SÃO PAULO – A Noite de 16 de Janeiro é uma representação impactante que impressiona por todos os fatores. A direção do mestre Jô Soares, sendo fiel ao texto de Ayn Rand, nos consolida harmonicamente a todos os elementos necessários, para que o espetáculo seja potente e ousadamente marcante. Atores alinhados em suas composições geniais, iluminação, cenário e outros elementos foram construídos para que o espetáculo efetivamente possuísse êxito do começo ao fim.

Em um tribunal, todos nós acompanhamos o julgamento de Andrea Karen, acusada de ter assassinado o empresário Bjorn Faulkner, seu amante de muitos anos, empurrando-o da Faulkner Tower.

Toda a encenação acontece em torno desse caso que precisa ser julgado efetivamente, e quem decidirá serão doze jurados escolhidos da plateia. A escolha não é aleatória e os interessados devem manifestar vontade na bilheteria. O júri fica no palco assistindo e analisando cada depoimento.

No julgamento conseguimos perceber, que antagonicamente ao que a justiça constitui; julgar imparcialmente sob a análise apurada dos fatos, jurando em nome de Deus; atingimos a percepção de que de fato, essa imparcialidade não acontece, pois quem julga, mostra-se sempre inundado de suas emoções.

Sendo assim, o espetáculo instigou-me a algumas reflexões: é possível verdadeiramente haver julgamento imparcial? As ideologias e idiossincrasias são colocadas de lado em momentos tão decisivos? Como que se julga? Quem é que julga? Qual são os sentimentos humanos de quem está em tal posição? É de fato imparcial?  Essas e múltiplas questões são instigadas, cada uma de acordo com a sensibilidade de cada espectador.

É um espetáculo, que, pela força filosófica de Ayn Rand, nos faz pensar além do que as possibilidades nos permitem.

Ficha Técnica:
Texto: Ayn Rand
Tradução: Jô Soares e Matinas Suzuki Jr
Direção: Jô Soares
Elenco: Cassio Scapin, Erica Montanheiro, Felipe Palhares, Giovani Tozi, Guta Ruiz, Jô Soares, Luciano Schwab, Kiko Bertholini, Marco Antônio Pâmio, Milton Levy, Mariana Melgaço, Nicolas Trevijano, Norival Rizzo, Paulo Marcos, Ricardo Gelli e Tuna Dwek
Diretor assistente: Mauricio Guilherme
Iluminação: Maneco Quinderé
Cenografia: Chris Aizner e Nilton Aizner
Figurino: Fábio Namatame
Música Original: Ricardo Severo
Videografismo e Mapping: André Grynwask e Pri Argoud
Fotografia: Priscila Prade
Assessoria de Imprensa: Morente Forte
Direção de Arte Gráfica: Giovani Tozi
Produção Executiva: Mariana Melgaço
Assistente de produção: Adriana Souza
Administração financeira: Vanessa Velloni
Patrocínio: Bradesco Seguros
Produção: Rodrigo Velloni
Realização: Ministério da Cultura e Velloni Produções Artísticas
Informações gerais:
Gênero
Trama Policial
Temporada
05 de maio a 09 de dezembro
O espetáculo começa rigorosamente no horário e não é permitida a entrada após o início do espetáculo
Dias
Sex às 21h30, Sab às 21h00 e Dom às 19h00
Duração
110 minutos
Indicação de faixa etária
14 anos
Local
TUCA – Teatro da PUC-SP
Rua Monte Alegre, 1024 – Perdizes – São Paulo – SP
Capacidade
672 lugares
Ingressos
R$120,00 às sextas, sábados e domingos (Desconto de 50% para Estudantes e Maiores de 60 anos.) Preço especial PUC-SP R$ 20,00 (Para estudantes, professores e funcionários da PUC sob comprovação – número de ingressos limitado a 10% da lotação do teatro). Acesso para pessoas com deficiência.
Vendas

Pela Internet:www.ingressorapido.com.br
(aceita todos os cartões de crédito)

Horários de funcionamento da bilheteria:
De terça-feira a sábados das 14h00 às 20h00.
Domingos das 14h00 às 19h00.

Formas de Pagamento:
Amex, Aura, Diners, Dinheiro, Hipercard,
Mastercard, Redeshop, Visa e Visa Electron.

Estacionamentos conveniados:
MultiPark – Rua Monte Alegre, 961 – R$20,00 –
Tel.: (11) 3177-5555.
Vaz Estacionamentos – Rua Monte Alegre, 835 – R$18,00 (Valor válido somente mediante a apresentação de ingressos das peças em cartaz no TUCA)
Tel.: (11) 3171-3680
Prisma Park Valet : SEXTA, SÁBADO E DOMINGO, R$30,00.

 

Resenhista e articulista

Vitor Fadul, especial para o Aplauso Brasil (redacao@aplausobrasil.com.br)