O espetáculo Palhaços lotou plateia no CCBB de Brasília, fez sucesso no CCB de São Paulo, e conquistou uma segunda temporada na cidade, no Teatro Augusta. O que deveria acabar em 19 de agosto, domingo, ganhou fôlego e Palhaços fará uma única apresentação, na segunda-feira (20), às 21h. A ideia é reunir a classe teatral, circenses e público numa celebração ao espetáculo que reúne o eterno trapalhão Dedé Santana acompanhado do ator Fioravante de Almeida, sob a direção de Alexandre Borges. Para o dia especial, os ingressos serão grátis, sendo que originalmente custavam R$ 60, nessa última temporada.

A tragicomédia, escrita por Timochenko Wehbi na década de 1970, narra a história de um palhaço que tem a sua rotina alterada ao se deparar com um espectador em seu camarim. O encontro entre Careta (Dedé Santana), verdadeiro nome de José, e Benvindo (Fioravante Almeida), um vendedor de sapatos, faz com que ambos questionem a vida e a própria existência de uma maneira espirituosa, opondo o palhaço profissional ao palhaço da vida.

Um dos destaques dessa montagem está na presença de Dedé Santana nos palcos, um ícone do humor, com décadas de trajetória nas artes da interpretação. Um embaixador do circo que traz ao personagem para o seu habitat natural, o circo. Dedé é filho de artistas circenses e já aos três meses de idade era personagem nos picadeiros.

Para convidar todos para essa sessão, Dedé e Fioravante fizeram um vídeo-convite para todos do teatro e do circo comparecerem no dia 20. Reserve seu ingresso pelo Aplauso Brasil redacao@aplausobrasil.com.br , um par por e-mail.

leia

 

Leia a crítica de Michel Fernandes sobre o espetáculo: “Peça deixa a pergunta: “Somos Todos Palhaços?”” .

 

FICHA TÉCNICA:

Texto: Timochenco Wehbi

Direção: Alexandre Borges

Elenco: Dedé Santana e Fioravante Almeida

Cenografia: Marco Lima

Figurino: Fábio Namatame

Iluminação: Domingos Quintiliano

Trilha Sonora: Otto e Dipa

Preparação Vocal: Madalena Bernardes

Coaching: Selma Kiss e Yasmim Sant’ Anna

Diretor de Palco: Mauro Nascimento

Contra Regra: David Nicholas

Fotos: Tatiana Coelho

Vídeo: Rústica Produções (em negociação)

Assessoria de Imprensa: Fabio Camara

Direção de Produção: Camila Bevilacqua

Produtor Executivo Brasília: André Deca

Produtor Executivo São Paulo: Bruna Rosa

Coordenação do Projeto: F L O Produções

Idealização: F L O Produções e LadyCamis Produções

SERVIÇO:

 

LOCAL: Teatro Augusta (Rua Augusta 943 – Consolação), 288 lugares.

DATA: Sessão especial dia 20/08, segunda, às 21h

INGRESSOS: Grátis .

INFORMAÇÕES: (11) 3151 4141 e www.ingressorapido.com.br

DURAÇÃO: 70 min

CLASSIFICAÇÃO: 12 anos

 

EQUIPE:

Timochenko Wehbi (autor) – Desponta nos primeiros anos 1970 através de uma dramaturgia construída sobre personagens densas, surpreendidas em momentos de solidão, memórias e lembranças, nas obscuras zonas que interligam o real e o imaginário. Formado em sociologia pela Universidade de São Paulo (USP), Timochenco acompanha vivamente o desenvolvimento do teatro na região do ABC paulista, sendo um dos fundadores do Grupo Teatro da Cidade, em Santo André, 1968. Sua estréia como dramaturgo ocorre em 1970, com a montagem de Emílio Di Biasi para A Vinda do Messias, um comovente monólogo que adquire, com o expressivo desempenho de Bertha Zemmel, uma generosa dimensão. Em dois tempos, a peça enfoca a ambigüidade dos sonhos da pobre costureira que almeja Messias, um homem e também, metaforicamente, a divindade. Na análise da professora Liana Salvia Trindade, a peça enfoca uma costureira cujos “anseios e aspirações restringem- se a exercer sua profissão, ter uma família, realizar-se afetivamente através da figura protetora de um marido. […] Rosa constrói as imagens de seu amante através de fragmentos extraídos de ídolos dos meios de comunicação de massa. Nesta impossibilidade efetiva de realização humana. O universo absurdo volta com ênfase na criação seguinte, de 1974, A Perseguição ou O Longo Caminho que Vai de Zero a Ene, onde duas figuras engalfinham-se numa ininterrupta corrida uma atrás da outra sem, contudo, se encontrarem. O diálogo entre elas é apenas aparente, sugerindo uma esfera absurda e fora da realidade. Ainda em 1974 é a vez de Palhaços, um duelo travado nos bastidores de um decadente circo, que opõe um palhaço profissional a um “palhaço da vida”. Situações que tocam o absurdo da existência humana são aqui desenhadas em diálogos ríspidos. Timochenco elabora seu último texto, Curto Circuito, em 1986, um psicodrama engendrado pelas experiências do autor quando trabalha junto a psicodramatistas, é um roteiro que situa um jovem estudante frente a um aprendizado ultrapassado e reacionário.

Alexandre Borges (diretor) – Com 32 anos de carreira, Alexandre Borges tem se destacado como um dos maiores atores do Brasil. Do elenco fixo da Rede Globo, já atuou em 25 novelas e 22 especiais na emissora. Além disso, 28 filmes marcam a sua trajetória nas telas de cinema. No teatro, Alexandre tem em seu currículo espetáculos apresentados no Brasil e no exterior e foi um dos fundadores do revolucionário Grupo Boi Voador; dirigido por Ulysses Cruz. Em “Muro de Arrimo”, retornou aos palcos, como diretor, o espetáculo aclamado pela crítica lhe rendeu Prêmio de Melhor Diretor em 2014. Após o sucesso da temporada Alexandre recebeu o convite para assinar a direção geral do especial “Muro de Arrimo” gravado pela TV CULTURA, marcando sua primeira direção para TV.

Dedé Santana (ator) – O diretor/roteirista/ator, desde os 3 meses de idade, isso em 1936, quando foi levado ao palco pela primeira vez, Dedé Santana vive de comédia. No rádio, nos palcos, nos picadeiros e desde que a TV existe, ele está lá, levando essa vida para que alguém, do outro lado, ria. Dedé fez de tudo: palhaço, trapezista, piloto do globo da morte, cantor, ator. Na base do acaso e do risco, aceitou fazer dupla com Renato Aragão, e surgiu a dupla que começou a fazer sua fama. Entre quadros de rádio, números em teatros e circo e esquetes da prototevê brasileira, Dedé guardava um sonho de infância, dirigir cinema. Artistas da jovem guarda fazendo versões descaradas dos sucessos do jovem rock’n’roll, e uma história ingénue sobre um garoto que tenta emplacar seu primeiro hit, Dedé e Didi eram os anti-heróis que ajudavam o rapaz a ganhar um festival de canções, mas o début de Dedé na direção foi um estrondo. Os jovens brasileiros, sedentos por macaquices. , lotavam cinemas e dançavam de pé nas cadeiras, recordes de bilheterias em 1966. Novos contratos para produções cômicas com seu novo parceiro. Tudo com vultosos resultados de público. A TV Excelsior cresceu os olhos e os convocou para um novo programa: Os adoráveis Trapalhões, a Globo, anos depois, chamou a dupla para um novo humorístico, mantiveram Trapalhões como alcunha. Dedé trouxe seu amigo de longa data, o carismático integrante dos Originais do Samba Mussum, Didi veio com um mineirinho que conheceu no rádio, Zacarias… e assim se deu o programa de humor mais bem-sucedido do Brasil, que ainda hoje desperta furiosas multidões no YouTube e em infinitas referências da atual cultura pop. Embaixador do Circo no Brasil, Dedé mantém o circo de pé.

Fioravante Almeida (ator) – Iniciou sua carreira com Antunes Filho. Em 1997 integrou a Cia. Uzyna Uzona no Teatro Oficina e ao lado de Zé Celso participou de inúmeros espetáculos, como a celebrada adaptação de OS SERTÕES, onde seu trabalho foi reconhecido pela revista alemã Theaterheute. No cinema atuou em “A Montanha”, “Augusta”, “A Encarnação do Demônio” e “Doze trabalhos”. Já na televisão participou das séries “9mm” na FOX, “Descolados” na MTV além de novelas como “Tititi” da Globo e “Vende-se um Véu de noiva” SBT, “Cúmplices de um Resgate” SBT e a série “Garota da Moto” FOX em parceria com SBT. Em 2014 interpretou o monólogo “Muro de Arrimo” de Carlos Queiroz Telles que lhe rendeu o prêmio de Melhor Ator, a mesma peça foi gravada e transmitida pela TV Cultura em Janeiro de 2016.