Marcelo Drummond dirige trama policial de Plínio Marcos

Redação do Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

"O Assassinato do Anão do Caralho Grande"

SÃO PAULO – Quem matou Janjão, o anão do circo cigano? Qual o motivo do crime? Houve, realmente, um crime? Em torno desse mistério gira em O Assassinato do Anão do Caralho Grande, peça de Plínio Marcos, que destila humor, sarcasmo e “verdades” politicamente incorretas para contar a história em torno da perseguição a um grupo de artistas mambembes, acusados de um inusitado assassinato. A trama policial ganha tons fortes de farsa nas mãos do ator e diretor Marcelo Drummond, que assina a direção da montagem. A peça fica em cartaz até o dia 18 de dezembro no Studio 184 (Pça. Roosevelt), sempre às sextas e sábados, às 23h, e domingos, às 20h.

A frustrada mulher do prefeito da cidade interiorana onde se passa a trama inicia toda a história, quando comanda a invasão ao Gran Circus Atlas, administrado por um grupo de ciganos mambembes. Acusando a trupe de alimentar o leão Platão com gatos e cachorros, envolve a sociedade local e o delegado da cidade numa perseguição aos artistas, que acabam sendo acusados do assassinato do anão Janjão, cujo maior “talento” era ter um pênis de tamanho exagerado.

“Pensei encontrar um Plínio violento, mas encontrei uma peça solar, leve, engraçada”, comenta o diretor Marcelo Drummond, que imprimiu em sua direção (a sexta que assina sozinho) uma “atuação coral falada”. “É um texto leve, mesmo tocando nas feridas do preconceito”, afirma.

Em cena, os atores Adão Filho, Rafaela Wrigg, Rodrigo Fidelis, Fioravante Almeida, Adriana Viegas, Camilla Rios, Carolina Henriques, Glauber Amaral, João Roncatto, Tony Reis e Pedro Uchoa dão vida à história que mistura comédia e drama policial para falar de intolerância e briga por pequenos poderes.

O autor, Plínio Marcos

O elenco é formado por muitos atores com quem Drummond conviveu no Teatro Oficina, nesses 25 anos de trabalho com o grupo. Mas inclui também artistas recém chegados a São Paulo, com quem estabeleceu uma convivência de amizade.

“Gosto de ver e ouvir um elenco com tantos sotaques diferentes”, brinca.

A equipe da montagem inclui ainda as figurinistas Sonia Ushyiama e Amanda Mirage, as cenógrafos Carila Matzenbacher e Pedro Felizes, o iluminador Ricardo Morañez, o maquiador Valério Peguini e o músico Zé Pi.

O Assassinato do Anão do Caralho Grande

Texto: Plínio Marcos.

Direção: Marcelo Drummond.

Elenco: Adão Filho, Rafaela Wrigg, Rodrigo Fidelis, Fioravante Almeida, Adriana Viegas, Camilla Rios, Carolina Henriques, Glauber Amaral, João Roncatto, Tony Reis e Pedro Uchoa.

Local: Studio 184 (Pça Roosevelt, 184 – Centro – Tel: 11. 3259-6940).

Data: De 11 de novembro a 18 de dezembro (não haverá sessão nos dias 18/11 e 16/12).

Ingresso: R$ 30,00 (inteira). Meia entrada para estudantes e classe artística, mediante apresentação de comprovante. A bilheteria do teatro abre duas horas antes de cada sessão. É possível comprar ingresso pelo email ingressosanao@teatroficina.com.br .

Capacidade: 100 pessoas. Acesso a deficiente físico.

Indicação etária: 14 anos.

Michel Fernandes

Michel Fernandes, graduado em Jornalismo e pós graduado em Direção Teatral., escreveu de 2000 a 2012 críticas de teatro e reportagens para o iG. Em 2002 criou o Aplauso Brasil - www.aplausobrasil.com.br -, site voltado à noticias, resenhas e críticas teatrais, até hoje no ar. Integrante da APCA desde 2004, Michel Fernandes já esteve nas comissões do Prêmio Miriam Muniz, ProAC, Programa de Fomento ao Teatro de São Paulo, emtre outros Em 2012 criou o Prêmio Aplauso Brasil de Teatro. Em 2014 realiza Residência do Aplauso Brasil na SP Escola de Teatro. Em 2015 é crítico convidado da MITsp (Mostra Internacional de Teatro de São Paulo). Em 2016 é membro de comissão julgadora do Proac. Em 2017 faz parte do Conselho Consultivo do CCSP.

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