Miguel Falabella dirige o musical A Madrinha Embriagada

Nanda Rovere, do Aplauso Brasil (nanda@aplausobrasil.com.br)

"A Madrinha Embriagada"
“A Madrinha Embriagada”

SÃO PAULO- A Madrinha Embriagada  estreia sábado ( 17) às 16h00, no Teatro do Sesi. Os ingressos são gratuito e para o mês de agosto já estão esgotados. Direção de Miguel Falabella. Diretor cênico associado: Floriano Nogueira. Diretor musical e primeiro regente: Carlos Bauzys. Diretora de movimentos e coreógrafa: Kátia Barros. A cenografia é assinada por Renato Theobaldo e Beto Rolnik. Iluminador: Fábio Retti. Fause Haten é o responsável pelos figurinos. No elenco estão 25 atores, entre eles: Sara Sarres, Stella Miranda, Ivan Parente, Saulo Vasconcelos, Paula Capovilla, Frederico Reuter, Kiara Sasso, Cleto Baccic, Adriana Capparelli, Will Anderson e Luiz Paccini.

 O ator e produtor Cleto Baccic foi quem convidou Miguel Falabella para fazer o musical, parte de um projeto de formação de público do Sesi – Projeto Educacional SESI-SP em Teatro Musical.

O objetivo é resgatar a memória do teatro e da cultura brasileira, proporcionando aos jovens a oportunidade de redescobrir a nossa história.

A Madrinha Embriagada é uma adaptação de The Drowsy Chaperone, texto de Bob Martin e Don MC Kellar e músicas e letras de Lisa Lambert e Greg Morrison, que fez temporada na Broadway em 2006 e 2007.

A história começa nos dias atuais com um fã de musicais, o Homem da Poltrona, que ouve o LP do espetáculo A Madrinha Embriagada.

Os personagens ganham vida no palco, com os atores revivendo a trama. São personalidades estereotipadas ( como a diva, o canastrão e a loira burra) que garantem momentos de diversão.

As cenas são narradas pelo Homem da Poltrona, que ressalta as qualidades da obra, mas não deixa de criticar as falhas também.

 

As trajetórias dos personagens são recheadas de momentos engraçados e alguns conflitos:  a musa do teatro, Jane Valadão (Sara Sarres), vai deixar os palcos para se casar com o empresário  Roberto Marcos (Frederico Reuter).

Uma madrinha é contratada para cuidar da noiva antes do casamento (Stella Miranda), mas o dono do teatro, Sr. Iglesias (Saulo Vasconcelos), e outros personagens, fazem de tudo para que o casamento seja cancelado.

"A Madrinha Embriagada"
“A Madrinha Embriagada”

Para a estreia no Brasil, a produção conta com a presença de s autores Lisa Lambert e Don McKellar .

McKellar destaca que A Madrinha Embriagada fala sobre o amor, especialmente sobre o amor ao teatro. ¨É uma produção feita para quem ama musicais¨, diz.

Lisa e McKellar estão felizes pela oportunidade de conhecerem a equipe brasileira e assistirem a versão de Miguel Falabella.

Afirmam que estão satisfeitos com o resultado porque o diretor respeitou a essência da obra original.

Miguel Falabella já tinha visto A Madrinha Embriagada  na Broadway e adorado. Quando foi convidado para integrar o Projeto Educacional SESI-SP em Teatro Musical ficou bastante empolgado com o trabalho.

Segundo o diretor, A Madrinha Embriagada  é um espetáculo encantador e emocional na medida certa, que faz homenagem a uma falange específica do teatro, a revista musical.

Falabella também destaca que a peça é sofisticada e ao mesmo tempo extremamente popular.

Diz que está comovido por oferecer o musical à população e proporcionar a pessoas que nunca frequentaram o teatro, a oportunidade de assistir a uma produção de qualidade.

Para que o público brasileiro se identificasse com os personagens, Falabella sentiu a necessidade de adaptar o enredo para a nossa realidade.

Assim, o espectador verá no Teatro do Sesi uma adaptação que traz a ação para o Brasil, para uma mansão da Avenida Paulista, com histórias que fazem parte do acervo de todos nós e que homenageiam artistas como Henriqueta Brieba, Oscarito e Zé Trindade.

A contextualização da trama é na São Paulo da Semana de 22.¨É como se o público estivesse no teatro São Pedro, numa noite fria da barra Funda, diz Falabella.

Um dos trunfos da montagem é o elenco escolhido através de testes, que segundo o diretor, apresenta a nata dos profissionais de teatro musical de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Entre os destaques, Ivan Parente vive o Homem da Poltrona. O ator interpreta com sensibilidade um apaixonado por musicais, que ao ouvir a obra preferida de sua mãe, relembra momentos do seu passado e tenta superar a solidão.

Ivan é o único personagem que não canta no musical. ¨Ele não canta, mas vive as maluquices das personagens, que se confundem com a vida do homem da poltrona, diz o ato

O quadro São Paulo (Gazo),de por Tarsila do Amaral, cuja imagem é o Parque do Anhangabaú estilizado, inspirou o cenário.O colorido e adequado figurino é assinado pelo  renomado  Fause Haten..

Ingressos gratuitos com reserva pelo site do Sesi: www.sesisp.org.br/ingressomadrinha

As sessões de agosto já estão esgotadas tanto para escolas quanto para o público em geral.

Dia 20 a agosto as reservas podem ser feitas para o mês de setembro.

Ficha técnica:

Diretor: Miguel Falabella

Diretor cênico associado: Floriano Nogueira

Diretor musical e primeiro regente: Carlos Bauzys

Diretora de movimentos e coreógrafa: Kátia Barros

Cenógrafos: Renato Theobaldo e Beto Rolnik

Iluminador: Fábio Retti

Figurinista: Fause Haten

Sound Designer: Gabriel D’Angelo

Segundo regente: Laura Visconti

Assistente de coreografia: Anelita Gallo

Diretor técnico: Esequiel Tibúrcio

Diretor geral de produção: Cleto Baccic

 

Elenco:

Sara Sarres – Jane Valadão

Stella Miranda – Madrinha

Ivan Parente – Homem da Poltrona

Saulo Vasconcelos – Iglesias

Paula Capovilla – Madrinha (alternante)

Frederico Reuter – Roberto Marcos

Kiara Sasso – Eva

Cleto Baccic – Aldolpho

Fernando Rocha – Jorge

Ivanna Domenyco – Mme. Francisca Jaffet

Edgar Bustamante – Agildo

Adriana Capparelli – Dôra

Rafael Machado – Padeiro

Daniel Monteiro – Padeiro

Andrezza Massei – ensamble / cover de Madrinha

Jana Amorim – ensamble / cover de Jane Valadão e Mme. Jaffet

Luana Zenum – ensamble / cover de Jane Valadão e Dôra

Will Anderson – ensamble / cover de Homem da Poltrona

Luiz Paccini – ensamble / cover de Agildo e Iglesias

Elton Towersey – ensamble / cover de Roberto Marcos e Jorge

Jessé Scarpelinni – ensamble / cover de Aldolpho

Anelita Gallo – swing / dance captain e cover de Eva

Carol Costa – swing / cover de Eva

Max Oliveira – swing / cover de padeiro

Ditto Leite – swing / cover de padeiro

 

 

Músicos:

Amintas Brasileiro (Sax soprano, Sax alto, Flauta, Clarinete)

André Santos (Baixo Acústico)

Bruno Soares (Trompetista)

Claudia Montin (Sax Barítono, Clarone, Clarinete)

Joca Araujo (Sax tenor, Clarinete e Flautim)

Kiko Andrioli (Baterista)

Leandro Lui (Percursionista)

Lino Martins (Trompetista)

Marcelo Manfra (Sax Soprano, Sax alto, Flauta, Clarinete, Flautim) Mariane Claro (Tecladista)

Paulo Jordão (Trompetista)

Renato Farias (Trombonista)

 

Serviço:

A Madrinha Embriagada

TEATRO DO SESI (456 lugares)

Av. Paulista, 1313 – Cerqueira César

Informações: www.sesisp.org.br/cultura e 11 3146-7405/7406.

 

Entrada gratuita

 

Reserva antecipada de ingressos pelo site

www.sesisp.org.br/ingressomadrinhaa partir de 08 de agosto de 2013.

Ingressos remanescentes distribuídos na bilheteria, no dia do espetáculo,

a partir do horário de abertura da bilheteria.

Horário da bilheteria:

Quarta a sábado, das 13h às 21h; domingo, das 11h às 19h.

 

Sessões para o público:

Quartas a sextas-feiras às 21h | sábados às 16h e 21h | domingos às 19h.

 

Sessões para escolas: quintas e sextas-feiras às 15h.

 

Recomendação: 10 anos

Duração: 110 minutos

 

Temporada: 17 de agosto de 2013 a 29 de junho de 2014

 

 

Michel Fernandes

Michel Fernandes, graduado em Jornalismo e pós graduado em Direção Teatral., escreveu de 2000 a 2012 críticas de teatro e reportagens para o iG. Em 2002 criou o Aplauso Brasil - www.aplausobrasil.com.br -, site voltado à noticias, resenhas e críticas teatrais, até hoje no ar. Integrante da APCA desde 2004, Michel Fernandes já esteve nas comissões do Prêmio Miriam Muniz, ProAC, Programa de Fomento ao Teatro de São Paulo, emtre outros Em 2012 criou o Prêmio Aplauso Brasil de Teatro. Em 2014 realiza Residência do Aplauso Brasil na SP Escola de Teatro. Em 2015 é crítico convidado da MITsp (Mostra Internacional de Teatro de São Paulo). Em 2016 é membro de comissão julgadora do Proac. Em 2017 faz parte do Conselho Consultivo do CCSP.