SÃO PAULO – Em cartaz desde agosto Medusa concreta, montagem de rua itinerante em pleno Vale do Anhangabaú da Cia. Les Commediens Tropicales e do Quarteto à Deriva,prorroga temporada até 13 de novembro (apresentações dias 9, 11, 12 e 13 de novembro, sexta-feira, domingo, segunda e terça-feira, às 16h30). Espetáculo, que começa na Praça Pedro Lessa (ao lado do prédio dos Correios) e termina ao lado do Teatro Municipal de São Paulo possui em seu cenário um carro dourado e se debruça sobre o mito de Medusa a partir da versão do poeta Ovídio.

Medusa Concreta se debruça sobre o mito de Medusa a partir da versão do poeta Ovídio. Com canções autorais e uma banda que acompanha toda a peça, pois a música perpassa todas as cenas, a montagem parte do mito de forma não linear para falar sobre diversos aspectos da contemporaneidade, entre elas, o patriarcado na literatura e mitologia, a cultura de estupro e a culpabilização da vítima, da mulher. E falar também da destruição dos mitos, especialmente na concretude paulistana, com suas narrativas e contradições num diálogo com o centro da capital paulista.

Com criação, dramaturgia e direção coletiva Medusa Concreta é o primeiro trabalho da Cia Les Commediens Tropicales onde a mulher é a protagonista da pesquisa e da cena, que contou com encontros abertos ao público sobre aspectos diversos da mitologia com as pesquisadoras Beatriz Perrone, Helena Vieira, Maria Rita Khel e Suzane Jardim. As três atrizes da montagem – Michele Navarro, Paula Mirhan e Tetembua Dandara – ficam em cena durante as duas horas da peça e carregam uma cabeça (réplicas de seus próprios rostos) durante todo o percurso.

Diálogo com o Centro

Instalada no segundo andar do Cine Dom José no Centro de São Paulo desde 2009, a Cia Les Commediens Tropicales pretende com Medusa concreta abrir um diálogo com o entorno e transpor o que já fizeram no palco (como discurso, música, estética) na rua.

Para que o diálogo aconteça Medusa concreta usa de vários elementos, como o coro grego, passando pelo funk, slam, poemas visuais, monólogos e stand-up. A direção de arte, assinada por Renan Marcondes e José Valdir Albuquerque, é pensada de forma a constituir uma espécie de carnaval dourado e capenga, fora de época, em pleno Vale do Anhangabaú, fazendo do espetáculo uma grande manifestação pública que brinca com o imaginário grego e com o contexto urbano do Centro.

Para roteiro:

Medusa concreta – Até 13 de novembro (apresentações dias 9, 11, 12 e 13 de novembro, sexta-feira, domingo, segunda e terça-feira, às 16h30), no Vale do Anhangabaú (início do espetáculo na Praça Pedro Lessa ao lado do prédio dos Correios). Criação e Dramaturgia – Cia Les Commediens Tropicales e Quarteto à Deriva. Música e Elenco – Beto Sporleder, Carlos Canhameiro, Daniel Muller, Guilherme Marques, Michele Navarro, Paula Mirhan, Rodrigo Bianchini, Rui Barossi e Tetembua Dandara. Pensamento Visual – Renan Marcondes.Cenário e Figurinos – José Valdir Albuquerque e Renan Marcondes. Pensamento Corporal e Dança – Núcleo Cinematográfico de Dança (Mariana Sucupira e Maristela Estrela).Estudos O Discurso – Beatriz Perrone, Helena Vieira, Maria Rita Khel e Suzane Jardim. Cabeças – Bira Nogueira. Cenotécnico e Costureiro – José Valdir Albuquerque. Programação Visual – Renan Marcondes. Arte Gráfica do Adesivo e Stencil – Milly Sánchez Sánchez e Zosim Silva Gómez. Fotos – Mariana Chama. Técnicos – Cauê Gouvea, Juliana Magalhães e Matias Arce. Produção – Mariana Pessoa e Cia Les Commediens Tropicales. Assistente de Produção – Mariana Dias. Duração – 120 minutos. Classificação Etária – Livre. GRÁTIS.

VALE DO ANHANGABAÚ – Praça Pedro Lessa ao lado do prédio dos Correios. Informações – (11) 97202-3597.