Papel decisivo da Imperatriz Leopoldina vira peça no CCBB

SÃO PAULO –  Esposa, mãe e também estadista: estes foram os papéis vividos pela imperatriz Leopoldina, casada com Dom Pedro I, numa época em que o lugar feminino era restrito a funções privadas. Mas sua importância decisiva no processo de independência do Brasil é desconhecida pela maioria dos brasileiros. Com estreia marcada para o dia 26 de maio, no Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo, a peça Leopoldina, Independência e Morte recria três momentos da vida da arquiduquesa austríaca que virou imperatriz do Brasil no século XIX, entre 1817 e 1826: recém-chegada da Áustria, ela relata a uma interlocutora estrangeira suas primeiras impressões sobre o Brasil; Leopoldina, agora imperatriz, e José Bonifácio, seu principal aliado, analisam o complexo processo de independência após um acerto de contas; e, por fim, o delírio que consumiu seus últimos dias.

Quem dá vida à monarca é a atriz Sara Antunes, que divide o palco com Joca Andreazza no papel de Bonifácio. O texto e a direção são de Marcos Damigo, que há vinte anos sonha com a montagem da peça. Suas inspirações para jogar luz sobre a primeira mulher a se tornar chefe de Estado do Brasil surgiram de um mergulho profundo na história de Leopoldina publicada em biografias, artigos e cartas – trechos das correspondências estão no texto no espetáculo. Falas de Bonifácio também foram extraídas de diários e pronunciamentos do primeiro brasileiro a ocupar o cargo de Ministro de Estado.

A temporada vai até o dia 21 de junho, com seis sessões semanais: segunda, quarta, quinta, sexta e sábado às 20h, e domingo às 18h, além de duas sessões extras nos dias 9 e 16 de junho, às 17h. Haverá também um bate-papo com a equipe da montagem e outro com Paulo Rezzutti, consultor do projeto e autor da biografia D. Leopoldina: A História Não Contada (Leya).

Sobre a imperatriz Leopoldina

Descendente da família Habsburgo, a mais poderosa do início do século XIX, Carolina Josefa Leopoldina Francisca Fernanda de Habsburgo-Lorena nasceu em Viena, capital da Áustria, em 22 de janeiro de 1797. Era filha do imperador Francisco I da Áustria e de Maria Teresa da Sicília. Foi a primeira imperatriz brasileira e ficou conhecida popularmente como D. Maria Leopoldina. Deixou sua terra natal rumo ao Brasil para casar-se com Dom Pedro I, em um matrimônio arranjado típico daquela época.

FICHA TÉCNICA

Texto e Direção: Marcos Damigo. Elenco: Sara Antunes e Joca Andreazza. Consultoria histórica: Paulo Rezzutti. Cenografia:Renato Bolelli Rebouças. Figurinos: Cássio Brasil. Desenho de Luz: Roberto Setton. Trilha Sonora Eletrônica e Desenho de Som: Nivaldo Godoy. Trilha Sonora Instrumental (cello, flauta e sax): Ana Eliza Colomar. Gravação de trilha: Origem Estúdio, Gravação e Eventos. Técnico de gravação: Manoel Cruz. Preparação de elenco: Tarina Quelho e Lucas Brandão. Assistente de direção: Laura Salerno. Assistente de cenografia: Amanda Vieira. Fotografia, Vídeo e Projeto Gráfico: Victor Iemini.Comunicação: Agência Fervo – Priscila Cotta e Júlia Ramos. Assessoria Jurídica: Renata Araújo. Assistente administrativo:Sérgio Antônio Moura. Contabilidade: Andrade & Associados. Design de Produção: Fernanda Moura e Renata Araújo.Idealização: Marcos Damigo. Produção e Administração: Fernanda Moura – Palimpsesto Produções Artísticas.

SERVIÇO

Leopoldina, Independência e Morte

Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo

Rua Álvares Penteado, 112 – Centro

Acesso ao calçadão pelas estações Sé e São Bento do Metrô

Acesso e facilidades para pessoas com deficiência | Ar-condicionado | Cafeteria e Restaurante | Loja

Estacionamento conveniado: Estapar – Rua Santo Amaro, 272.

Traslado gratuito até o CCBB. No trajeto de volta, a van tem parada na estação República do Metrô.

Valor: R$ 15 pelo período de 5 horas.

É necessário validar o ticket na bilheteria do CCBB.

Temporada: de 26 de maio a 21 de junho
Horários: segunda, quarta, quinta, sexta e sábado às 20h; domingo às 18h

* No dia 28 de maio, após a sessão, haverá um bate-papo com a equipe da montagem. Neste dia, a entrada é franca mediante retirada de senha uma hora antes do início do espetáculo.

** No dia 2 de junho, às 16h, ocorrerá um bate-papo com Maria Rita Kehl e Paulo Rezzutti. A entrada é franca mediante retirada de senha a partir de 1h antes do início.

*** Não haverá sessão no dia 17 de junho devido ao jogo da Copa do Mundo da Rússia.

Sessões extras: dias 1, 9 e 16 de junho, às 17h
Duração: 80 minutos. Gênero: drama histórico. Classificação: 12 anos. Lotação: 140 lugares.
Ingressos: R$ 20 (inteira) / R$ 10 (meia)
Telefone: (11) 3113-3651 / 3652
Bilheteria: de quarta a segunda, das 9h às 21h
Vendas online: www.eventim.com.br

Kyra Piscitelli

Kyra Piscitelli é jornalista formada pela Universidade Metodista de São Paulo e fez pós-graduação em Globalização e Cultura pela Faculdade de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP). Escreve sobre teatro e arte desde de 2009. Integra os Juris da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) e do Prêmio Aplauso Brasil. Ávida por conhecimento, se não está em viagem ou estudo, só há um lugar para achá-la: o teatro!