KIWI COMPANHIA DE TEATRO TRAZ VIOLÊNCIAS CONTRA A MULHER PARA PROJETO DO SESC BELENZINHO

Redação do Aplauso Brasil (redacao@aplausobrasil.com)

"O ARTE – Substantivo Feminino" traz companhia Kiwi para falar sobre as violências sofridas por mulheres no Sesc Belenzinho. Foto: divulgação.
“O ARTE – Substantivo Feminino” traz a companhia Kiwi para falar sobre as violências sofridas por mulheres no Sesc Belenzinho. Foto: divulgação.

SÃO PAULO – O projeto Carne, da Kiwi Companhia de Teatro que se apresenta de 26 de fevereiro a 06 de março, no Sesc Belenzinho, na programação do projeto ARTE – Substantivo Feminino. Além do espetáculo, as atrizes Fernanda Azevedo e Maysa Lepique ministram gratuitamente a oficina As Mulheres e os Silêncios da História nos dias 01 e 02 de março de 2015, terça e quarta, das 14h às 19h. Estão convidadas a participar mulheres jovens e adultas, artistas ou não, que tenham interesse em construir e compartilhar suas histórias a partir de estímulos artísticos.

 A performance Carne – Histórias em pedaços  tem uma longa jornada. Em 2009, a Kiwi a apresentou em Bogotá (Colômbia) no 7º Encuentro Ciudadanias en Cena, organizado pelo Instituto Hemisférico de Performance y Política. Depois ganhou apoio, rodou o país e, agora, depois de um jejum de seis anos ( a última apresentação da peça foi no SESC Santo Amaro em 2010), a companhia volta para o calendário teatral de São Paulo.

Opressão de gênero e exploração de classe são temas que permeiam os 20 anos de existência da Kiwi e também aparecem nesse trabalho com imagens publicitárias e de artistas contemporâneos que são projetadas em tela para revelar a profunda desigualdade entre os sexos que se manifesta nos espaços público e privado, entre outros artificio.

A performance Carne – Histórias em pedaços, inspira-se na autora austríaca Elfriede Jelinek, prêmio Nobel de literatura em 2004, e na obra da historiadora Michelle Perrot, Com cenas curtas, o espetáculo, inspirado no Teatro Documentário, é composto por vinte quadros interligados que, em comum, abordam os diferentes tipos de violências sofridas pelas mulheres no Brasil.

 

ARTE – Substantivo Feminino

 

O ARTE – Substantivo Feminino põe luz na mulher, como foco principal de obras escolhidas por trazerem temáticas relevantes e de diferentes pontos de vista sobre o feminino. A ideia é abordar a mulher nas artes, tanto no conteúdo das obras – suas lutas em batalhas, dentro da história e da sociedade –, quanto na gestão e criação dos trabalhos.

Até abril ainda serão apresentados, dentro do projeto ARTE – Substantivo Feminino, os espetáculos A Brava, da Brava Companhia de Teatro, com direção de Fábio Resende; e Engravidei, Pari Cavalos e Aprendi a Voar Sem Asas!, da Cia Os Crespos. Também faz parte da programação o infanto juvenil, Oju Orum do Coletivo Quizumba, com direção de Johana Albuquerque e dramaturgia de Tadeu Renato, e a intervenção fotográfica Todos Podem ser Frida. Compondo a programação, haverá o debate 08 de Março – O Feminino na Arte e na Sociedade com mediação de Lucia Romano, e participação de Fernanda Azevedo, Amelinha Teles e Claudia Schapira.

 

A Kiwi Companhia de Teatro

 

Surgiu em 1996. Produziu uma quinzena de montagens teatrais, leituras dramáticas de autores como Beckett, Kafka, Hilda Hilst, Elfriede Jelinek e Heiner Müller. Organizou cursos, oficinas e debates sobre a encenação e a dramaturgia contemporâneas. Em 2007 foi selecionada pelo Programa de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo com o projeto Teatro/ mercadoria – Espetáculo e miséria simbólica. Um dos objetivos do grupo responde à necessidade de, simultaneamente, fazer e pensar o teatro e a sociedade.

 

A companhia é formada por componentes fixos e colaboradores em diversas áreas: Fernanda Azevedo (atriz), Fernando Kinas (pesquisador e diretor teatral), Luiz Nunes (produtor), Daniela Embóm (produtora), Eduardo Contrera (músico e diretor musical), Luciana Fernandes (musicista), Maria Carolina Dressler (atriz), Maíra Chasseraux (atriz), Elaine Giacomelli (musicista), Julio Dojcsar(cenógrafo), Heloísa Passos (iluminadora), Maysa Lepique (atriz e vídeo artista), Paulo Fávari (pesquisador teatral e jornalista), Clébio Souza (Dedê) (iluminador), Madalena Machado (figurinista), Carolina Abreu (pesquisadora teatral), Camila Lisboa (programadora visual), Paulo Emílio (programador visual), Clóvis Inocêncio (ator), Marie Ange Bordas (artista plástica), Gavin Adams e Filipe Vianna (vídeo artistas).

 

Os trabalhos da companhia foram apresentados em diversas cidades do país através de parcerias com instituições como o Sesc, Itaú Cultural, Aliança Francesa e Cultura Inglesa, ou pelo convite de festivais de teatro brasileiros (Recife, São José do Rio Preto, Rio de Janeiro, Curitiba, Florianópolis, etc). A companhia também se apresentou em Bogotá (Colômbia) e participou de evento em Los Angeles (Estados Unidos).

 

Ficha técnica 

Roteiro: Fernanda Azevedo e Fernando Kinas

Direção geral: Fernando Kinas

Assistência de direção: Luiz Nunes

Elenco: Fernanda Azevedo e Maria Carolina Dressler

Direção musical: Eduardo Contrera

Execução musical: Luciana Fernandes

Produção e operação de som: Luiz Nunes

Operação de luz: Clébio Souza (Dedê)

Operador de vídeo: Filipe Vianna

Assistência de produção: Daniela Embón

Programação visual: Paulo Emílio Buarque Ferreira

Tratamento de imagem: Fernando Kinas (colaboração de Gavin Adams)
TEATRO

CARNE

De 26 de fevereiro a 06 de março de 2016, sexta e sábado, às 21h30, e domingos, às 18h30

O espetáculo discute as relações entre patriarcado e capitalismo, mostrando o panorama da opressão de gênero e a situação específica da violência contra as mulheres no Brasil. A peça, inspirada no teatro documentário, é composta de 20 quadros interligados executados por duas atrizes e uma percussionista. A montagem inclui ações “dramáticas” e “narrativas” em formato de cenas curtas, referências a textos de análise e estatísticas, trechos de romances, projeção de imagens, composições originais, citações do cancioneiro tradicional e da MPB. Empresta-se

material das ciências (em especial à sociologia e à história), das artes populares, da filosofia e da política.

 

*Após as apresentações, haverá debates com o grupo.

Sala de Espetáculos I. Duração: 90 minutos

Ingressos: R$ 20,00 (inteira); R$ 10,00 (aposentado, pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e servidor da escola pública com comprovante); R$ 6,00 (trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo credenciado no Sesc e dependentes).

 

 

OFICINA AS MULHERES E OS SILÊNCIOS DA HISTÓRIA

Dias 01 e 02 de março de 2015, terça e quarta, das 14h às 19h

A oficina pretende, por meio de estímulos teatrais, literários e recursos audiovisuais, discutir algumas ferramentas necessárias para que as mulheres percebam, assumam o protagonismo e escrevam suas próprias histórias – confiantes de que podem, a partir de suas experiências pessoais, ampliar o debate sobre a opressão contra as mulheres, passando da esfera privada e íntima para o espaço público.

 

Desenvolvimento: Discussão e improvisação a partir de textos (literatura e dramaturgia) de Elfried Jelinek (prêmio Nobel de Literatura em 2004), Hilda Hilst, Cora Coralina, Carolina Maria de Jesus, Simone de Beauvoir, entre outras. Trabalho a partir de material documental: matérias e artigos de jornais e revistas, estatísticas, textos de historiadoras etc. Construção da sua própria história – exercícios teatrais a partir de depoimentos e elaboração de uma história coletiva. Exercícios de memória. Exercícios físicos – dinâmica de grupo. Improvisação e discussão a partir de imagens (fotos e filmes) relacionadas ao tema. Resumo da história das lutas das mulheres na Europa, EUA e Brasil e contextualização do papel das mulheres na arte, com foco especial para a produção latino-americana.

 

Com Fernanda Azevedo e Maysa Lepique

 

Público: Mulheres jovens e adultas, artistas ou não, que tenham interesse em construir e compartilhar suas histórias a partir de estímulos artísticos.

 

Inscrições até 26/02, por meio de envio de envio de currículo resumido para: asmulheres@belenzinho.sescsp.org.br.

Os candidatos selecionados serão avisados por e-mail até 28/02.

Vagas: 25 mulheres / Carga horária: 10h

Sala de Espetáculos I.

Grátis / Não recomendado para menores de 16 anos.

 

 

Sesc Belenzinho
Endereço: Rua Padre Adelino, 1000
Belenzinho – São Paulo (SP
Telefone: (11) 2076-9700
www.sescsp.org.br/belenzinho

Estacionamento
Para espetáculos com venda de ingressos:
R$ 11,00 (não matriculado);
R$ 5,50 (matriculado no SESC – trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo/ usuário).

Assessoria de Imprensa e Credenciamento:
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