Marco Nanini dá vida a pai e filha em peça dirigida por Felipe Hirsch

Redação do Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

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"Pterodáctilos" foto de Carol Sachs

Chega hoje à São Paulo, no Teatro Faap, a temporada de Pterodátilos, de Nick Silver, dirigida por Felipe Hirsch, espetáculo que traz o ator Marco Nanini vivendo o papel da adolescente Ema e de seu pai Artur.

A família de Artur, um presidente de banco, e Grace, uma dona de casa alcoólatra, é chacoalhada pelo retorno do filho mais velho (Todd), o eminente casamento da caçula Ema com o namorado transformado em empregada (Tom), o desemprego do pai e a descoberta de ossos no subsolo da casa em que moram.

Comédia violenta e provocadora, a peça trata de uma família rica e disfuncional rumo à extinção, e, por extensão, à extinção da espécie. Alcoolismo, depravação sexual, violência, abandono e outros temas tabus ganham uma entonação coloquial através do humor dilacerante e dos diálogos curtos e diretos de Nicky Silver.

Segundo a cenógrafa e diretora de arte Daniela Thomas, Pterodátilos é “um espetáculo de doer o estômago, porque tanto provoca o riso frouxo quando a contração nervosa”.

Marco Nanini, como Ema, em "Pterodáctilos" foto de Carol Sachs

Pterodátilos, que fazia parte do espetáculo Os Solitários e reunia Hirsch, Thomas e Nanini, ganhou o prêmio APCA de melhor espetáculo de 2002. A rigor, mais que uma remontagem, o espetáculo almeja ser um trabalho completamente renovado. O texto foi revisado por Felipe, que incluiu extratos de outras obras do autor. O cenário, de Daniela Thomas, também diretora de arte, passa por uma desconstrução reveladora. E o elenco traz, além de Nanini, os talentos de Mariana Lima, Álamo Facó e Felipe Abib.

Pterodátilos sempre ficou na cabeça da gente, porque tem humor, diálogos incríveis e precisos, dramaticidade sem pieguice. Quando foi montada pela primeira vez, por conta das circunstâncias, ganhou uma impostação mais grandiosa. Queríamos repeti-la de uma forma mais próxima da plateia, sem aquela impostação que o Teatro Alfa pedia”, diz Marco Nanini.

Pterodátilos

Texto de Nicky Silver

Direção: Felipe Hirsch

Com Marco Nanini, Mariana Lima, Álamo Facó e Felipe Abib

Cenografia e direção de arte: Daniela Thomas

Figurinos: Antonio Guedes

Iluminação: Beto Bruel

Produção: Fernando Libonati

Realização: Pequena Central de Produções Artísticas

Serviço:

Estreia dia 18 de março

Temporada de 18 de março a 29 maio

Teatro Faap

(Rua Alagoas, 903)

Tel.: 11 3662-7233 e 3662-7234.

Sextas, às 21h30. Sábados, às 21h. Domingos, às 18h.

Ingressos: R$ 60 (sex) e R$ 80 (sáb/dom)

Duração: 80 minutos

Classificação etária: 16 anos

Bilheteria: de quarta a domingo, das 14h até o início do espetáculo.

Michel Fernandes

Michel Fernandes, graduado em Jornalismo e pós graduado em Direção Teatral., escreveu de 2000 a 2012 críticas de teatro e reportagens para o iG. Em 2002 criou o Aplauso Brasil - www.aplausobrasil.com.br -, site voltado à noticias, resenhas e críticas teatrais, até hoje no ar. Integrante da APCA desde 2004, Michel Fernandes já esteve nas comissões do Prêmio Miriam Muniz, ProAC, Programa de Fomento ao Teatro de São Paulo, emtre outros Em 2012 criou o Prêmio Aplauso Brasil de Teatro. Em 2014 realiza Residência do Aplauso Brasil na SP Escola de Teatro. Em 2015 é crítico convidado da MITsp (Mostra Internacional de Teatro de São Paulo). Em 2016 é membro de comissão julgadora do Proac. Em 2017 faz parte do Conselho Consultivo do CCSP.

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