Norival Rizzo interpreta August Strindberg em montagem teatral

Redação do Aplauso Brasil (redacao@aplausobrasil.com)

"A Noite das Tríbades"  mostra um August Strindberg mais humano e menos gênio
“A Noite das Tríbades” mostra um August Strindberg mais humano e menos gênio. Foto: Divulgação

SÃO PAULO – O espetáculo A Noite das Tríbades foi escrita pelo suceso Per Olov Enquist, em 1975. Tido como um sucesso do teatro contemporâneo, a peça mostra o dramaturgo e escritor Strindberg de forma única: solitário, presunçoso, amedrontado, amoroso, contraditório e profundamente humano. Com direção de Malú Bazán, o espetáculo fica em temporada até 15 de dezembro, no Teatro Eva Herz. Além de Norival Rizzo, o elenco conta com os atores Clara Carvalho, Nicole Cordery e Daniel Volpi no elenco.

A Noite das Tríbades se passa em uma tarde de março de 1889, quando quatro pessoas se reúnem no Teatro Dagmar, um decadente espaçode Copenhague para ensaiar a peça A Mais Forte escrita por August Strindberg para sua primeira esposa, Siri Von Essen. Essas quatro pessoas são: o  próprio Strindberg, Siri Von Essen, Marie Caroline David (amiga e suposta amante de Siri) e o ator dinamarquês Viggo Schiwe. Juntos e uma tensão constante, eles irão revelar relações, angústias e sonhos.

Siri e Strindberg estão se divorciando. Ele está na miséria, sem editor, marginalizado em seu país de origem (Suécia). Ele faz desesperados esforços para ver suas peças encenadas e logo tenta, com seus próprios meios, montar um Teatro Experimental Escandinavo em Copenhage.

Colocando sobre o cenário esses quatro personagens feridos, o dramaturgo Per Olov Enquist funde sua visão com a do seu protagonista real: a convivência humana está condenada ao fracasso.

A peça A Noite das Tríbades foi criada para a Mostra Strindberg realizada pelo SESC-SP em setembro de 2012. Depois participou do Repertório de Verão do Grupo TAPA, no primeiro semestre de 2013, no Viga Espaço Cênico.

Sobre o autor
Per Olov Enquist (Hjoggböle, Suécia, 1934). Novelista, dramaturgo e crítico literário sueco. Licenciado em Filosofia e Letras na Universidade de Uppsala, é considerado um dos escritores suecos contemporâneos mais importantes. Escritor analítico, intelectual e experimental, descreve contextos muito complexos de uma maneira essencial e pura. Agraciado com o Prêmio do Conselho Nórdico de Literatura em 1968, e indicado várias vezes ao prêmio Nobel.

 

Ficha Técnica:

 Texto: Per Olov Enquist

Tradução: Carlos Rabelo

Colaboração: Clara Carvalho

Direção: Malú Bazán

Elenco: Clara Carvalho, Norival Rizzo, Nicole Cordery e Daniel Volpi

Figurinos: Rosane Muniz

Iluminação: Isadora Giuntini

Cenário: Flávio Tolezani

Artista Plástico convidado: Diego Dolph Johnson e Pedro Caldas

Cabelos e Maquiagem: Diego Durso

Coordenação de projeto: Eduardo Tolentino de Araujo

Produção Executiva: André Canto

Produção: Canto Produções em co-produção com o Grupo TAPA

 

TEATRO EVA HERZ

Livraria Cultura – Conjunto Nacional

Avenida Paulista, 2.073 – Bela Vista

Bilheteria: 3170-4059 / www.teatroevaherz.com.br

Formas de Pagamento: Dinheiro / Cartões de débito – Visa Electron e Redeshop / Cartões de crédito – Amex, Visa, Mastercard, Dinners e Hipecard. Não aceita cheque.

Vendas: www.ingresso.com e 4003-2330

Sábados às 18h | Domingos às 19h

 Ingressos: R$ 50

Classificação: 14 anos

Duração: 90 minutos

Gênero: comédia dramática

 

Estreia dia 09 de novembro

Curta Temporada: até 15 de dezembro

Michel Fernandes

Michel Fernandes, graduado em Jornalismo e pós graduado em Direção Teatral., escreveu de 2000 a 2012 críticas de teatro e reportagens para o iG. Em 2002 criou o Aplauso Brasil - www.aplausobrasil.com.br -, site voltado à noticias, resenhas e críticas teatrais, até hoje no ar. Integrante da APCA desde 2004, Michel Fernandes já esteve nas comissões do Prêmio Miriam Muniz, ProAC, Programa de Fomento ao Teatro de São Paulo, emtre outros Em 2012 criou o Prêmio Aplauso Brasil de Teatro. Em 2014 realiza Residência do Aplauso Brasil na SP Escola de Teatro. Em 2015 é crítico convidado da MITsp (Mostra Internacional de Teatro de São Paulo). Em 2016 é membro de comissão julgadora do Proac. Em 2017 faz parte do Conselho Consultivo do CCSP.

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