Relicário Inventado e Epitáfio ocupam Espaço Elevador deTeatro Panorâmico

Luís Francisco Wasilewski, do Aplauso Brasil (lfw@aplausobrasil.com)

RELICÁRIO INVENTADO
RELICÁRIO INVENTADO

SÃO PAULO – Se em Relicário Inventado, primeira parte da trilogia Ensaios sobre a Morte, criada pela Cia. EmVersão, os personagens investigavam a morte do outro, em Epitáfio, cada um se debruça sobre a morte em si. Nesta segunda peça do grupo, jovens atores e um dramaturgo pesquisam sobre a passagem do tempo, as passagens do crescimento ao envelhecimento. Ambos espetáculos podem ser assistidos no Espaço Elevador de Teatro Panorânico.

Do ponto de vista da encenação, o grupo se ocupa em sugerir um universo sinestésico, ao estabelecer uma articulação entre a música, o cenário, a interpretação, a direção e o texto. Todos os elementos são construídos ao longo do processo, de maneira horizontal e, juntos, compõem os espetáculos.

Epitáfio mostra a trajetória de cinco personagens que se deparam com o envelhecimento e encaram a morte de diferentes maneiras. Enquanto um avô acaba de se aposentar e começa a refletir sobre seu legado, sua filha enfrenta um trauma de seu passado. Já sua neta vive um triângulo amoroso com um agregado da família e um amigo de infância.

EPITÁFIO
EPITÁFIO

O intervalo temporal da peça permite a ocorrência de diversos fatos na vida de cada um dos personagens.

Relicário Inventado fala sobre a memória. Como lembrar de uma memória que está se esvaindo? Como lembrar de pessoas que já morreram? O esquecimento, ao invés de processo doloroso, pode ser encarado como a possibilidade de inventar uma memória. Esta é a temática que motivou o texto e o tom da encenação da peça

Um garoto, Ícaro, tenta recordar como eram a mãe e a namorada que perdeu. Para isso, conta com o auxílio de Ulisses. Aos poucos Ícaro percebe que as memórias de sua mãe, Joana, e de sua namorada, Clarissa, atravessam a história, para além dele. Entre cenas fragmentadas que mesclam lembranças e momentos imaginados, Ícaro, Joana, Clarissa e Ulisses tentam superar as dores de suas perdas.

Relicário Inventado

Texto e Direção: Bernardo Fonseca Machado

Atores: Adriano Merlini, Ana Junqueira, Camila Urbano, Lui Seixas, Rodrigo de Castro, Vitória Cohn.

Músicos: Gustavo Vellutini, Fernando Growald

Composição Musical: Gustavo Vellutini

Cenografia: Miguel Aflalo

Figurino: Alex Kazuo

Iluminação: Sofia Boito

Operação de Luz: Tulio Pezzoni

Design Gráfico: Fernando Motta e Leonardo Andrade

Produção: Paula Malfatti

Classificação etária: 12 anos

Duração: 60 minutos

Epitáfio

Texto e direção: Bernardo Fonseca Machado

Assistência de direção: Adriano Merlini

Atores: Ana Junqueira, Bernardo Fonseca Machado, Camila Urbano, Lui Seixas, Rodrigo de Castro

Músicos: Fernando Growald e Gustavo Vellutini

Composição Musical: Gustavo Vellutini

Preparação Corporal: Vitória Cohn

Cenografia: Julia Armentano e Miguel Aflalo

Figurino: Paulo Castello

Iluminação: Lui Seixas

Operação de Luz: Tulio Pezzoni

Design Gráfico: Fernando Motta e Leonardo Andrade

Produção: Paula Malfatti.

Classificação etária: 14 anos.

Serviço: Ambos os espetáculos estão em cartaz no Espaço Elevador de Teatro Panorâmico, na Rua Treze de Maio 222, em São Paulo. Relicário Inventado fica em cartaz aos Sábados, 21 horas. Epitáfio aos Domingos, 19 horas e Segundas, 21 horas.

Ingressos :30 reais e 10 reais para morador da região que apresentar comprovante de residência.

Michel Fernandes

Michel Fernandes, graduado em Jornalismo e pós graduado em Direção Teatral., escreveu de 2000 a 2012 críticas de teatro e reportagens para o iG. Em 2002 criou o Aplauso Brasil - www.aplausobrasil.com.br -, site voltado à noticias, resenhas e críticas teatrais, até hoje no ar. Integrante da APCA desde 2004, Michel Fernandes já esteve nas comissões do Prêmio Miriam Muniz, ProAC, Programa de Fomento ao Teatro de São Paulo, emtre outros Em 2012 criou o Prêmio Aplauso Brasil de Teatro. Em 2014 realiza Residência do Aplauso Brasil na SP Escola de Teatro. Em 2015 é crítico convidado da MITsp (Mostra Internacional de Teatro de São Paulo). Em 2016 é membro de comissão julgadora do Proac. Em 2017 faz parte do Conselho Consultivo do CCSP.

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