Karin Rodrigues e Chris Couto vivem mãe e filha em espetáculo on-line dirigido por Elias Andreato

EM REDE – Um acerto de contas entre mãe e filha em meio as inquietudes sobre memória e família. Esse é o clima que rege a atmosfera de Para Duas, espetáculo que estreia no Teatro Cacilda Becker, no dia 29 de agosto, sábado, às 21h com transmissão on-line. A direção é de Elias Andreato e dramaturgia de Ed Anderson. A peça é protagonizada por Karin Rodrigues e Chris Couto, Claudio Curi completa o elenco. Essa é mais uma produção da Nosso Cultural e a temporada vai até 19 de setembro com sessões sempre sábados, às 21h. O ingresso é gratuito e o público pode assistir acessando os canais da produtora Instagram: @nossocultural, Facebook: http://bit.ly/facebooknossocultural e Youtube: http://bit.ly/youtubenossocultural.

A trama é um registro de um inusitado reencontro entre mãe e filha após anos em silêncio. Ao misturar momentos de drama e humor, o texto aborda uma sensível reflexão sobre escolhas e consequências, amor e recusa, solidão e presença, além de evidenciar a fragilidade da culpa e do perdão. A história se desenvolve durante um jantar improvisado servido com temperos distintos, degustado pelas duas mulheres sob a sombra de um pai não mais presente, interpretado por Claudio Curi.

De acordo com Elias Andreato, a obra permeia camadas que são inerentes para qualquer ser humano. “É uma história sobre família, nos enxergamos dentro dessa história, nos traz identificação, põe em cena um duelo de mulheres – Anete (Karin Rodrigues) e Tula (Chris Couto). Duas personagens inteligentes, espirituosas, de raciocínio veloz, que certamente surpreenderão o público com as suas várias facetas”.

A encenação é simples e procura obter a cumplicidade com a plateia permitindo que o texto se apresente no palco com a desenvoltura necessária para que os diálogos cortantes e o humor cáustico sejam plenamente vivos, tanto para os intérpretes quanto para os espectadores. O cenário é um espaço dividido em dois ambientes, o lado imaginário habitado pelo pai (Claudio Curi) e a sala de jantar com o embate entre as duas mulheres.

O figurino funciona como a extensão de cada personagem. O pai é uma lembrança, amava o cinema, e se materializa de gravata borboleta como uma memória. Anete é ousada, não gosta de amarras, suas roupas refletem a idealização de liberdade e aparenta até ser mais jovem do que é. Enquanto Tula é uma filha dura, seca, sua vestimenta é básica e incorpora essa personalidade mais direta. “Todos os elementos cênicos transmitem esse espírito e mantém as intenções do texto, desde o lado ácido até seu flerte permanente com o perigo, os atores se entregam não somente às reações psicológicas, mas também às físicas com a precisão de uma coreografia”, conta o diretor.

Para Ed Anderson, a trama envolve três personagens em estado limite, como uma foto de família em quebra-cabeças com algumas peças perdidas. “O momento indeterminado do tempo em que algo especial acontece é chamado de Kairos, a forma qualitativa do tempo. E é deste instante que se deriva a feitura de Para Duas, um reencontro com diálogos curtos, frases cortantes e verdades (não) ditas. A dramaturgia procura se aprofundar nas relações, pode ser equiparada ao trabalho de arqueólogos na captura das memórias de um berço fossilizado”.

Além de dialogar com o cotidiano em lembranças, possibilidades perdidas, o espetáculo conta com o despojamento cenográfico e dos figurinos realizados por Fabio Namatame. iluminação de Cleber Elí e trilha sonora de Jonatan Harold.

Parceria nos palcos e na vida

Em seus mais de 45 anos de carreira, Elias Andreato teve uma parceria duradoura com Paulo Autran e, consequentemente, trabalhou com Karin Rodrigues em diversos projetos. Atuaram em O Avarento, de Molière; Andreato foi assistente de direção de Vestir O Pai, de Mário Viana, onde Karin atuava; escreveu Mãe É Karma!, onde a protagonista Dora tinha diversos traços da personalidade da própria atriz. Para Duas marca a primeira montagem que o diretor e Chris Couto fazem juntos no teatro, ambos já atuaram na novela Helena, em 1987, na Rede Manchete.

Chris Couto venceu o Prêmio Shell de Melhor Atriz com A Milionária, obra do dramaturgo irlandês Bernard Shaw. Já dividiu o palco com Karin Rodrigues em O Camareiro, de Ronald Harwood e direção Ulysses Cruz; e Antes de Mais Nada, de Flavio Cafiero e direção de Zé Henrique de Paula.

Serviço

Espetáculo Para Duas

Teatro Cacilda Becker

Temporada: De 29 de agosto a 19 de setembro. Sábados, às 21h.

Transmissão: Instagram: @nossocultural, Facebook: http://bit.ly/facebooknossocultural e Youtube: http://bit.ly/youtubenossocultural. Duração:70 Minutos. Classificação: Livre. Grátis

Ficha Técnica

Texto: Ed Anderson. Direção: Elias Andreato. Assistente de Direção: Rodrigo Chueri. Elenco: Chris Couto, Claudio Curi e Karin Rodrigues. Cenário e Figurino: Fábio Namatame. Assistente de figurino: Juliano Lopes. Trilha Sonora: Jonatan Harold. Iluminação: Cleber Eli. Comunicação Visual: Alexandre Brandão. Assessoria de Imprensa: Adriana Balsanelli e Renato Fernandes. Produção: Nosso Cultural. Direção de Produção: Ricardo Grasson. Produtor Executivo: Heitor Garcia. Gestão de Projetos: Lumus Entretenimento. Fotos: Kim Lee Kyung.

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