Fundamentos da direção segundo o cineasta francês Robert Bresson

Redação (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

Evaldo Morcazel

Guru de cineastas como Jean-Luc Godard e Abbas Kiarostami, Robert Bresson criou uma nova sintaxe para a linguagem do cinema e deixou marcas profundas no cinema contemporâneo, que, em muitos casos, tem utilizado atores não-profissionais em incontáveis produções. Essa é uma das grandes influências do mestre francês, autor de títulos seminais como Pickpocket, Diário de um Pároco de Aldeia, Um Condenado à Morte Escapou, A Paixão de Joana d’Arc e A Grande Testemunha, entre outros. Estudar as ideias de Bresson numa escola de teatro pode abrir novos horizontes para atores, atrizes, encenadores e dramaturgos, além de ser uma fonte inesgotável de rigor artístico para todo tipo de criador.

Objetivos

O curso tem por meta e missão estudar o pensamento e a obra de um dos cineastas mais influentes da História do Cinema. O método de direção de Robert Bresson tinha por objetivo desdramatizar a interpretação no set de filmagem, buscando gestos involuntários dos atores e “modelos” que passaram a trabalhar com o mestre francês.

CONTEÚDO

Após uma introdução ao pensamento de Bresson, vamos estudar a sua visão artística, que trabalhou a imagem cinematográfica como pintura e o som, como uma partitura musical, além de focalizar o seu complexo método de dirigir seres humanos num set de filmagem, sempre em busca de gestos involuntários nos corpos de seus “modelos”. Vamos estudar ainda a visão de mundo desse artista católico, para quem o cinema tinha sempre a possibilidade de flagrar instantes de epifania, de manifestação divina, em situações aparentemente banais do cotidiano. Vamos assistir em sala de aula às principais obras do mestre francês. Ainda vamos propor aos aprendizes exercícios práticos em que serão escritas e encenadas cenas inspiradas em trechos de filmes e no pensamento de Robert Bresson.

Sérgio Sálvia Coelho

Público-Alvo

Estudantes de artes cênicas, de cinema, além de todos aqueles interessados em criação artística.

Evaldo Mocarzel é jornalista, cineasta e dramaturgo. Foi editor do Caderno 2 do jornal O Estado de S. Paulo durante oito anos. Realizou vários documentários premiados, como “À Margem da Imagem”, sobre moradores de rua de São Paulo, e “Do Luto à Luta”, sobre Síndrome de Down. Como dramaturgo, escreveu peças como “RG”, encenada por José Renato em 2004, “Tragicomédia de um Homem Misógino” (2009), com direção de André Guerreiro Lopes, e “Kastelo”, livremente inspirado na obra de Franz Kafka, o mais recente espetáculo do Teatro da Vertigem.

DIAS E HORÁRIOS DO CURSO

Segundas-feiras das 15h às 18h;

PERÍODO DE INSCRIÇÕES

De 19 a 26 de março;

DIVULGAÇÃO DE SELECIONADOS

1ª Chamada – 06/04;

2ª Chamada (Se houver) – 12/04;

PERÍODO DE MATRÍCULAS

1ª Chamada – 08 e 09 de abril;

2ª Chamada (Se houver) – 14 e 15 de abril;

DURAÇÃO DO CURSO

Início em 19/04;

Término em 10/09;

Segundas-feiras sem encontros: 07 e 14 de junho, 05, 12, 19, 26 de julho e 06 de setembro;

Carga Horária de 64 horas, sendo 48 horas presenciais e 16 horas destinadas a estudos.

O DISTANCIAMENTO CRÍTICO NA CRIAÇÃO TEATRAL

Geralmente associado à controversa figura do Crítico, visto como alheio à criação da obra teatral, o distanciamento crítico, no entanto, é fundamental para embasar e direcionar essa criação. Quando mergulhado no entusiasmo criador, o artista tem tendência a perder de vista o contexto histórico no qual cria os antecedentes de sua pesquisa assim como seus potenciais interlocutores. Paradoxalmente, quanto mais acredita ser autor de uma obra única, mais fica à mercê de uma adesão superficial a uma tendência de época. Aprender a relativizar sua obra e a questionar constantemente a validade de sua criação são instrumentos essenciais para estabelecer uma “assinatura” artística pessoal e relevante.

OBJETIVOS

Promover ferramentas de distanciamento crítico e avaliação estética associadas às funções de Crítico, Dramaturgista e Ator-Criador, visando a fomentar e estruturar a criação pessoal (“assinatura”) de Atores, Dramaturgos e outros criadores de Teatro.

CONTEÚDO

O Curso apresentará em recorte cronológico as várias modalidades do distanciamento crítico, iniciando-se pela História da Crítica (Mundial e Brasileira), passando pela análise da função do Dramaturgista para chegar à conceituação do ator-criador. Oferecerá instrumentos práticos para avaliação crítica e autocrítica. 

PÚBLICO-ALVO

Profissionais com comprovada experiência de pelo menos 1 ano em dramaturgia ou atuação.

SÉRGIO SALVIA COELHO é Bacharel em Direção Teatral com Mestrado em Dramaturgia pelo CAC-ECA-USP. Título da Dissertação: “Um Cão Andaluz ou a Função do Dramaturgista” (Orientador: Professor Doutor Jacó Guinsburg). Crítico de Teatro da Folha de São Paulo entre 2001 e 2008. Professor de História do Teatro e de Roteiro para Cinema e TV na Universidade Anhembi-Morumbi. Professor de Análise e Interpretação do Texto Teatral no Teatro Escola Célia Helena. Diretor Teatral (Última direção: “Gotas ao Dia” em cartaz no Teatro Augusta de Abril a Junho de 2008).

DIAS E HORÁRIOS DO CURSO

Segundas-feiras das 14h30 às 17h30;

PERÍODO DE INSCRIÇÕES

De 22 a 28 de março;

DIVULGAÇÃO DE SELECIONADOS

1ª chamada – 09/04;

2ª Chamada (Se houver) – 14/04;

PERÍODO DE MATRÍCULAS

1ª Chamada – 12 e 13 de abril;

2ª Chamada (Se houver) – 15 e 16 de abril;

DURAÇÃO DO CURSO

Início em 19/04;

Término em 30/08;

Segundas-feiras sem encontros: 05, 12, 19 e 26 de julho;

Carga Horária de 64 horas, sendo 48 horas presenciais e 16 horas destinadas a estudos.

Michel Fernandes

Michel Fernandes, graduado em Jornalismo e pós graduado em Direção Teatral., escreveu de 2000 a 2012 críticas de teatro e reportagens para o iG. Em 2002 criou o Aplauso Brasil - www.aplausobrasil.com.br -, site voltado à noticias, resenhas e críticas teatrais, até hoje no ar. Integrante da APCA desde 2004, Michel Fernandes já esteve nas comissões do Prêmio Miriam Muniz, ProAC, Programa de Fomento ao Teatro de São Paulo, emtre outros Em 2012 criou o Prêmio Aplauso Brasil de Teatro. Em 2014 realiza Residência do Aplauso Brasil na SP Escola de Teatro. Em 2015 é crítico convidado da MITsp (Mostra Internacional de Teatro de São Paulo). Em 2016 é membro de comissão julgadora do Proac. Em 2017 faz parte do Conselho Consultivo do CCSP.

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