PEÇA MUSICAL QUE FALA SOBRE A DITADURA MILITAR DE GRAÇA NO ITAÚ CULTURAL

Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (michel@aplausobrasil.com)

COR DE CHUMBO
COR DE CHUMBO

SÃO PAULO – Há pouco mais de 50 anos um Golpe trouxe ao país um regime político em que a liberdade de pensamento, expressão, voto etc. estavam definitivamente riscadas do dicionário. A Ditadura Militar e seus dias de chumbo são o pano de fundo do musical Cor de Chumbo que será apresentado, de graça, dentro do projeto Terça Tem Teatro, no Itaú Cultural. Nesse período político turbulento que estamos, seria ótima ideia para aqueles que se dizem democratas e, ao mesmo tempo, defendem o deputado Jair Bolsonaro – que dedicou seu voto em favor do impeachment a um dos mais cruéis torturadores – perceberem o quanto desconhecem de nossa real história.

A trama conta a história uma ex-prostituta, agora cantora, amante de um general, nos bastidores de uma casa de shows na década de 1970.Escrita e dirigida por Milton Morales Filho e tem a cantora e atriz Lilian Lima no papel principal, como Patrícia.

O medo da violência em tempos de repressão política e as instabilidades de um relacionamento extraconjungal são a base de Cor de Chumbo. Patrícia é a maior atração da casa onde trabalha e, horas antes de seu espetáculo começar, enquanto ensaia e passa as músicas acompanhada por um pianista (Thiago Tognoli Neves), desabtcafa sobre o cotidiano, a repressão que assiste nas ruas e sua paixão. O general, de quem é amante, viria assistir à sua performance naquela noite.

 

A peça traça um paralelo entre a noção de liberdade política no Brasil nos anos da ditadura militar da década de 1970 e o período atual. No musical, Patrícia é a vedete que espera por seu general, mas pode ser ao mesmo tempo um país que anseia por práticas democráticas ou um artista que espera por políticas culturais como ferramenta de mudança social. Ela é, ainda, a amante subjugada, a mulher que espera por um bom homem, mas se submete ao abuso e à violência em nome da promessa de uma vida estável e sem riscos.

 

William Guedes faz a direção musical e assina a composição das canções do espetáculo ao lado ainda de Milton Morales Filho, Rodrigo Mercadante e Lilian de Lima. Nesta semana, o Terça Tem Teatro faz apresentação única do espetáculo, com interpretação em Libras. A distribuição dos ingressos é feita a partir das 19h30 na bilheteria do Itaú Cultural.

 

SERVIÇO

TERÇA TEM TEATRO

Cor de Chumbo

Dia 26 de abril de 2016 (terça-feira), às 20h

Duração: 70 minutos

Classificação Indicativa: 14 anos

Sala Itaú Cultural (247 lugares)

Interpretação em Libras

 

Entrada franca (ingressos distribuídos com 30 minutos de antecedência)

Estacionamento: Entrada pela Rua Leôncio de Carvalho

R$ 15 pelo período de 12 horas.

Se o visitante carimbar o tíquete na recepção do Itaú Cultural: 3 horas: R$ 7; 4 horas: R$ 9; 5

a 12 horas: R$ 15.

Com manobrista e seguro, gratuito para bicicletas.

Acesso para deficientes físicos

Ar condicionado

Itaú Cultural

Avenida Paulista, 149, Estação Brigadeiro do Metrô

Fones: 11. 2168-1776/1777

atendimento@itaucultural.org.br

www.itaucultural.org.br

 

 

Michel Fernandes

Michel Fernandes, graduado em Jornalismo e pós graduado em Direção Teatral., escreveu de 2000 a 2012 críticas de teatro e reportagens para o iG. Em 2002 criou o Aplauso Brasil - www.aplausobrasil.com.br -, site voltado à noticias, resenhas e críticas teatrais, até hoje no ar. Integrante da APCA desde 2004, Michel Fernandes já esteve nas comissões do Prêmio Miriam Muniz, ProAC, Programa de Fomento ao Teatro de São Paulo, emtre outros Em 2012 criou o Prêmio Aplauso Brasil de Teatro. Em 2014 realiza Residência do Aplauso Brasil na SP Escola de Teatro. Em 2015 é crítico convidado da MITsp (Mostra Internacional de Teatro de São Paulo). Em 2016 é membro de comissão julgadora do Proac. Em 2017 faz parte do Conselho Consultivo do CCSP.

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