Memória, infância e velhice ganham reflexão na dança de Alex Soares

Redação do Aplauso Brasil (redacao@aplausobrasil.com.br)

"Oroboro" - crédito Cassiano Grandi
“Oroboro” – crédito Cassiano Grandi

SÃO PAULO – A partir desta quarta-feira (3), 20h, na Sala Paschoal Carlos Magno do Teatro Sérgio Cardoso, o coreógrafo Alex Soares apresenta o espetáculo de dança Oroboro, promovido pela Secretaria de Estado da Cultura, e tem como tema a memória e a relação entre a infância e a velhice. A coreografia integra o Mov_ola, projeto de criação multimídia em dança contemporânea.

Oroboro, palavra de origem grega, cujo símbolo é representado por uma serpente que morde a própria cauda, revela uma imagem cíclica, sem começo ou fim. O trabalho trata da infância e da velhice, esses dois lugares distantes e, ao mesmo tempo, próximos.

“As crianças e os idosos têm características parecidas e na nossa sociedade ‘adulta’ são tratadas como faixas à margem. Não tentei dramatizar, mas tratar esses estados como algo próximo um do outro”, revela Soares.

"Oroboro" - crédito Cassiano Grandi
“Oroboro” – crédito Cassiano Grandi

A trilha é do contrabaixista Célio Barros, que procura evocar, por meio da música, lembranças escondidas. Em alguns momentos, é tocada ao vivo pela violoncelista Patrícia Ribeiro.

“Alguns estudos científicos indicam que a música está associada às memórias mais vívidas de uma pessoa. Essa área do cérebro parece servir de centro que liga música conhecida, memórias e emoções”, afirma Soares.

Durante a apresentação os bailarinos também interagem com projeções.

Sobre o Projeto Mov_ola

Criado em 2008, o Projeto Mov_ola produz criações multimídia em dança contemporânea. Foi idealizado por Alex Soares, coreógrafo e videomaker, inspirado no conceito das antigas moviolas (máquinas que permitiram editar os filmes com a chegada do cinema sonoro, transformando as fotografias em movimento). Com o apoio de um núcleo de artistas, divididos entre artistas associados e colaboradores para produções específicas, funciona como uma incubadora de projetos.

Ficha técnica

Concepção, Direção e Coreografia: Alex Soares

Assistente de Direção e Preparadora de Elenco: Paula Zonzini

Elenco: Irupé Sarmiento, Paula Sousa, Natacha Takahashi, Ícaro Freire, Luiz Oliveira, André Liberto e Antonio Marques

Iluminação: Rossana Boccia

Figurino e Fotografia: Cassiano Grandi

Trilha Sonora: Célio Barros

Violoncelo: Patrícia Ribeiro

Produtora executiva: Bia Fonseca

Produtora: Tâmara David

Diretora de Arte: Thaís Guedes

Comunicação: Flávia Fontes Oliveira

Governo do Estado de São Paulo

Realização: APAA – Associação Paulista dos Amigos da Arte

Oroboro. Quartas e quintas, 21h. Até 25 de julho.  

Local: Sala Paschoal Carlos Magno – Teatro Sérgio Cardoso

Endereço: Rua Rui Barbosa, 153 – Bela Vista

Horário: às 20h

Número de Lugares: 144

Duração: 60 minutos

Classificação indicativa: 14 anos

Ingressos do espetáculo: R$10,00 (inteira), R$5,00 (meia-entrada)

Vendas na Bilheteria do Teatro e no ingresso rápido (www.ingressorapido.com.br) ou pelo 4003-1212

Bilheteria: De quarta a domingo, a partir das 15 h.

Telefone: 11 3288-0136

Acessibilidade para pessoas com necessidades especiais

Aceita todos os cartões (débito e crédito)

 

Michel Fernandes

Michel Fernandes, graduado em Jornalismo e pós graduado em Direção Teatral., escreveu de 2000 a 2012 críticas de teatro e reportagens para o iG. Em 2002 criou o Aplauso Brasil - www.aplausobrasil.com.br -, site voltado à noticias, resenhas e críticas teatrais, até hoje no ar. Integrante da APCA desde 2004, Michel Fernandes já esteve nas comissões do Prêmio Miriam Muniz, ProAC, Programa de Fomento ao Teatro de São Paulo, emtre outros Em 2012 criou o Prêmio Aplauso Brasil de Teatro. Em 2014 realiza Residência do Aplauso Brasil na SP Escola de Teatro. Em 2015 é crítico convidado da MITsp (Mostra Internacional de Teatro de São Paulo). Em 2016 é membro de comissão julgadora do Proac. Em 2017 faz parte do Conselho Consultivo do CCSP.

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