Peça inédita de Walcyr Carrasco estreia em 8 de outubro no Teatro Décio de Almeida Prado

SÃO PAULO – Terceira e última parte da Trilogia do Amor de Walcyr Carrasco (Seios e Desamor), a inédita Jonas e a Baleia traz à cena um casal de amantes: o amargurado estudante pré-vestibulando Jonas (Pedro Nasser), um menino maltratado pela vida por causa da sua homossexualidade e o pai de sua ex-namorada Carol, Amadeu (Dionisio Neto), um executivo da área das finanças bem sucedido que rejeita sua própria orientação bissexual.

Em tom realista, a direção calcada na construção das personagens, a peça faz referências à iconografia LGBTQI+ em um diálogo contemporâneo através de releituras de Tom of Finland, Bruce Weber, Pierres et Gilles, em busca de uma gestualidade que dialoga com as fontes. O mesmo para a trilha sonora, que traz hinos como I am what I am, de Gloria Gaynor, Being Boring, dos Pet Shop Boys, Menino Bonito, de Rita Lee, Flutua de Johnny Hooker e Linilker, entre outros, intensificando a atmosfera do imaginário do espetáculo.

A iluminação é inspirada em quadros de Caravaggio, realçando luz e sombra nos corpos dos atores.

A cenografia minimalista utiliza-se apenas de um tapete, uma cadeira e um lençol, nas cores vermelho, preto e branco.

Os atores fizeram aulas de luta greco-romana para as coreografias de luta e transa.

A direção de Lucia Segall (mestra do Lee Strasberg Institute de Nova Iorque e do CPT de Antunes Filho, que também dirigiu o sucesso Desamor do mesmo autor há oito anos em cartaz) é realista, centrada na direção de atores e construção das personagens.

O espetáculo aborda diversos temas contemporâneos como: aceitação da sexualidade, homoafetividade, homoerotismo, bissexualidade, vingança, homofobia, machismo, em uma mistura com a fábula bíblica de Jonas e a baleia.

Em cenas carregadas de delicadeza, erotismo e emoção, o autor coloca em cena um tabu social com extrema originalidade e questiona até que ponto ser quem se é torna-se um karma ou um dharma. Jonas, que foi oprimido durante toda sua vida por simplesmente ser quem ele é, obrigado por seu pai a ser quem ele não é, e vive no ventre da baleia. Durante o espetáculo, ele tenta se libertar.

 

Ficha Técnica:

JONAS E A BALEIA

De Walcyr Carrasco

Direção Lucia Segall

Com: Dionisio Neto e Pedro Nasser

Cenografia, design gráfico e direção de arte: David Schumaker

Desenho e operação de luz: Roberto Herrera Bueno

Assistência de direção: Bronie Lozneanu

Trilha sonora e figurinos: Dionisio Neto

Operação de som: Lídia Martiniano

Fotos de divulgação: Marcio Del Nero

Fotos de cena: Israel Zucker

Assessoria de imprensa: Adriana Monteiro (Ofício das Letras)

Assistente de produção: Noemi Suzuki

Produção: Dionisio Neto para Companhia Satélite

 

Duração: 40 minutos

Classificação indicativa: 18 anos

 

 

TRILOGIA DO AMOR

 

Seios (primeira parte) – Em um fim de tarde, no pátio de uma escola infantil, uma jovem mãe recém separada espera seu filho no final do ensaio do coral, quando recebe a visita inesperada de seu ex-marido, que está se transformando em uma mulher e acaba de colocar seios. Constrangida com a figura patética, ela pede para que ele se retire. Além de uma calorosa declaração de amor, ele discute com ela sobre o que é socialmente normal no início do século e conta como iniciou seu processo de transformação.

 

Site do espetáculo – https://dionisionetoator.wixsite.com/seios

 

Desamor (segunda parte) – Em um boteco sujo de um bairro popular na cidade de São Paulo, taxista machista e misógino que não consegue amar ninguém e faz michê com seus clientes tenta entender a atitude de um dos seus passageiros e repensa sua vida. Em meio a cervejas e pastéis frios, ele trava um diálogo solitário com a lembrança deste homem nobre que, através de um gesto de generosidade, o faz repensar toda sua trajetória de vida e levá-lo à redenção de seus valores religiosos, sexuais, morais e éticos. Durante o tempo em que passa ali, ele é atendido por uma garçonete. Sua sofrida história de vida, o filho que rejeita e que quer estudar violino, a ex-mulher que tira-lhe dinheiro, e sua filosofia barata de vida são questionados e seus valores repensados em um texto realista com tom contemporâneo carregado de poesia e emoção. 

 

Site do espetáculo – https://dionisiodionisio.wixsite.com/desamor

Jonas e a Baleia – https://dionisionetoator.wixsite.com/jonaseabaleia

 

Serviço:

Estreia 8 de outubro, terça, 20h no Teatro Décio de Almeida Prado

Temporada:

Dias 8, 15, 22 e 29 de outubro, terças-feiras, às 20h

Teatro Décio de Almeida Prado

Rua Lopes Neto, 206 – Itaim

Tel. 30793438

R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00(meia)

Classificação indicativa: 18 anos

No Comments Yet

Leave a Reply

Seu email não será publicado

*