O Belo Indiferente agora no Espaço dos Satyros Um

Nanda Rovere, especial para o Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

Djin Sganzerla em "O Belo Indiferente" - foto André Guerreiro Lopes

SÃO PAULO – O Belo Indiferente, do francês Jean Cocteau, sucesso de público e crítica, traz aos palcos a atriz Djin Sganzerla para contar a história da paixão entre uma cantora e seu amante, sob direção de André Guerreiro Lopes em parceria com Helena Ignez, mãe de Djin. A re-estreia será dia 2 de junho, sábado, às 21 horas, no Espaço dos Satyros Um.

O Belo Indiferente é um monólogo com dois personagens: Ela e Ele.  Apresenta a história de uma cantora que está à espera de seu amante, Emílio (Dirceu de Carvalho), num quarto de hotel. Como ele está demorando a chegar, ela fica aflita e tenta encontra-lo telefonando a amigos.

Quando finalmente Emílio chega, deita-se na cama, lê o jornal e está aparentemente alheio à mulher que está à sua frente e tenta, de todas as maneiras, chamar a sua atenção e não se abala mesmo quando o seu amor recebe um telefonema de outra mulher, provavelmente sua amante.

Um amor obsessivo de uma mulher que suporta a traição e indiferença, com um comportamento que mistura fragilidade e violência.

Helena Ignez destaca que a história não acontece num tempo definido: “Mantivemos uma atmosfera de passado, para que se crie o distanciamento necessário para o público vivenciar o espetáculo como uma tragicomédia humana atemporal, espelho da vida de todos nós. Trazemos a história e os personagens para o universo dos anos 1980, das boates do Baixo Augusta. Algo com muito neon”, afirma.

Djin Sganzerla em "O Belo Indiferente" - foto André Guerreiro Lopes

Cenário e figurinos, de Simone Mina, buscam ressaltar o estado psíquico da personagem.  O cenário combina os universos exteriores e interiores da personagem, como o quarto de hotel, o desequilíbrio, a solidão, a realidade e a embriaguez.  Uma janela e o telefone merecem destaque na cenografia, visto que são os elos de contato da cantora com o mundo exterior. O figurino feminino tem como fonte de inspiração as vestimentas das cantoras de cabaré e divas da música. O homem, por sua vez, veste uma roupa inspirada no universo de criação de Jean Cocteau, autor da peça, e desenhos de Picasso sobre o amigo francês.

Ficha técnica:

Autor – Jean Cocteau.

Direção – André Guerreiro Lopes e Helena Ignez.

Elenco – Djin Sganzerla e Dirceu de Carvalho.

Cenografia e Figurinos – Simone Mina.

Iluminação – Marcelo Lazzaratto.

Concepção Sonora – Gregory Slivar.

Criação da Vídeo-Instalação – André Guerreiro Lopes.

Serviço:

O Belo Indiferente

Re-estreia dia 2 de junho, sábado, às 21 horas, no Espaço dos Satyros Um. Duração – 60 minutos. Espetáculo recomendável para maiores de 12 anos. Temporada –Sábado, às 21 horas. Ingressos – R$ 30,00 e R$ 15,00 (meia-entrada). Até 14 de julho.

ESPAÇO DOS SATYROS UM – Praça Roosevelt, 214 – Consolação. Fone: (11) 3258-6345. Bilheteria – Abre uma hora antes do espetáculo. Capacidade – 60 lugares.

Michel Fernandes

Michel Fernandes, graduado em Jornalismo e pós graduado em Direção Teatral., escreveu de 2000 a 2012 críticas de teatro e reportagens para o iG. Em 2002 criou o Aplauso Brasil - www.aplausobrasil.com.br -, site voltado à noticias, resenhas e críticas teatrais, até hoje no ar. Integrante da APCA desde 2004, Michel Fernandes já esteve nas comissões do Prêmio Miriam Muniz, ProAC, Programa de Fomento ao Teatro de São Paulo, emtre outros Em 2012 criou o Prêmio Aplauso Brasil de Teatro. Em 2014 realiza Residência do Aplauso Brasil na SP Escola de Teatro. Em 2015 é crítico convidado da MITsp (Mostra Internacional de Teatro de São Paulo). Em 2016 é membro de comissão julgadora do Proac. Em 2017 faz parte do Conselho Consultivo do CCSP.

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