Montagem baseada em história de Plínio Marcos é encenada em casa-teatro na Pompeia

Redacão do Aplauso Brasil (redacao@aplausobrasil.com)

"Por Acaso Navalha". Foto Ronaldo Dimer
“Por Acaso Navalha”. Foto Ronaldo Dimer

SÃO PAULO – Apenas 20 expectadores por sessão em um teatro-instalação. Por Acaso, Navalha tem uma proposta diferente: fazer uma peça baseada no texto Navalha na Carne, de Plínio Marcos, usando uma casa no bairro da Pompeia, na capital.  Para compor a cena, a casa (batizada como Espaço Mínimo) traz espelhos trabalhados em serigrafia com rostos vazios, além de bonecos em tamanho de pessoas reais por toda parte. O público, ainda, pode escolher onde deseja ficar para vivenciar a peça.

Por Acaso, Navalha é o primeiro trabalho da Cia Caxote no cenário paulistano e de Fernando Aveiro como diretor, que como ator participou por seis anos do CPT de Antunes Filho. Essa montagem também inaugura o Espaço Mínimo como um teatro

A montagem que conta comos atores Bárbara Salomé, Murilo  Inforsato e Humberto Caligari, além de Rosângela Ribeiro como diretora de arte e Camila Biondan como produtora geral, assistente de direção e idealizadora ao lado de Fernando Aveiro comtempla duas companhias: ExCompanhia de Teatro e Via Certa Teatral.

"Por Acaso Navalha". Foto Ronaldo Dimer
“Por Acaso Navalha”. Foto Ronaldo Dimer

Como só cabem 20 pessoas na plateia, é preciso reservar lugar pelo e-mail contatocaxote@gmail.com ou pelo telefone (11) 974190259.

Sinopse
A contundência do autor Plínio Marcos moveu esses artistas a se debruçarem sobre a história de Neusa Sueli, uma prostituta, que ao chegar em casa depois de uma noite de trabalho na rua, se depara com as grosserias de Vado, seu cafetão e amante. Ele exige uma explicação sobre a falta do dinheiro que é entregue diariamente por ela, já que neste dia, estranhamente, não estava em seu criado mudo. Com as duras acusações somadas à estupidez do cafetão, ela passa a desconfiar de Veludo – responsável pela limpeza da pensão – que entra em cena; e em meio às agressões que tentam trazer sob pressão a verdade, surge uma navalha afiada, a navalha Neusa Sueli.

Um novo espaço cultural na cidade: Espaço Mínimo
Lugar de pesquisa e criação artística idealizado por Camila Biondan, Gustavo Vaz e Humberto Caligari, o Espaço Mínimo é sede dos grupos ExCompanhia de Teatro, Via Certa Teatral e Caxote Coletivo.

“O Caxote surgiu de um encontro. Desde os anos de faculdade até aqui – mais de dez anos – vimos nossos ideais se consolidarem. E o Caxote se tornou a nossa caixa de questionamentos, que por meio do ato cênico, pretende criar possibilidades que possam elevar o pensamento do homem. Temos como objetivo produzir textos inerentes ao homem moderno”, conta Fernando Aveiro, um dos idealizadores do Caxote.

O espaço Mínimo conta com uma sala multiuso que comporta 25 pessoas que também está aberta a artistas que busquem um espaço intimista para apresentações, ensaios e exposições. “A ideia de abrir a sede das companhias para outras pessoas tem dois pilares importantes: o intercâmbio entre nossos grupos, linguagens e artistas, e a criação de uma pequena, mas importante, célula de cultura na Zona Oeste de São Paulo, com programação variada”, conta Vaz.

Por Acaso, Navalha, do Caxote Coletivo, faz a estreia do Espaço Mínimo. A programação do espaço e a disponibilidade de horários da sala multiuso podem ser vistas no site www.espacominimo.com.br.

Ficha técnica

Bárbara Salomé – Atriz (Neusa Sueli)

Murilo Inforsato – Ator (Vado)

Humberto Caligari – Ator (Veludo) e produtor executivo

Fernando Aveiro – Diretor e idealizador

Camila Biondan – Assistente de direção e produtora geral

Rosângela Ribeiro – Diretora de Arte

Pedro Farled – Artista Plástico

Serviço

Estreia: 03/05 às 21h

Temporada: sábado 21h, domingo 19h e segunda 21h – até 04/08

Local: ESPAÇO MÍNIMO – Rua Barão do Bananal, 854 – Vila Pompeia – São Paulo Lotação: 20 pessoas por sessão

Ingresso: 30 reais / Meia entrada: 15 reais

Duração: 55 minutos Recomendação: 16 anos

Reservas de ingressos pelo e-mail contatocaxote@gmail.com ou pelo telefone 11 974190259

 

Michel Fernandes

Michel Fernandes, graduado em Jornalismo e pós graduado em Direção Teatral., escreveu de 2000 a 2012 críticas de teatro e reportagens para o iG. Em 2002 criou o Aplauso Brasil - www.aplausobrasil.com.br -, site voltado à noticias, resenhas e críticas teatrais, até hoje no ar. Integrante da APCA desde 2004, Michel Fernandes já esteve nas comissões do Prêmio Miriam Muniz, ProAC, Programa de Fomento ao Teatro de São Paulo, emtre outros Em 2012 criou o Prêmio Aplauso Brasil de Teatro. Em 2014 realiza Residência do Aplauso Brasil na SP Escola de Teatro. Em 2015 é crítico convidado da MITsp (Mostra Internacional de Teatro de São Paulo). Em 2016 é membro de comissão julgadora do Proac. Em 2017 faz parte do Conselho Consultivo do CCSP.

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