Quem tem medo do Teatrão?

Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (michel@aplausobrasil.com)

Cena do filme "Narradores de Javé", roteiro de Luís Alberto de Abreu

Aproveitei apenas o final, cheguei a tempo das duas últimas rodadas de perguntas, da mesa formativa do II Encontro de Teatro de Mauá. O convidado, o dramaturgo Luís Alberto de Abreu, elucidou algumas lacunas obscuras que a Brava Cia. de Teatro deixara no debate anterior – como as responsabilidades do governo em movimentar o panorama artístico por meio de Políticas Culturais mais eficazes e a negação de pertencer à classe artística, definindo-se como partícipes da classe dos trabalhadores.

A postura de Luís Alberto de Abreu, um dos principais nomes da dramaturgia brasileira, mostrou-se mais madura, serena. Ele acredita que os artistas devem agir na resolução de seus problemas e não simplesmente esperar que o governo e as políticas culturais resolvam questões de respeito ao universo das artes.

Contudo, necessitava fazer a provocação que dá título ao artigo: o Teatrão. Seria ele um famigerado vilão ou vítima de preconceitos?

O Dicionário de Teatro Brasileiro deixa de lado o sentido pejorativo utilizado por grande parte da classe artística e

O dramaturgo Luís Alberto de Abreu

demarca o verbete Teatrão que, segundo a publicação, seria sinônimo de peça bem acabada.

Abreu é mais cuidadoso ao lidar com o tema, considerando seus aspectos negativos como também a dose pejorativa que a palavra carrega.

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Michel Fernandes

Michel Fernandes, graduado em Jornalismo e pós graduado em Direção Teatral., escreveu de 2000 a 2012 críticas de teatro e reportagens para o iG. Em 2002 criou o Aplauso Brasil - www.aplausobrasil.com.br -, site voltado à noticias, resenhas e críticas teatrais, até hoje no ar. Integrante da APCA desde 2004, Michel Fernandes já esteve nas comissões do Prêmio Miriam Muniz, ProAC, Programa de Fomento ao Teatro de São Paulo, emtre outros Em 2012 criou o Prêmio Aplauso Brasil de Teatro. Em 2014 realiza Residência do Aplauso Brasil na SP Escola de Teatro. Em 2015 é crítico convidado da MITsp (Mostra Internacional de Teatro de São Paulo). Em 2016 é membro de comissão julgadora do Proac. Em 2017 faz parte do Conselho Consultivo do CCSP.