O fascinante universo de Leonardo da Vinci

SÃO PAULO – Quem nunca ouviu falar na Mona Lisa? O quadro de mais de 500 anos, com o sorriso mais enigmático das artes plásticas, é vastamente conhecido e estudado; A Última Ceia e O Homem Vitruviano são obras de arte incontestáveis do universo renascentista, entretanto quem visitar, a partir de sábado (2), a exposição Leonardo da Vinci – 500 anos de um Gênio se surpreenderá com o fascinante e vasto universo do artista.

O mural pintado à frente do MIS (Museu da Imagem e do Som) Experience, que inaugura com a exposição, deixa clara a pluralidade que o artista se dedicou: pintor, escultor, cientista, matemático, engenheiro, inventor, botânico etc. E boa parte de sua obra pode ser conferida: com um toque de fascínio, redescoberta ao saber que aquilo que você convive hoje foi pensado, estudado e experimentado – mesmo que com recursos rudimentares – há mais de 500 anos por Leonardo da Vinci.

Dividida em módulos, assim que você adentra a exposição você se depara com dezenas de pinturas da Mona Lisa (La Gioconda), a obra mais célebre e também a mais controversa de da Vinci, de diversos tamanhos, com partes destacadas e detalhadas (com suas opções geométricas, efeitos da técnica do sfumato – técnica utilizada para gerar suaves gradações de tonalidades, ou seja, “evaporar como fumaça” –,entre outros).

Da Vinci iniciou o trabalho dessa obra em 1503 e, muito além das especulações em torno da pintura, Mona Lisa apresentava inúmeras inovações técnicas, dentre as quais a técnica utiliza ao conceber o sorriso de sua Gioconda que se modifica de acordo com o ângulo de quem a observa.

Ao adentrarmos na sala em que estão suas invenções de Engenharia de Guerra e Marinha outra surpresa: canhão, metralhadora, balas cilíndricas feito pequenos mísseis, catapultas, boia, submarino, escafandro, entre tantas outras invenções são desse gênio iluminado, Leonardo da Vinci. Mesmo que, graças aos avanços tecnologicos e descoberta de materiais mais adequados para a concepção de tais inventos, surpreende que, em pleno final do século 15 e início do 16, da Vinci tenha deixado a marca fundamental em áreas tão distintas.

Dentre os inúmeros destaques da exposição, a sala de experiência imersiva – em que telas imensas e de altíssima precisão são projetadas – em que quadros acompanhados por melodias renascentistas ocupam a cena, detalhando obras como O Homem Vitruviano que aparece em diferentes tamanhos, ângulos e detalhes. Ainda nessa experiência imersiva, com projeções inclusive no chão, outra de suas obras-primas, o afresco de 1495-96 A Última Ceia (L’Ultima Cena) é projetada de diversas maneiras e acompanhada de textos explicativos sobre as técnicas inovadoras que utiliza.

Seus estudos sobre anatomia, cuidadosamente anotados em estudos pictográficos registrados em seus códices (espécie de diários encadernados feito livros), experimentos cinéticos – como a tela de projeção e a câmara de espelhos –, experimentos como o guindaste, o tanque guerra, o helicóptero, estudos sobre asas, o paraquedas (não é à toa que é conhecido como o “Pai da Aviação”), a bicicleta, as carroças, os carros movidos com um sistema de roldana, a projeção arquitetônica de uma “cidade ideal”, quadros, figurinos, instrumentos musicais e seu sistema de escrita invertida. Essa infinidade de temas aos quai da Vinci se dedicou fazem parte de Leonardo da Vinci – 500 Anos de um Gênio.

 

ACESSIBILIDADE

Um dos temas mais caros ultimamente é a questão da acessibilidade em toda multiplicidade que envolve o termo: a possibilidade do acesso em si, segundo informado em coletiva realizada quarta-feira (30), todas as terças-feiras o acesso à exposição é gratuito, além de transporte gratuito do terminal de ônibus da Barra Funda (com saídas a cada 15 minutos, de terça a domingo, a partir das 9 horas, plataformas 6 e 7). Já às pessoas com deficiência disse o governador João Dória:

“Acessibilidade para todos os tipos de deficiência, monitores em Libra e pessoas habilitadas para audiodescrição”.

CLIQUE AQUI PARA OUVIR A COLETIVA COMPLETA

 


Serviço

Endereço: Rua Vladmir Herzog, 75

Horário: De terça-feira a domingo, das 10h às 20h.

 

Valor: R$ 30 (de quarta-feira a sexta-feira) e R$ 40 (sábados, domingos e feriados). Meia entrada para estudantes e acima de 60 anos. Cliente Bradesco tem 50% de desconto no ingresso valor tabela. Válido para cartões de crédito (todas as bandeiras) e débito Bradesco e cartões Next.

 

Entrada gratuita às terças-feiras.

Transporte gratuito do terminal de ônibus da Barra Funda com saídas a cada 15 minutos, de terça a domingo, a partir das 9 horas, plataformas 6 e 7

 

Ingressos: https://site.bileto.sympla.com.br/misexperience/

 

 

 

 

Michel Fernandes

Michel Fernandes, graduado em Jornalismo e pós graduado em Direção Teatral., escreveu de 2000 a 2012 críticas de teatro e reportagens para o iG. Em 2002 criou o Aplauso Brasil - www.aplausobrasil.com.br -, site voltado à noticias, resenhas e críticas teatrais, até hoje no ar. Integrante da APCA desde 2004, Michel Fernandes já esteve nas comissões do Prêmio Miriam Muniz, ProAC, Programa de Fomento ao Teatro de São Paulo, emtre outros Em 2012 criou o Prêmio Aplauso Brasil de Teatro. Em 2014 realiza Residência do Aplauso Brasil na SP Escola de Teatro. Em 2015 é crítico convidado da MITsp (Mostra Internacional de Teatro de São Paulo). Em 2016 é membro de comissão julgadora do Proac. Em 2017 faz parte do Conselho Consultivo do CCSP.

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