Pernambucanos do Coletivo Angu em busca de uma poética da cena

Michel Fernandes*, do Aplauso Brasil/ iG (michel@aplausobrasil.com)

Coletivo angu de Teatro apresenta "Essa febre que não passa"

CURITIBA – De volta ao Festival de Curitiba, dessa vez na Mostra Oficial, o grupo pernambucano Coletivo Angu de Teatro busca nos contos da jornalista conterrânea Luce  Pereira, que estão no livro Essa febre que não passa, homônimo ao espetáculo, o material para a peça que aborda o universo feminino. Com o espetáculo, a trupe deseja estabelecer uma poética da cena: processo colaborativo a partir de uma matriz literária.

Nos espetáculos Ópera e Angu de Sangue, o ponto de partida “eram textos que não foram escritos para o teatro. Em Ópera partimos de textos de Newton Moreno (renomado dramaturgo, autor de Agreste, As Centenárias e Maria do Caritó), e em Angu, a base eram contos de Marcelino Freire.” , conta André Brasileiro, um dos diretores do espetáculo.

O objetivo de Essa febre que não passa é “mostrar a variedade das faces femininas”, conta Marcondes Lima, o outro diretor do espetáculo. Para tanto, três atrizes começaram a trabalhar na adaptação dos textos e montagem das cenas, mas no decorrer do processo perceberam que seria necessário colocar em cena mais atrizes “para multiplicar as facetas femininas”.

Coletivo angu de Teatro apresenta "Essa febre que não passa"

“Todas as atrizes passam por todas as personagens, e após este processo acontece uma eleição natural do papel para cada atriz que mais se identificou com ele. A construção final resulta de fragmentos das improvisações de cada uma das trizes.”, conta Ceronha Pontes, uma das atrizes do espetáculo.

A atriz Hilda Torres considera que este tipo de processo dá muito mais propriedade criativa às atrizes. “É um processo profundo, íntimo e psicológico, no qual a subjetividade era comungada por todas nós.”, finaliza Hilda Torres.

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*Michel Fernandes viajou a convite do Festival de Curitiba.

Michel Fernandes

Michel Fernandes, graduado em Jornalismo e pós graduado em Direção Teatral., escreveu de 2000 a 2012 críticas de teatro e reportagens para o iG. Em 2002 criou o Aplauso Brasil - www.aplausobrasil.com.br -, site voltado à noticias, resenhas e críticas teatrais, até hoje no ar. Integrante da APCA desde 2004, Michel Fernandes já esteve nas comissões do Prêmio Miriam Muniz, ProAC, Programa de Fomento ao Teatro de São Paulo, emtre outros Em 2012 criou o Prêmio Aplauso Brasil de Teatro. Em 2014 realiza Residência do Aplauso Brasil na SP Escola de Teatro. Em 2015 é crítico convidado da MITsp (Mostra Internacional de Teatro de São Paulo). Em 2016 é membro de comissão julgadora do Proac. Em 2017 faz parte do Conselho Consultivo do CCSP.

2 Comentários
  1. Olá, você não me conhece, mas virei apreciador e admirador do seu site assim que conversei com a sua mãe. Trabalho na Recepção do Instituto Lucy Montoro, e conversei com a sua mãe sobre a minha paixão pelo teatro, onde ela falou de você. Parabéns!!!!

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