberto Vieira.

Estagiários, Guilherme Novais e Leonardo Sobral Franchi.

Realização: Grupo Folias.

Serviço:

Folias D’arc

De 06/12 à 14/12

Em 2015: de 17 de janeiro a 29 de março.

Sábados e Domingos às 17h00

Ingressos: R$ 40,00 (inteira) / R$ 20,00 (meia) / 10,00 (morador do bairro)

Local: Galpão do Folias – rua Ana Cintra, 213 Santa Cecília, São Paulo.

(Próx. ao metrô Santa Cecília). Tel.: 11 -3361.2223

Indicação etária: acima de 10 anos. Duração: 90 minutos

 

 

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