Não Vejo Moscou da Janela do Meu Quarto estreia na SP Escola de Teatro

Redação do Aplauso Brasil (redacao@aplausobrasil.com)

Fotos do espetáculo: Não Vejo Moscou da Janela do Meu Quarto. Direção: Silvana Garcia Dramaturgia: Silvana Garcia Elenco: Leonardo Devitto, Maria Tuca Fanchin, Sol Faganello Fotos feitas durante o Festival de Teatro de Curitiba. Fotos: Roberto Setton 05 04 2014
Fotos do espetáculo:
Não Vejo Moscou da Janela do Meu Quarto.
Direção: Silvana Garcia
Dramaturgia: Silvana Garcia
Elenco: Leonardo Devitto, Maria Tuca Fanchin, Sol Faganello
Fotos feitas durante o Festival de Teatro de Curitiba.
Fotos: Roberto Setton
05 04 2014

SÃO PAULO – Ao unir as histórias e criar seu novo texto Não Vejo Moscou da Janela do Meu Quarto, a autora e diretora Silvana Garcia dá um tratamento dramático à narrativa do escritor argentino Júlio Cortázar (1914-1984) e traz para um patamar narrativo o drama do russo Anton Tchekhov (1860-1904). O espetáculo – montado em processo coletivo com os atores Maria Tuca Fanchin, Sol Faganello e Leonardo Devitto – estreia sábado (21), às 21 horas, na SP Escola de Teatro.

Fotos do espetáculo: Não Vejo Moscou da Janela do Meu Quarto. Direção: Silvana Garcia Dramaturgia: Silvana Garcia Elenco: Leonardo Devitto, Maria Tuca Fanchin, Sol Faganello Fotos feitas durante o Festival de Teatro de Curitiba. Fotos: Roberto Setton 05 04 2014
Fotos do espetáculo:
Não Vejo Moscou da Janela do Meu Quarto.
Direção: Silvana Garcia
Dramaturgia: Silvana Garcia
Elenco: Leonardo Devitto, Maria Tuca Fanchin, Sol Faganello
Fotos feitas durante o Festival de Teatro de Curitiba.
Fotos: Roberto Setton
05 04 2014

A peça flerta com o realismo fantástico – presente nos contos de Cortázar – e se passa no final dos anos 1950, em algum lugar onde desembarcaram emigrantes russos. O desejo de três irmãos (confinados em uma casa – Irina, Macha e Andrei) de ir a Moscou é freado por algo que os imobiliza.

“Há nessas personagens um conformismo que as faz se adaptarem a todos os infortúnios. Ainda assim, alimentam a esperança e acreditam que haverá algo que valha a pena. Em Cortázar, os dois irmãos abandonam a casa e não podemos imaginar o que seria deles, porque só existem enquanto estão ali dentro. Pensei muito nisso e conclui que também para eles não há saída”, diz a diretora. “O processo de isolamento acompanha a deterioração de suas relações – provocando um deslocamento da ação para um registro de irrealidade, humor e suspensão poética”.

Fotos do espetáculo: Não Vejo Moscou da Janela do Meu Quarto. Direção: Silvana Garcia Dramaturgia: Silvana Garcia Elenco: Leonardo Devitto, Maria Tuca Fanchin, Sol Faganello Fotos feitas durante o Festival de Teatro de Curitiba. Fotos: Roberto Setton 05 04 2014
Fotos do espetáculo:
Não Vejo Moscou da Janela do Meu Quarto.
Direção: Silvana Garcia
Dramaturgia: Silvana Garcia
Elenco: Leonardo Devitto, Maria Tuca Fanchin, Sol Faganello
Fotos feitas durante o Festival de Teatro de Curitiba.
Fotos: Roberto Setton
05 04 2014

Não Vejo Moscou da Janela do Meu Quarto, assim como As Três Irmãs, está dividida em movimentos que coincidem com as estações do ano. A peça começa no Verão e termina no Inverno. Há um momento no qual as personagens “realizam” um pouco dessas fantasias, fabricando neve de mentirinha, brincando com postais de lugares onde nunca foram, fabulando sobre um futuro que muito provavelmente não testemunharão. Mesmo sem nunca terem ido a Moscou, há muitas referências diretas a essa “nostalgia”. Moscou é apenas uma ideia, um desejo de felicidade, um lugar sonhado onde tudo poderia ser diferente.

O contato de Silvana com os dois textos, base para o projeto, não é recente. Em 2006, ela fez uma adaptação do conto Casa Tomada para o André Carreira, diretor e professor de teatro em Florianópolis.

“Percebi naquele momento que gostaria de dirigir o conto, que eu tinha imagens muito fortes dele na cena. Por outro lado, sempre gostei da delicadeza e da complexidade das relações das personagens de Tchekhov, em especial em As três Irmãs. Não foi preciso muito para perceber que havia uma conexão interessante entre os dois textos. E a mistura dos dois já nasceu no meu imaginário como encenação, como ocupação da cena, com uma estrutura já esboçada”, diz a diretora. “Os textos têm um mesmo movimento; em ambos, as personagens estão constrangidas a um deslocamento que as obriga a abandonar o pouco que ainda têm. São forças, internas e externas, que as movem em direção a um lugar onde estarão condenadas a um cotidiano de confinamento. É também um lugar de alienação, de alheamento em relação ao mundo”.

FICHA TÉCNICA

Dramaturgia e direção: Silvana Garcia Assistência de Direção: Bruno Gavranic. Elenco:Maria Tuca Fanchin, Sol Faganello e Leonardo Devitto.Direção de arte e figurinos: Maria Tuca Fanchin. Cenografia: Ciro Schu. Iluminação: Beto Bruel. Pesquisa de trilha sonora: Maria Tuca Fanchin. Preparação corporal: Diogo Granato. Consultoria vocal:Mônica Montenegro. Preparação de canto: Andrea Kaiser. Filmagem em Moscou: Nikolay Erofeev. Edição de vídeo: Sol Faganello. Operação de luz: Danielle Meireles.Cenotécnica: Jimmy Wong, Yuri Cumme e Diego Gonçalves. Produção: Núcleo Corpo Rastreado. Assistência de produção: Jackie Dolstoy e Marina Gomes. Fotografia:Roberto Setton Designer gráfico: Marina Kanzian e Luca Bacchiocchi. Assessoria de imprensa: Arte Plural.

SERVIÇO

Não Vejo Moscou Pela Janela do meu Quarto. Estreia: 21 de junho de 2014, na SP Escola de Teatro. Rua Praça Roosevelt, 210 – 01303-020 – São Paulo -SP. Telefone: (11) 3775-8600. Capacidade: 40 lugares. Classificação: 14 anos. Temporada: De 21 de junho até 27 de julho. Sábados, às 21h. Domingos, às 20h. Não haverá sessão nos dias 28 de junho e 12 e 13 de julho. De 5 de agosto a 27 de agosto. Terça e quarta às 21h. Ingressos:R$ 20,00 (inteira), R$ 10,00 (meia-entrada). Duração: 70 minutos.

 

Michel Fernandes

Michel Fernandes, graduado em Jornalismo e pós graduado em Direção Teatral., escreveu de 2000 a 2012 críticas de teatro e reportagens para o iG. Em 2002 criou o Aplauso Brasil - www.aplausobrasil.com.br -, site voltado à noticias, resenhas e críticas teatrais, até hoje no ar. Integrante da APCA desde 2004, Michel Fernandes já esteve nas comissões do Prêmio Miriam Muniz, ProAC, Programa de Fomento ao Teatro de São Paulo, emtre outros Em 2012 criou o Prêmio Aplauso Brasil de Teatro. Em 2014 realiza Residência do Aplauso Brasil na SP Escola de Teatro. Em 2015 é crítico convidado da MITsp (Mostra Internacional de Teatro de São Paulo). Em 2016 é membro de comissão julgadora do Proac. Em 2017 faz parte do Conselho Consultivo do CCSP.

No Comments Yet

Leave a Reply

Seu email não será publicado