Projeto ARTE – Substantivo Feminino estreia no Sesc Belenzinho

 Fernando Pivotto, para o Aplauso Brasil (fernando@aplausobrasil.com)

Guerrilheiras ou para a terra não há desaparecidos Foto Elisa Mendes net (1)SÃO PAULO – A programação integrada busca investigar as questões da mulher na sociedade e nas artes conta com espetáculos de dança e teatro, intervenções, debates e oficinas. As atividades se iniciam em 14 de janeiro e se estendem até abril.

Investigando as temas como construção de gênero, as relações entre patriarcado e capitalismo e violência contra a mulher através de diferentes manifestações artísticas, o Sesc Belenzinho inaugura o projeto ARTE – Substantivo Feminino, que ocupa a unidade até meados de abril.

O espetáculo Guerrilheiras ou para a Terra não há Desaparecidos, escrito por Grace Passô e dirigido por Georgette Fadel abre a programação, no dia 15. A peça reconta a Guerrilha do Araguaia, conflito ocorrido na região amazônica entre 1967 e 1974 que resultou na morte de diversos revolucionários, entre eles doze mulheres. Além do espetáculo, haverão atividades formativas como oficina e debates, cujas mesas serão

Mulher e Guerrilha (Wlad Lima e Lúcio Flávio Pinto, mediação Sonia Sobral), Mulher e Resistência (Roberta Estrela D’Alva e Irene Maestro, mediação de Georgette Fadel) e Mulher, Realidade e Poética (Maria Thais e Berna Reale, mediação de Grace Passô)

 Entre 19 e 21 de fevereiro, a coregorafia BANANAS 15, do Núcleo Artérias, investiga a construção de gêneros através da exploração de desejos e imaginários tidos como exclusivamente masculinos.  A diretora Adriana Grechi ainda ministrará uma oficina prática de compartilhamento do processo criativo do espetáculo. Já a Kiwi Companhia de Teatro  apresenta, entre 26 de fevereiro e 6 de março, o espetáculo Carne, que discute as relações entre patriarcado e capitalismo e denuncia o problema da opressão e violência contra as mulheres na sociedade brasileira. Completa a temporada a oficina As Mulheres e os Silêncios da História, apresentada por Fernanda Azevedo e Maysa Lepique. Em 08 de março, Dia Internacional da Mulher, ainda haverá um debate Fernanda Azevedo e Amelinha Teles, com mediação da diretora e atriz Lucia Romano.

A Brava Companhia se apropria da história de Joana d’Arc para falar sobre objetivos, rumos e a postura das pessoas ao lidar com as consequências das escolhas. O espetáculo A Brava, dirigido por Fábio Resende, conta a saga da revolucionária francesa lançando mão de recursos épicos como música, interação com o público e referências à cultura pop, a fim de construir paralelos com a sociedade atual. Em paralelo à temporada, que vai de 11 a 20 de março, o grupo oferece a oficina A Mulher na Sociedade, voltada exclusivamente para mulheres, que analisará determinados aspectos da vida social e lidará com sua transformação em material poético.

Finalizando o mês de março, a Cia Os Crespos cumpre quatro apresentações da peça Engravidei, Pari Cavalos e Aprendi a Voar Sem Asas! (dias 31 de março e 1, 2 e 3 de abril). Em cena, cinco mulheres negras expõem suas trajetórias afetivas enquanto tentam modificar seus destinos.

 A programação também contempla o teatro infanto-juvenil com Oju Orum, do Coletivo Quizumba. O espetáculo de Johana Albuquerque parte do mito da negra Anastácia para narrar a história de quatros mulheres em tempos e espaços distintos. Suas histórias mostram a manutenção de poder que há por trás da construção de gêneros.

ARTE – Substantivo Feminino
A partir de 14 de janeiro.
Sesc Belenzinho. Rua Padre Adelino, 1000. São Paulo.
Maiores informações e inscrições em sesc.br/belenzinho

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