SÃO PAULO – O embate entre duas mulheres, a esposa e a amante decorrente da disputa por um mesmo homem, mote original de A Mais Forte, peça curta do dramaturgo sueco August Strindberg (1849-1912), ganha pelas mãos da Companhia 3 de Nós uma intervenção cênica que traz à tona a reflexão sobre alguns papéis da mulher na sociedade, bem como a educação sexista que impõe regras que desde cedo reforçam a diferenciação entre os gêneros.

O espetáculo estreou ontem, dia 8, no Sérgio Cardoso e fará mais quatro apresentações: hoje, 9, até 12, na SP Escola de Teatro, sede  na Praça Roosevelt.

A releitura optou por esmiuçar o embate, a partir de reflexões como: o quanto nós, mulheres, ajudamos a perpetuar essas situações?; quantas vezes nós, mulheres, nos colocamos em situação de disputa, ao invés de unirmos forças contra essa dependência do outro?; e que conceitos e regras cotidianas nos condicionam a agir a partir dos desejos masculinos em detrimento aos nossos próprios anseios?

Sinopse

Que mulher é realmente forte frente à estrutura assimétrica de poderes e regras tão bem travestidas de única alternativa? Partindo dessa pergunta, duas atrizes apresentam sua leitura da obra homônima de August Strindberg. “A Mais Forte” apresenta duas mulheres em lados opostos, cuja discussão revela muito mais sobre o machismo ao qual elas também ajudam a perpetuar.

Ficha técnica

Dramaturgia e produção: 3 de Nós

Argumento, concepção e direção: Savina João

Assistência de direção e dramaturgismo:  Juliana Caldas

Performers: Jessica Madona e Savina João

Figurino: Raquel Pavanelli

Trilha sonora original e acordeonista: Camila Borges

Iluminação e operação de luz: Elton Pinheiro

Assessoria de imprensa: Adriana Monteiro (Ofício das letras)

Redação do Aplauso Brasil (redacao@aplausobrasil.com.br)