Marco Antônio Braz dirige texto inédito do francês Jean-Pierre Sarrazac

Redação do Aplauso Brasil (redacao@aplausobrasil.com)

BOLA DE OURO
BOLA DE OURO

SÃO PAULO – Depois de curta temporada no Sesc Santo Amaro, o espetáculo Bola de Ouro, re-estreou ontem no Teatro Faap. O texto apresenta personagens que revivem o passado e enfrentam o conflito de gerações. A temporada segue até 7 de março, sempre quintas e sextas-feiras. A direção é de Marco Antônio Braz. No elenco estão os atores Celso Frateschi, Walter Breda, Marlene Fortuna, Luiz Amorim e Carolina Gonzalez.

Bola de Ouro é a primeira montagem brasileira baseada na obra de Jean-Pierre Sarrazac, representante da dramaturgia francesa contemporânea.

O título da peça leva o nome de um extinto café parisiense, lugar de encontro de jovens revolucionários, no final dos anos 1960.

Depois de 30 anos, integrantes do grupo se reencontram no antigo Café, agora uma livraria. São eles: o Escritor Herói (Celso Frateschi), que se tornou autor consagrado.

BOLA DE OURO
BOLA DE OURO

O Jornalista (Walter Breda), editor de um jornal burguês e A Imóvel (Marlene Fortuna), jornalista de causas feministas dos anos 1970 e que se transformou numa pintora reclusa. E O Praguejador (Luiz Amorim), o único que não abriu mão dos seus sonhos e ideais.

O tom do e-mail é de rancor e ameaça . A partir desse reencontro, os colegas começam a refletir sobre as suas vidas e atitudes.

Segundo o diretor Marco Antônio Braz, “o atrativo maior desta trama é provocar a reflexão sobre as gerações e discutir sobre como pensa a pessoa que era jovem quando se torna velha”.

Braz também explica que uma das características da dramaturgia de Sarrazac é não deixar explícito o que é diálogo e o que é pensamento. “Os solilóquios são frutos do movimento interno da obra e não revelam se eles estão pensando ou dialogando. Esta pequena desordem na estrutura dramatúrgica é a maior riqueza desse texto. Bola de Ouro é teatro que se assume como teatral”, afirma o diretor.

 

 Ficha técnica

Texto: Jean-Pierre Sarrazac

Tradução: Carolina Gonzalez

Direção: Marco Antônio Braz

Elenco: Celso Frateschi, Walter Breda, Marlene Fortuna, Luiz Amorim e Carolina Gonzalez.

Cenografia e figurino: Sylvia Moreira

Iluminação: Fran Barros

Trilha sonora: Zema Tämatchan

Assistência de direção: Marcelo Peroni

Visagismo: Jorge Abreu e Emerson Murat

Direção de produção: Henrique Benjamin

Assistente produção: Fernanda Lorenzoni

Produção administrativa: Fabio Hilst

Assessoria jurídica: Martha Macruz de Sá

Assessoria contábil: Paulo Exel

Programação visual: Benoit Jeay

Fotografia: Lenise Pinheiro

Patrocínio: Ache laboratórios e Vedacit

 

Serviço

Bola de Ouro

Temporada: 23 de janeiro a 7 de março – às 21 horas

Horário: quintas e sextas-feiras – às 21 horas

Teatro FAAP

Rua Alagoas, 903. Higienópolis/SP. Tel: (11) 3662-7232

Ingressos: R$ 30,00 (quintas) e R$ 40,00 (sextas) – com meia entrada.

Duração: 80 min. Classificação etária: 12 anos. Gênero: drama

Ar Condicionado. Acesso universal. Capacidade: 270 lugares

Vendas antecipadas: telefone (3662-7233 / 3662-7234) e site www.faap.br/teatro

Aceitas cartões (D, MC, V). Estacionamento grátis.

Michel Fernandes

Michel Fernandes, graduado em Jornalismo e pós graduado em Direção Teatral., escreveu de 2000 a 2012 críticas de teatro e reportagens para o iG. Em 2002 criou o Aplauso Brasil - www.aplausobrasil.com.br -, site voltado à noticias, resenhas e críticas teatrais, até hoje no ar. Integrante da APCA desde 2004, Michel Fernandes já esteve nas comissões do Prêmio Miriam Muniz, ProAC, Programa de Fomento ao Teatro de São Paulo, emtre outros Em 2012 criou o Prêmio Aplauso Brasil de Teatro. Em 2014 realiza Residência do Aplauso Brasil na SP Escola de Teatro. Em 2015 é crítico convidado da MITsp (Mostra Internacional de Teatro de São Paulo). Em 2016 é membro de comissão julgadora do Proac. Em 2017 faz parte do Conselho Consultivo do CCSP.

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