MENOR DE IDADE: PÓS SEMANA DA CRIANÇA

Pamela Duncan, para o Aplauso Brasil (redacao@aplausobrasil.com)

semana_da_crianca_220x124SÃO PAULO – A coluna Menor de Idade. aqui no Aplauso Brasil,  vem a convite do Michel Fernandes. Há tempos deste espaço voltado para a reflexão do teatro para crianças e jovens e resolvi aceitar. Por quê? Pela resistência do Aplauso Brasil, pelo amor à profissão, pela delicadeza em olhar a arte, por querer, apesar de tudo, colocar as artes cênicas na ordem do dia.

PAMELA DUNCAN
PAMELA DUNCAN

Estou em cartaz, por isto preferi que em minha coluna de teatro infantil, tenha um olhar de divulgar espetáculos que considero excepcionais, traçar comentários (não juízo crítico), enfim pensar com você leitor sobre o teatro infanto-juvenil.

A temporada de 2015 está sendo rica em produções patrocinadas por  grandes empresas, outras apoiadas pelo SESC e as feitas com muito trabalho e disposição das companhias, grupos e amantes das artes cênicas com recursos próprios.

Vamos começar pensando em como o tema “morte” foi abordado em vários espetáculos, de uma forma criativa delicada e profunda. Musicais e grandes produções também merecem o registro. Alguns acabaram, outros ainda estão brilhando nos palcos. A crise afeta as produções que só conseguem cumprir a temporada determinada pelas leis de incentivo, já quenão tem como continuar em cartaz. O teatro de bonecos segue forte mostrando que esta linguagem cada dia se renova. Clowns (ou simplesmente) palhaços dão vida a uma linguagem que pessoalmente gosto muito. Irreverente,  às vezes politicamente  incorreta, o que acho bem ousado .

A faixa etária das crianças que assistem espetáculos infantis está mais baixa, já que o teatro compete com o cinema, o celular, jogos etc., mas sempre o espetáculo ao vivo, quando é bem feito e a emoção nos abraça,faz com que as crianças e seus pais participem, vibrem, sentem que esse momento valeu a pena. Por isto a necessidade de uma pesquisa profunda e de um olhar para a sociedade que nos cerca. Quem se dedica ao teatro para crianças sabem que são elas que direcionam o olhar dos criadores. Não adianta pensar “quando eu era criança”. A velocidade  das mudanças nas grandes cidades esta ai para nos convidar a atualizar nossos conhecimentos .

O susto, a crise, o possível encurtamento do orçamento do Sistema S – que deixaria a fonte de trabalho ainda mais seca para os artistas. É momento de luta e pensamento para criar novos campos de trabalho e nos impor, como trabalhadores da arte, frente às instituições.

Parabéns São Paulo por esta semana intensa de apresentações em todos os cantos que permitiu e permite falar “O Sonho não acabou” e é fundamental acreditar que é “a partir” e não “apesar” que estamos ai, nos apresentando com toda a força e amor a profissão.

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