RESENHA: FULVIO STEFANINI PROTAGONIZA COMÉDIA SOBRE O MUNDO DA GASTRONOMIA

Maurício Mellone * (redacao@aplausobrasil.com)

NÃO SOU BISTRÔ
NÃO SOU BISTRÔ

SÃO PAULO – Um ator carismático, um texto leve, divertido e uma pitada de alegria e música na condução da trama. Estes os ingredientes da comédia de Paulo Emilio Lisboa Não sou bistrô, liderada por Fulvio Stefanini e com direção de seu filho Léo Stefanini. O enredo mostra o grande chef Marguerita (Fulvio) à frente daquele que é considerado o mais importante restaurante de Barcelona, na Espanha. O estresse do dia a dia e a pressão de clientes muito exigentes irritam o chef, que passa mal e depois de hospitalizado é aconselhado pelos médicos a reduzir a carga de trabalho para evitar maiores problemas com o coração. A partir daí ele começa a procurar quem irá substituí-lo no restaurante e as confusões e disputas entre Penelope (Renata Fasanella) e Henry (Paulo Emilio Lisboa), promissores cozinheiros, conduzem a comédia.

Num momento em que o mundo da gastronomia está em alta, tanto com o reconhecimento dos grandes chefs e seus restaurantes, como o sucesso de programas de televisão sobre o tema (em especial os do tipo reality show com disputas entre os participantes), a comédia de Paulo Emílio vem a calhar, pois mostra, de forma engraçada, os bastidores de um restaurante famoso e badalado.

“Este projeto nasceu da minha paixão por teatro e pela gastronomia. Como sou descendente de italiano, espanhol e português (povos que adoram comer e beber bem), estas raças estão, de uma maneira ou de outra, estampadas na minha peça”, explica o autor, que interpreta um dos cozinheiros que disputa a vaga do chef.

NÃO SOU BISTRÔ
NÃO SOU BISTRÔ

A trama não apresenta maior densidade ou grandes conflitos. As disputas entre os dois concorrentes a chef, sempre com trapalhadas e confusões, é que dominam a cena.

Chama a atenção a encenação, em que os atores em coreografia animada representam o cotidiano de um restaurante; o ator Tom Prado também merece destaque, com suas cenas de plateia. E o carisma de Fulvio Stefanini faz toda a diferença: seu domínio da comédia faz com que o publico se envolva e se divirta.

 

* Maurício Mellone publicou o texto no www.favodomellone.com.br – parceiro do Aplauso Brasil

 

Roteiro:
Não sou bistrô. Texto: Paulo Emilio Lisboa. Direção: Léo Stefanini. Elenco: Fulvio Stefanini, João Bresser, Paulo Emilio Lisboa, Renata Fasanella, Ton Prado, Fulvio Filho, Pamela Otero e Kauê Gibran. Cenário: Freddy Hermann. Figurino: Marcela Andrade. Iluminação: Hugo Peake. Fotografia: Ton Prado.
Serviço:
Teatro Viradalata (270 lugares), Rua Apinajés, 1387, tel.(11) 3868.2535. Horários: sábado às 22h e domingo às 20h. Ingressos: R$ 60. Bilheteria: só abre em dias de espetáculos. Vendas: tel. 4003.1212 e pelo site www.ingressorapido.com.br. Duração: 75 minutos. Classificação: 10 anos. Temporada: até 27 de Setembro

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