Grupo Magiluth comemora 15 anos no Sesc Avenida Paulista com estreia, oficinas e espetáculos do repertório

SÃO PAULO – Fundado em 2004, o Grupo Magiluth, uma das companhias de teatro mais reconhecidas de Recife, ocupa o Sesc Avenida Paulista a partir do dia 26 de março com uma programação composta por duas oficinas, um bate-papo aberto ao público e três espetáculos – sendo dois do repertório e um inédito.

A vinda do grupo dá continuidade a pesquisas que foram realizadas no ano passado no Sesc Avenida Paulista. A partir de uma residência artística, os integrantes do Magiluth começaram o processo de criação de uma peça site specific, ou seja, planejada a partir das particularidades do local em que será apresentada. “Era impossível pra gente deixar de usar tudo que havia no 13º andar do Sesc, em que a fachada de vidro permite a entrada completa da luz, o que dá outra cara para o espaço. Começamos o espetáculo no teatro e depois ocupamos todo o andar”, diz Giordano Castro, um dos integrantes do grupo.

A peça inédita Apenas o Fim do Mundo, escrita em 1995 pelo dramaturgo francês Jean-Luc Lagarce, inaugura um marco na história do grupo. “Nossas peças costumam ter um texto bastante fragmentado e criado em conjunto. Dessa vez, optamos pelo texto de um autor que trabalha com uma estrutura diferente da já trabalhada pelo grupo”, diz Giordano. O artista complementa que o grupo vem em uma sucessão de peças explicitamente políticas, e a inédita traz uma camada de delicadeza e comoção que o grupo não trabalhava há algum tempo. “Pensamos que falar sobre o amor hoje talvez fosse tão revolucionário quanto abordar diretamente a política”, completa.

Com uma estrutura de tempo não-lógica (as personagens têm dificuldade, por exemplo, de entender se o tempo que passou tratou-se de um dia ou de anos), a peça tem direção de Giovana Soar, que também é a tradutora do texto, e Luiz Fernando Marques (Lubi), do grupo XIX de Teatro. A participação dos dois diretores se justifica pelo modo colaborativo e horizontal com que trabalham, características presentes em todos os trabalhos do grupo Magiluth.

Lubi e Giovana também trabalharam em outras montagens do grupo que farão temporada paulistana. Aquilo Que Meu Olhar Guardou Para Você, de 2012, conta com o olhar delicado e propositivo trazido por Lubi, nas palavras de Giordano. “Ele tem uma postura muito provocativa e sabe bagunçar a encenação para depois organizá-la”, conta. Com texto fragmentado, a peça traz no enredo diversas situações em que o homem se insere num local diferente do de origem, um olhar de fora para cidades que muitas vezes são marcadas apenas pelo senso comum.

 Dinamarca, de 2017, é um espetáculo inspirado na tragédia Hamlet, de William Shakespeare. O texto aposta em uma série de abordagens, leituras e caminhos propostos pela obra. Para Giordano, a assessoria de Giovana Soar auxiliou na fluidez e naturalidade do texto. Agora, na direção simultânea de Apenas o Fim do Mundo, que contou com encontros do grupo com os diretores em São Paulo, Recife e Curitiba, Giordano destaca a potência dessa união de olhares. “Giovana traduziu o texto, então a condução dela para a fala dos atores foi muito importante, enquanto o Lubi apoiou bastante num pensamento amplo sobre a cena”.

O artista ressalta que uma característica da companhia é a busca por parceiros em todos os lugares que passam. Em São Paulo, além de Lubi, destaca também encontros e trocas a Cia de Mungunzá de Teatro, criadora do Teatro de Contêiner. Na comemoração dos 15 anos, o grupo aproveita o momento para celebrar as parcerias feitas ao longo do trajeto. Além de Lubi (São Paulo) e Giovana Soar (Cia Brasileira de Teatro, de Curitiba), também participam da ocupação o diretor Fernando Yamamoto, da Cia Clowns de Shakespeare (Natal) e a pesquisadora de teatro Ivana Moura, ambos participantes de um bate-papo gratuito e aberto ao público que será realizado no dia 17 de abril, quarta-feira, às 20h30.

Com uma estrutura de tempo não-lógica (as personagens têm dificuldade, por exemplo, de entender se o tempo que passou tratou-se de um dia ou de anos), a peça tem direção de Giovana Soar, que também é a tradutora do texto, e Luiz Fernando Marques (Lubi), do grupo XIX de Teatro. A participação dos dois diretores se justifica pelo modo colaborativo e horizontal com que trabalham, características presentes em todos os trabalhos do grupo Magiluth.

Lubi e Giovana também trabalharam em outras montagens do grupo que farão temporada paulistana. Aquilo Que Meu Olhar Guardou Para Você, de 2012, conta com o olhar delicado e propositivo trazido por Lubi, nas palavras de Giordano. “Ele tem uma postura muito provocativa e sabe bagunçar a encenação para depois organizá-la”, conta. Com texto fragmentado, a peça traz no enredo diversas situações em que o homem se insere num local diferente do de origem, um olhar de fora para cidades que muitas vezes são marcadas apenas pelo senso comum.

 Dinamarca, de 2017, é um espetáculo inspirado na tragédia Hamlet, de William Shakespeare. O texto aposta em uma série de abordagens, leituras e caminhos propostos pela obra. Para Giordano, a assessoria de Giovana Soar auxiliou na fluidez e naturalidade do texto. Agora, na direção simultânea de Apenas o Fim do Mundo, que contou com encontros do grupo com os diretores em São Paulo, Recife e Curitiba, Giordano destaca a potência dessa união de olhares. “Giovana traduziu o texto, então a condução dela para a fala dos atores foi muito importante, enquanto o Lubi apoiou bastante num pensamento amplo sobre a cena”.

O artista ressalta que uma característica da companhia é a busca por parceiros em todos os lugares que passam. Em São Paulo, além de Lubi, destaca também encontros e trocas a Cia de Mungunzá de Teatro, criadora do Teatro de Contêiner. Na comemoração dos 15 anos, o grupo aproveita o momento para celebrar as parcerias feitas ao longo do trajeto. Além de Lubi (São Paulo) e Giovana Soar (Cia Brasileira de Teatro, de Curitiba), também participam da ocupação o diretor Fernando Yamamoto, da Cia Clowns de Shakespeare (Natal) e a pesquisadora de teatro Ivana Moura, ambos participantes de um bate-papo gratuito e aberto ao público que será realizado no dia 17 de abril, quarta-feira, às 20h30.

Completam a ocupação duas oficinas: o Construindo a Cena, que propõe um desenvolvimento das experimentações usadas pelo grupo em cena (26 de março a 10 de abril) e a oficina Jogo Total, que apresenta aos participantes alguns dos procedimentos teatrais mais utilizados pela companhia (dias 17, 18 e 20 de abril).

SINOPSES DOS ESPETÁCULOS

Aquilo que meu olhar guardou para você (2012)

Quinto espetáculo do grupo pernambucano Magiluth, Aquilo que meu olhar guardou para você é fruto de uma investigação a partir de imagens trocadas com a equipe do Teatro do Concreto, do Distrito Federal, no Programa Rumos Itaú Cultural, abordando o comportamento do homem contemporâneo na urbanidade. Lançando mão de diversos recursos teatrais, destinos individuais, de transformações e desvios são postos em cena sempre com um olhar afetuoso. Composto por cenas fragmentadas, a montagem traz no elenco os atores Erivaldo Oliveira, Giordano Castro, Lucas Torres, Mario Sérgio Cabral e Pedro Wagner.

Dinamarca (2017)

Dinamarca é uma peça inspirada num dos textos mais conhecidos da dramaturgia ocidental, Hamlet. A tragédia escrita por William Shakespeare entre 1599 e 1601 é notoriamente considerada um clássico, pois apesar da época em que foi escrita, se mantém viva, atual e traz reflexões sobre o nosso tempo. Dentro dessas possibilidades, a ideia de ficcionalizar uma bolha social do reino dinamarquês serve como argumento para a construção de Dinamarca. O Magiluth busca estar sempre em diálogo com o momento presente, tentando fazer de seus trabalhos um recorte do seu tempo. Para isso, busca como referências obras atemporais que não se esgotam em possibilidades de interpretações. Essa é uma das maiores forças da tragédia Shakespeariana: revelar quem somos através dos conflitos que atormentam a cabeça do jovem príncipe. Quando esses conflitos são revelados, entende-se como as pessoas agem sendo produto e produtor da sociedade em que vivem.

Apenas o fim do mundo (2019)

Nesse trabalho o Magiluth revive duas parcerias bastante frutíferas na história do grupo que assinam juntos a direção do espetáculo: Luiz Fernando Marques (Lubi), responsável pela direção do espetáculo Aquilo que o meu olhar guardou para você, e Giovana Soar, que trabalhou junto com o coletivo no processo de criação do espetáculo Dinamarca. A peça, de autoria do francês Jean-Luc Lagarce tem tradução da própria Giovana Soar e conta a história de um homem, ausente há bastante tempo, que retorna à casa da família para dar a notícia de sua morte próxima. O reencontro se dá em um domingo ou, ainda, ao longo de quase um ano inteiro.

GRUPO MAGILUTH

Fundado em 2004, o Grupo Magiluth tem um trabalho de pesquisa e experimentação constante na cena teatral recifense, sendo apontado como um dos principais grupos teatrais do país. O Magiluth circula com seu conjunto de atores por diversos estados brasileiros. Nos nove espetáculos criados ao longo de quinze anos de existência o grupo busca um teatro independente, de realização contínua e de extremo aprofundamento na busca pela qualidade estética.

Os espetáculos realizados foram: Corra (2007), Ato (2008), 1 Torto (2010), O canto de Gregório (2011), Aquilo que o meu olhar guardou para você (2012), Viúva, Porém Honesta (2012), Luiz Lua Gonzaga (2012), O Ano em que Sonhamos Perigosamente(2015) e Dinamarca (2017). O Magiluth participou de importantes projetos no cenário teatral brasileiro, tal como o Programa Rumos Itaú Cultural — Teatro. Em 2012 foi escolhido pela revista Contigo! pelo prêmio Talentos do Brasil e ainda apontado como a segunda melhor estreia do teatro nacional pelo Guia da Folha de São Paulo. Mais informações disponíveis no site www.grupomagiluth.com.br.

 

SERVIÇO

 

Espetáculos

 

Aquilo que meu olhar guardou para você

De 28 a 31 de março de 2019

Quinta a sábado, às 21h, e domingo, às 18h

Local: Arte II (13º Andar)

Classificação indicativa: 18 anos. Duração: 90 minutos

Ingressos: R$ 30 (inteira), R$ 15 (meia) e R$ 9 (Credencial Plena)

 

Dinamarca

4 a 7 de abril de 2019

Quinta a sábado, às 20h30 e domingo, às 17h30

Local: Praça (térreo)

Classificação indicativa: 18 anos. Duração: 80 minutos

Ingressos: R$ 30 (inteira), R$ 15 (meia) e R$ 9 (Credencial Plena)

Apenas o fim do mundo

11 de abril a 5 de maio de 2019, exceto dia 19 de abril

Quinta a sábado, às 21h. Domingos e feriados, às 18h

Local: Arte II (13º Andar)

Classificação indicativa: 18 anos. Duração: 120 minutos

Ingressos: R$ 30 (inteira), R$ 15 (meia) e R$ 9 (Credencial Plena)

Oficinas

Desenvolvimento de experimentações Construindo a Cena

26 de março a 10 de abril de 2019

Terça a sexta, das 14h às 17h

Local: Arte II (13º Andar)

Grátis

Oficina Jogo Total

17, 18 e 20 de abril de 2019

Quarta, quinta e sábado, das 14h às 18h

Local: Arte II (13º Andar)

Grátis

Bate-papo Os últimos 15 anos de teatro no Nordeste

Com Grupo Magiluth, Fernando Yamamoto (Cia Clowns de Shakespeare) e Ivana Moura (pesquisadora de teatro).

Dia 17 de abril de 2019, quarta-feira, 20h30

Local: Arte II (13º Andar)

Grátis

Sesc Avenida Paulista

Avenida Paulista, 119

Transporte público: Estação Brigadeiro do Metrô – 350m

Informações: 3170.0800

Bilheteria: Terça a sábado, das 10h às 21h30. Domingos e feriados, das 10h às 18h30

Site: sescsp.org.br/avenidapaulista/ Facebook: facebook.com/sescavpaulista Instagram: @sescavpaulista

Ingressos à venda pelo Portal sescsp.org.br e em toda rede Sesc SP

 

No Comments Yet

Leave a Reply

Seu email não será publicado

*