Pedro Brício coloca relação e o gênero musical em xeque

Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (michel@aplausobrasil.com)

'Me Salve, Musical', foto de Daniela Dacorso

É preciso que fique claro: Pedro Brício, autor e diretor de Me Salve, Musical, que estreia hoje no Oi Futuro Flamengo (RJ), não se ocupa de uma crítica que detrata o gênero musical. Antes, pretende refletir sobre as possibilidades do gênero por meio da metalinguagem, ou seja, utilizando um casal de artistas, de gêneros diferentes, em crise conjugal.

O elenco da Zeppelin Cia, de A Incrível Confeitaria do Senhor Pellica e Cine-teatro Limite, coloca em cena a rocambolesca história de George Simmas (Gustavo Gasparini) e Alma Duran (Susana Ribeiro), ele um diretor de musicais em seu apogeu – carismático, egocêntrico, competitivo e mulherengo e plagiador, elauma atriz dramática cuja bem-sucedida e inesquecível interpretação da heroína trágica Medeia a deixou afastada dos palcos por três anos – devido ao estigma da atuação da personagem -, os dois rumo a Nova Iorque. Ele para conferir – e, por que não, plagiar boas ideias – a nova temporada de musicais. Ela na tentativa de salvar o casamento.

Já no aeroporto, os dois são surpreendidos com a noticia de uma epidemia de um misterioso, cujos sintomas – primeiramente, o infectado começa a esquecer todos os

'Me Salve, Musical', foto de Daniela Dacorso

problemas pessoais; depois, ele é tomado por uma felicidade inexplicável para logo em seguida começa a cantar, sem conseguir parar – leva Alma a acusar George de ser o transmissor do que chama “o vírus do musical”.

Para Pedro Brício, “o espetáculo é como um musical que fracassa, porque o caos interfere nos sonhos de felicidade. Porque os personagens não cantam e nem dançam muito bem, porque rompantes trágicos parecem invadir a cena e a trama é contaminada pelo absurdo. E é nesse fracasso que o espetáculo se constrói”. Ao lado de George e Alma, uma aeromoça (Isabel Cavalcanti), e ex- amante de George, em eterno jet-leg; um psicanalista (Fernando Alves Pinto) apaixonado por Alma; um empresário latino (Celso André), que escreveu o livro “Como influenciar as pessoas sem que elas percebam”; uma garota dark prodígio (Keli Freitas); e uma funcionária da Cia aérea (Juliana Medella), acabam vivendo os mesmo conflitos.

De acordo com autor e diretor, “em Me Salve, Musical! queremos desenvolver uma linguagem onde o musical, a comédia e rompantes de tragédia possam coexistir”.

FICHA TÉCNICA

Direção e texto: Pedro Bricio

Elenco: Gustavo Gasparani, Susana Ribeiro, Fernando Alves Pinto, Isabel Cavalcanti, Celso André, Keli Freitas e Juliana Medella.

Direção de arte : Rui Cortez

Iluminação: Tomás Ribas

Música original e direção musical : Lucas Marcier ,Fabiano Krieger , Felipe Rocha

Canções: Felipe Rocha

Preparação Corporal: Cristina Moura

Assistente de direção: Rafael Leal

Programação Visual: Alcino Giandinoto

Assessoria de Imprensa: Daniella Cavalcanti

Assistente de Assessoria de Imprensa: Bruna Amorim

Direção de produção: Fábrica de Eventos / Claudia Marques

Produção Executiva: Leila Moreno

Assistente de produção: Ana Carolina Oliveira

Uma co-produção: Fábrica de Eventos  e  Sábado Produções Artísticas

Realização : C ia. Zeppelin

SERVIÇO

Estreia para convidados: 13 de janeiro

Estreia para público: 14 de janeiro

Local: OI Futuro Flamengo (Rua Dois de Dezembro, 63 – Flamengo)

Horário: de sexta a domingo, às 19h30
Ingresso:
15,00 / 7,50 (estudantes, professores rede publica e maiores de 60 anos)

Horário da bilheteria: de terça a domingo, a partir das 11h.

Informações: 21 3131-3060/3131-3070 e pelo www.oifuturo.org.br

Duração: 90 minutos

Classificação Indicativa: 12 anos

Temporada: 14 de janeiro a 27 de fevereiro

Gênero: Comédia

Pedro Brício coloca relação e o gênero musical em xeque

Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (michel@aplausobrasil.com)

É preciso que fique claro: Pedro Brício, autor e diretor de Me Salve, Musical, que estreia hoje no Oi Futuro Flamengo (RJ), não se ocupa de uma crítica que detrata o gênero musical. Antes, pretende refletir sobre as possibilidades do gênero por meio da metalinguagem, ou seja, utilizando um casal de artistas, de gêneros diferentes, em crise conjugal.

O elenco da Zeppelin Cia, de A Incrível Confeitaria do Senhor Pellica e Cine-teatro Limite, coloca em cena a rocambolesca história de George Simmas (Gustavo Gasparini) e Alma Duran (Susana Ribeiro), ele um diretor de musicais em seu apogeu – carismático, egocêntrico, competitivo e mulherengo e plagiador, elauma atriz dramática cuja bem-sucedida e inesquecível interpretação da heroína trágica Medeia a deixou afastada dos palcos por três anos – devido ao estigma da atuação da personagem -, os dois rumo a Nova Iorque. Ele para conferir – e, por que não, plagiar boas ideias – a nova temporada de musicais. Ela na tentativa de salvar o casamento.

Já no aeroporto, os dois são surpreendidos com a noticia de uma epidemia de um misterioso, cujos sintomas – primeiramente, o infectado começa a esquecer todos os problemas pessoais; depois, ele é tomado por uma felicidade inexplicável para logo em seguida começa a cantar, sem conseguir parar – leva Alma a acusar George de ser o transmissor do que chama “o vírus do musical”.

Para Pedro Brício, “o espetáculo é como um musical que fracassa, porque o caos interfere nos sonhos de felicidade. Porque os personagens não cantam e nem dançam muito bem, porque rompantes trágicos parecem invadir a cena e a trama é contaminada pelo absurdo. E é nesse fracasso que o espetáculo se constrói”. Ao lado de George e Alma, uma aeromoça (Isabel Cavalcanti), e ex- amante de George, em eterno jet-leg; um psicanalista (Fernando Alves Pinto) apaixonado por Alma; um empresário latino (Celso André), que escreveu o livro “Como influenciar as pessoas sem que elas percebam”; uma garota dark prodígio (Keli Freitas); e uma funcionária da Cia aérea (Juliana Medella), acabam vivendo os mesmo conflitos.

De acordo com autor e diretor, “em Me Salve, Musical! queremos desenvolver uma linguagem onde o musical, a comédia e rompantes de tragédia possam coexistir”.

FICHA TÉCNICA

Direção e texto: Pedro Bricio

Elenco: Gustavo Gasparani, Susana Ribeiro, Fernando Alves Pinto, Isabel Cavalcanti, Celso André, Keli Freitas e Juliana Medella.

Direção de arte : Rui Cortez

Iluminação: Tomás Ribas

Música original e direção musical : Lucas Marcier ,Fabiano Krieger , Felipe Rocha

Canções: Felipe Rocha

Preparação Corporal: Cristina Moura

Assistente de direção: Rafael Leal

Programação Visual: Alcino Giandinoto

Assessoria de Imprensa: Daniella Cavalcanti

Assistente de Assessoria de Imprensa: Bruna Amorim

Direção de produção: Fábrica de Eventos / Claudia Marques

Produção Executiva: Leila Moreno

Assistente de produção: Ana Carolina Oliveira

Uma co-produção: Fábrica de Eventos  e  Sábado Produções Artísticas

Realização : C ia. Zeppelin

SERVIÇO

Estreia para convidados: 13 de janeiro

Estreia para público: 14 de janeiro

Local: OI Futuro Flamengo (Rua Dois de Dezembro, 63 – Flamengo)

Horário: de sexta a domingo, às 19h30
Ingresso:
15,00 / 7,50 (estudantes, professores rede publica e maiores de 60 anos)

Horário da bilheteria: de terça a domingo, a partir das 11h.

Informações: 21 3131-3060/3131-3070 e pelo www.oifuturo.org.br

Duração: 90 minutos

Classificação Indicativa: 12 anos

Temporada: 14 de janeiro a 27 de fevereiro

Gênero: Comédia

Michel Fernandes

Michel Fernandes, graduado em Jornalismo e pós graduado em Direção Teatral., escreveu de 2000 a 2012 críticas de teatro e reportagens para o iG. Em 2002 criou o Aplauso Brasil - www.aplausobrasil.com.br -, site voltado à noticias, resenhas e críticas teatrais, até hoje no ar. Integrante da APCA desde 2004, Michel Fernandes já esteve nas comissões do Prêmio Miriam Muniz, ProAC, Programa de Fomento ao Teatro de São Paulo, emtre outros Em 2012 criou o Prêmio Aplauso Brasil de Teatro. Em 2014 realiza Residência do Aplauso Brasil na SP Escola de Teatro. Em 2015 é crítico convidado da MITsp (Mostra Internacional de Teatro de São Paulo). Em 2016 é membro de comissão julgadora do Proac. Em 2017 faz parte do Conselho Consultivo do CCSP.

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