Marco Pigossi estreia em clássico de Molière

Redação do Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

"As Eruditas" - Marco Pigossi e Gláucia Rodrigues - foto de Cláudia Ribeiro 2011

Para celebrar duas décadas de vida, a Cia. Limite 151, do Rio de Janeiro, resolveu encenar uma comédia clássica do francês Molière, As Eruditas. Com a participação do ator Marco Pigossi (que estará na telenovela, Fina Estampa, da TV Globo), entre outros atores que entram na trupe de Edmundo Lippi, Gláucia Rodrigues e Wagner Campos, estreia hoje no Teatro Brigadeiro.

Penúltimo texto do autor, As Eruditas conta a história de Henriqueta (Janaína Prado) e Armanda (Jacqueline Brandão), duas filhas de Filomena (Theresa Amayo) e Crisaldo (Élcio Romar), um fidalgo da alta sociedade parisiense. Filomena deslumbra-se com o mundo das letras e da filosofia a ponto de querer casar Henriqueta com Tremembó (Gustavo Ottoni), um oportunista que tenta conquistar, com seus versos, a mão e o dote de uma das moças.Henriqueta – ao contrário de sua irmã – não se sensibiliza com os galanteios, preferindo para noivo Cristóvão (Marco Pigossi), um jovem preterido por Armanda devido à sua simplicidade intelectual. Com esta trama, Molière esmiúça a hipocrisia, a crueldade e outras fraquezas humanas. “Os vícios apontados por Molière no século XVII continuam presentes e universais”, destaca José Henrique, completando que Gláucia Rodrigues interpreta a desvairada Belisa.

"As Eruditas" - Janaína Prado e Marco Pigossi - foto de Cláudia Ribeiro

A peça, cujo texto foi montado pela primeira vez em 1672, traz no elenco Theresa Amayo, Marco Pigossi, Gláucia Rodrigues, Jacqueline Brandão, Gustavo Ottoni, Janaína Prado, Tony Giusti, Marcelo Sant´Anna, Renata Sabino e Élcio Romarcomo ator convidado. Com tradução de Millôr Fernandes e direção de José HenriqueAs Eruditas estreou em 2007 no Teatro Villa-Lobos, no Rio de Janeiro e, desde então, circulou por várias cidades do País.

O diretor José Henrique conta que a montagem é a mesma já apresentada em São Paulo com Jaqueline Lawrence. Acrescenta, no entanto, a entrada de três atores absolutamente novos em papeis importantes: Élcio Romar, Teresa Amayo e Marco Pigossi. “Isso dá um tempero diferente, já que cada um acrescenta algo de sua personalidade à obra”, comenta o diretor. “Não há truques nem tecnologia na encenação. Apenas o respeito ao maior gênio da história da comédia”, completa.

Para Marco Pigossi, que trabalhou recentemente com a Cia. Limite 151 na montagem de O Santo e a Porca, de Ariano Suassuna (São Paulo em 2010), a parceria tem sido prazerosa.

“Cada momento foi e está sendo uma lição aprendida. Tenho muito orgulho da companhia que há duas décadas vem montando peças e mostrando ao público um teatro popular, acessível, inteligente, de primeiríssima qualidade. Isso é muito difícil no Brasil. Estou realmente muito feliz em fazer parte desse momento”, comemora.

Para a temporada em São Paulo o ator vai dividir o tempo entre o palco e a TV. Pigossi está no elenco da novela Fina Estampa, a nova trama da Globo, escrita por Aguinaldo Silva. No teatro, será Cristóvão, um jovem de família simples, trabalhador e honesto.

“É um personagem que não tem a comicidade como característica principal, mas, por se tratar de um Molière tem algumas tiradas engraçadas”.

Nessa comemoração de 20 anos, o grupo escolheu a peça por se tratar de um Molière, que representa bem a trajetória do grupo, conhecido por privilegiar os clássicos da dramaturgia. A companhia já ensaia Thérèse Raquin, clássico do naturalismo, de Emile Zola, com tradução de Clara Carvalho e direção de João Fonseca, previsto para estrear em setembro no Teatro Laura Alvin, no Rio de Janeiro.

As Eruditas – Re-estreia dia 5 de agosto, sexta-feira, às 21 horas, no Teatro Brigadeiro. Texto:Molière. Tradução: Millôr Fernandes. Direção: José Henrique. Elenco: Theresa Amayo, Élcio Romar, Gláucia Rodrigues, Jacqueline Brandão, Marco Pigossi, Gustavo Ottoni, Janaína Prado, Tony Giusti, Marcelo Sant´Anna e Renata Sabino. Cenários e Figurinos: Colmar Diniz.Iluminação: Rogério Wiltgen. Programação visual: João Carlos Guedes. Produção Executiva: Valéria Meirelles. Direção de Produção: Edmundo Lippi. Temporada: De 5 de agosto a 25 de setembro.  Sexta e sábado, às 21h e domingo às 19 horas. Ingressos: R$ 20,00.Duração: 80 minutos. Classificação Etária: 10 anos.

Teatro Brigadeiro. Av. Brigadeiro Luís Antonio, 884 – Bela Vista. Telefone – 3107.5774 / 3115.2637. Bilheteria de quarta a domingo a partir de 14 horas. Capacidade: 700 lugares.Projeto Selecionado pelo Programa BR de Cultura 2011/2012.

Michel Fernandes

Michel Fernandes, graduado em Jornalismo e pós graduado em Direção Teatral., escreveu de 2000 a 2012 críticas de teatro e reportagens para o iG. Em 2002 criou o Aplauso Brasil - www.aplausobrasil.com.br -, site voltado à noticias, resenhas e críticas teatrais, até hoje no ar. Integrante da APCA desde 2004, Michel Fernandes já esteve nas comissões do Prêmio Miriam Muniz, ProAC, Programa de Fomento ao Teatro de São Paulo, emtre outros Em 2012 criou o Prêmio Aplauso Brasil de Teatro. Em 2014 realiza Residência do Aplauso Brasil na SP Escola de Teatro. Em 2015 é crítico convidado da MITsp (Mostra Internacional de Teatro de São Paulo). Em 2016 é membro de comissão julgadora do Proac. Em 2017 faz parte do Conselho Consultivo do CCSP.

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